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...Macaé, ano I, Nº 29 - 11 a 18 de agosto de 2006
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Candidaturas IV

Almir Lima de Macaé: Lutador negro anti-racista e socialista!

Militante do Movimento Negro Socialista (MNS), o jornalista Almir Lima é candidato a deputado estadual.

Natural de Macaé, filho de empregada doméstica e gráfico-poeta, ele é casado. Iniciou militância no Rio de Janeiro em 1975 quando foi um dos fundadores do IPCN-Instituto de Pesquisas das Culturas Negras e, posteriormente do MNU-Movimento Negro Unificado em 1978.

Ele sempre lutou por uma sociedade sem explorados nem exploradores; por conseqüência e inseparavelmente sem as opressões racistas sobre os negros e as negras. Milita na corrente interna petista O Trabalho (Maioria) desde 2001.

O petista afirma "a violência nos bairros pobres atinge principalmente os negros. O racismo é instigado pelos altos escalões dos governos. O povo precisa, antes de tudo, é de emprego. Por isso exigimos que se reestatize tudo que foi privatizado. Privatizaram as ferrovias e demitiram mais de 60 mil trabalhadores, a maioria de negros. Os bairros pobres precisam é de asfalto, luz, água, escolas, postos de saúde, hospitais, bibliotecas, parques infantis, quadras de esporte, centros de cultura, cinema, teatro, de lazer".

O jornalista prossegue "os bairros pobres onde moram as comunidades negras, precisam antes de qualquer coisa, ser respeitados. É isso que vai acabar com a violência que o caveirão da PM só faz aumentar". O petista explica "os grandes traficantes residem em mansões na Zona Sul, andam de jatinho, carro blindado, cada um tratado de doutor; não moram nos morros. Para acabar com o narcotráfico tem é que prender esses grandes traficantes. Ao invadir casas de gente pobre, batendo e matando, as polícias só fazem aumentar o sofrimento do povo trabalhador".

O petista esclarece sua posição ante o governo do presidente Lula "entrei para o PT em 1982 e sempre fiz campanha para Lula, por isso tenho o direito de cobrar do presidente da República o atendimento ao povo trabalhador, garantindo escola e universidade pública para todos e todas - ao invés de ficar dividindo a população com as chamadas cotas universitárias para negros e indígenas. Que o presidente Lula reestatize a Companhia Vale do Rio Doce e a Petrobrás, que obrigue as empresas públicas a contratarem diretamente os terceirizados começando pela Petrobrás, que faça a Reforma Agrária e que conceda um Salário Mínimo decente. Quem é que consegue sustentar uma família com R$350,00 por mês"?

Ao concluir, o jornalista é enfático "se o presidente Lula não faz isso que propugnamos, os trabalhadores ficam sem ter em quem votar".


Defender as conquistas, lutar contra o racismo e combater pelo Socialismo!

Almir da Silva Lima

Há mais ou menos quatro anos, o entusiasmo e a esperança - pela provável chegada do PT ao governo - misturado com nossa oposição à política de alianças com partidos fisiológicos e à própria burguesia brasileira em si que é totalmente branca e disfarçadamente racista; acabou nos levando a sentir o gosto amargo da desesperança. Porque, a confirmada vitória em aliança com a burguesia nacional, foi internacionalmente completada antes mesmo da massiva festa de posse do eleito presidente Lula através de sua beijação de mãos ao senhor da guerra, o presidente estadunidense Bush.

Dali em diante, o espetáculo da desesperança não parou de crescer. Fato, agravado pela cada vez mais enfeudada no "novo" governo, cúpula nacional do PT. Esta, além de calar-se ante as absurdas nomeações para os cargos estratégicos da administração federal, passou a defender a política pró-imperialismo, desenvolvida. Isto é, ao invés de pôr em prática as mudanças reivindicadas por aqueles e aquelas que o elegeram (a classe trabalhadora e o majoritário povo negro), o governo do presidente Lula dá continuidade à política do imperialismo e da branca burguesia nacional sob o slogan "Brasil, um país de todos".

Para tanto, foram nomeados ministros-absolutamente-estratégicos: O banqueiro eleito deputado federal pelo PSDB, Henrique Meireles (Banco Central), o tubarão de indústria, Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento Econômico) e o latifundiário do agro-negócio, Roberto Rodrigues (Agricultura). Já, dentre os ministros-não-absolutamente-estratégicos nomeados, lideranças de movimentos sociais foram cooptadas. Exemplos: O presidente nacional da Cut, Luiz Marinho (Trabalho) e Matilde Ribeiro do MNU-Movimento Negro Unificado alçada à inédita e mal-denominada Secretaria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR).

