Fundado em 16 de abril de 1932

...Macaé, ano I, Nº 29 - 11 a 18 de agosto de 2006
Não perca o Caderno R. Cultura, Educação e Entretenimento. Exclusivo para O Rebate on Line
Colunistas
Adriano Benayon
Almir da Silva Lima
Ana Cristina Gama
Andrei Bastos
Angela Maria
Antonio R. Nóbrega
Carolina Oliveira
Ceci Juruá
Ciro Campelo
Cristina Vieira
Daniel Felipe Matos
Denise Barreto
Denise Calixto
Edson Monteiro
Farduim
Fabiana Madruga
Giulianna Medeiros
José Milbs
Langstain Almeida
Leandro Domingues
Letízia Borges
Lúcio Aguiar
Manoel Barbosa Filho
Marcel Silvano
Mariana Gama Soares
Marly Santiago
Milton Nunes Filho
Moctezuma Pinto
Monique Cruz
Patrick Francisco
Rodrigo Costa
Rui Nogueira
Vanessa Gonçalves
Vera Lúcia Gama
 
Ache seu imóvel!
 
Índios

Prezado Antonio Matias: amigo dos Kariris ou talvês meu parente indigina,
avise ao meu povo que estou tomando es devidas providencias quanto a
criação desta fundação, e deve ser chamada de FUNDAÇÃO ASSISTENCIAL DAS
NAÇÕES INDINAS DA FEDERAÇÃO DOS KARIRIS DO BRASIL, que ira resgatar os
custumes e a cultura dos povos indiginas desde a divisa com os pataxos ate
o Estado Maranhão voltando ate a metade do Estado Banhia, que foi o nosso
territorio e todos as nações deste era do dominio da nossa
    Nação,  os Kariris do Brasil, estou me incluido em um dos conselho
representado a filha caçula do nosso ultimo Cacique, a minha biszavo, Maé
Loira, que foi criada por Zeze Figreiredo e casada com seu filho Ze
Figueiredo, em Barra de Satana,  hoje Município de Buqueirão PB, e sendo
neto de duas de suas filhas, por isso sou perte maior na eraquia do povo
que me cabe o dever da proteção, ficarei no conselho consultor que breve
será escolhido por voceis, os chocos que divide o mesmo territorio,
carapotos e outros que ainda resiste os grileros deste nosso Nordeste e
nersta condição que ser apenas uma gota de orvalho das manhas, um pingo nas
nassas Campinas ou mesmo o canto do passaro mais tristedo destruido e
devastado territorio que iremos recostruir, com a criação desta fundação.

   Pedro Alves de Lima.
   filho e neto dos KARIRIS do BRASIL

Antonio Matias


DISCURSO DE ÍNDIO SURPREENDE CHEFES DE ESTADO NA REUNIÃO DA CÚPULA EUROPÉIA

Dívida externa de quem, cara pálida ?

Um discurso feito por Guaicaípuro Cuatemoc embasbacou os principais chefes de Estado da Comunidade Européia. A conferência dos chefes de Estado da União Européia, Mercosul e Caribe, em maio de 2002 em Madri, viveu um momento revelador e surpreendente: os chefes de Estado europeus ouviram perplexos e calados um discurso irônico, cáustico e de exatidão histórica que lhes fez Guaicaípuro Cuatemoc, cacique de uma nação indígena da América Central.

Eis o discurso:

"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a encontraram só há 500 anos. O irmão europeu de  aduana me pediu um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financista europeu me pede o pagamento - ao meu país -, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu me explica que toda dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e juros.

Consta no "Arquivo da Cia. das Índias Ocidentais" que somente entre os anos 1503 e 1660 chegaram a São Lucas de Barrameda,185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América. Teria sido isso um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento! Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.

Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a atual civilização européia se devem à inundação de metais preciosos tirados das Américas!

Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas indenização por perdas e danos. Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.

Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano `MARSHALLTESUMA', para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia, e de outras conquistas da civilização. Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional, responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?

Não. No aspecto estratégico, dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias formas de extermínio mútuo. No aspecto financeiro, foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de amortizar o capital e seus juros, quanto independerem das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.

Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar, e nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos em cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros que os irmãos europeus cobram aos povos do Terceiro Mundo.

Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça. Sobre esta base, e aplicando a fórmula européia de juros compostos, informamos aos descobridores que eles nos devem 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambas as cifras elevadas à potência de 300, isso quer dizer um número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.

Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue?

Admitir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para esses módicos juros, seria como admitir seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas.

Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam, índios da América. Porém, exigimos assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente e que os obriguem a cumpri-la, sob pena de uma privatização ou conversão da Europa, de forma que lhes permitam entregar suas terras, como primeira prestação de dívida histórica..."

Quando terminou seu discurso diante dos chefes de Estado da Comunidade Européia, o Cacique Guaicaípuro Guatemoc não sabia que estava expondo uma tese de Direito Internacional para determinar a Verdadeira Dívida Externa. Agora resta que algum Governo Latino-Americano tenha a dignidade e coragem suficiente para impor seus direitos perante os Tribunais internacionais. Os europeus teriam que pagar por toda a espoliação que aplicaram aos povos que aqui habitavam, e com juros civilizados .

 


Veja outros artigos de

Configuração mínima: 800x600. Recomendamos o Mozilla Firefox. Clique aqui para baixar a versão 1.5
Criação e manutenção Artimanha