Dentre os militantes que permanecem fiéis à nossa classe, milhares deles e delas, como nós, prosseguimos nas lutas pelas reivindicações do povo trabalhador e continuamos a nos opor e combater o imperialismo com seu cortejo de destruição e morte. Por isso, seguimos defendendo aquilo que foi o PT nos primeiros 10 anos, um partido sem patrões em permanente luta por uma sociedade sem explorados nem exploradores (conseqüentemente sem a opressão da branca burguesia brasileira sobre o majoritariamente negro povo trabalhador). Entretanto, a cúpula nacional do PT continua reafirmando tudo que fez e que o tem conduzido a essa crise pró sua destruição. Daí, com o presidente Lula a frente, a cúpula petista acaba de impor uma coligação nacional pior que aquela causadora da crise do chamado mensalão, com a entrada do PRTB do nefasto Fernando Collor.

Por não ter compromisso com tais alianças eleitoreiras, permanecemos acreditando na organização da classe trabalhadora e do povo negro como forma indissociável de mudar o mundo, de combater pelo socialismo (lutando permanentemente contra o racismo e o imperialismo). Desta forma, é imperativo que construamos desde a base um instrumento político para prosseguir nossa jornada uma vez que, um verdadeiro partido de trabalhadores não se constrói do dia para noite e, sem grandes combates de classe. Ademais, isso não cai do céu, é preciso prepará-lo, reunindo, agrupando, discutindo democraticamente, organizando e formando militantes e quadros capazes de ajudar às lutas populares, dando-lhes perspectiva histórica, socialista.

A serviço da construção de Núcleos Socialistas de Base

Por não baixarmos a bandeira e continuarmos na luta junto com eles, inúmeros companheiros nos incumbiu a missão de ser candidato a deputado estadual.

Nossa candidatura se dispõe a estar a serviço da construção de Núcleos Socialistas de Base que sejam locais onde militantes, independentemente de suas origens políticas, pelo menos uma vez por mês, possam discutir as lutas da classe trabalhadora e, também, especifica e indissociavelmente do povo negro contra o racismo assim como da juventude do campo e da cidade. Nos Núcleos Socialistas de Base, por exemplo, discutiremos o que se passou e se passa com o PT e, ao mesmo tempo, encaminharemos nossas lutas, de forma concreta e na prática. Aliás, como foram os núcleos no início do PT. Agora, com nossas experiências acumuladas nesses anos de luta.

Desta forma, nos Núcleos Socialistas de Base uniremos as forças necessárias para ajudar a luta da classe trabalhadora contra o capitalismo no geral e, especificamente a do povo negro contra o racismo, prosseguindo de maneira conseqüente o combate contínuo pelo socialismo. Estudar-compreender, organizar-agrupar, mobilizar-lutar. Isso deve ser a essência dos Núcleos Socialistas de Base. Organizemos um seminário sob o tema "Um balanço do PT - Por um governo dos trabalhadores da cidade e do campo". E, além disso, realizemos atividades de discussão e formação políticas permanentes.

Por fim, 13 bandeiras que representam compromissos de nossa candidatura:

Retorno imediato das tropas brasileiras que comandam a ocupação militar do Haiti!

Saída do Brasil do Mercosul, escada para fingida de morta, Alca!

Soberania Nacional de nosso país!

Não pagamento da dívida externa para investimento público já - antes da hipotética reeleição de Lula - em Educação, Saúde, Reforma Agrária, Moradia e Emprego!

Estatização das fábricas ocupadas!

Reestatização das ferrovias e empresas públicas privatizadas!

Contra o mal-denominado Estatuto da Igualdade Racial!

Contra as chamadas cotas universitárias para negros e indígenas!

Vagas já para todas as crianças especialmente negras e indígenas nas escolas públicas!

Creches pra o crescente aumento de trabalhadoras, especialmente negras e indígenas!

Oposição ao governo estadual burguês e populista de Rosinha Garotinho (PMDB)!

Oposição ao governo municipal burguês e oligárquico de Riverton Mussi (PSDB)!

Oposição aos dois mandatos legislativos municipais do PT pelo apoio ao governo local!

Macaé (RJ), 23 de julho de 20006.


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