Fundado em 16 de abril de 1932

...Macaé, ano I, Nº 18 - 26 de maio a 2 de junho de 2006
Estudante/Ensino

CHINA, Revolução No Ensino

I - Os Grandes Princípios

A - Discussão Em Todo O País Sobre A Revolução No Ensino Primário E Secundário

Trava-se neste momento neste momento em todo o país uma discussão longa e aprofundada sobre a revolução no ensino. Iniciou-se em Novembro de 1968 com a publicação pelo Renmin Ribao (Diário do Povo) duma proposta apresentada por dois professores de escola primária rural, pedindo para que fosse confiada a gestão das escolas primárias do Estado às brigadas de produção das comunas populares. A proposta desencadeou imediatamente uma viva discussão em todo o país e, apenas em 15 dias, o jornal recebeu sobre o assunto sete mil cartas ou artigos das massas revolucionárias das cidades e dos campos. O tema em discussão foi-se alargando até englobar, para além da gestão das escolas primárias rurais, a própria gestão das escolas primárias e secundárias urbanas. Em Maio último, publicou o mesmo jornal um programa de ensino para as escolas primárias e secundárias rurais (Projeto), elaborado pelo comitê revolucionário do distrito de Lichou, na província de Kilin. Esse programa, que sintetiza numerosas criações e sugestões feitas pelas massas no decurso da Grande Revolução Cultural, fez ascender a discussão a uma fase ainda mais importante. Durante os últimos dez meses publicou o Renmin Ribao, na rubrica consagrada a este assunto, sessenta e quatro grupos de cartas e artigos que contribuíram igualmente para levar ainda mais longe a discussão de outros temas com, por exemplo, o da gestão das Universidades Socialistas.

1) Como Fazer A Revolução No Ensino?

A Revolução Cultural proletária, desencadeada e dirigida pessoalmente pelo Presidente Mao, é uma grande revolução política no domínio da superestrutura que compreende, entre outras, a cultura, a arte e o ensino. A Diretiva do Comitê Central do Partido Comunista Chinês sobre a Grande Revolução Cultural Proletária sublinha que "Reformar o antigo sistema de educação assim como os velhos princípios e métodos de ensino é uma tarefa de extrema importância da Grande Revolução Cultural Proletária em curso". Em 1966, apenas começada esta revolução, os professores e alunos revolucionários bem como os jovens guardas vermelhos de todo o país, erguendo bem alto a divisa "Temos razão em nos revoltarmos contra os reacionários", desencadearam o assalto contra o antigo sistema de educação e alcançaram importantes vitórias. Depois, com a entrada da Revolução Cultural na fase de luta-crítica-reforma e em conformidade com a palavra de ordem lançada pelo Presidente Mao: "A classe operária deve exercer a direção em tudo", a classe operária, força principal da revolução proletária e os camponeses pobres e médios que constituem o seu mais firme aliado, entraram nos estabelecimentos escolares que, pouco depois, mudavam consideravelmente de aspecto.

Como dirigir e administrar as escolas? Como proceder à reforma do ensino? São estas, para a classe operária, camponeses pobres e médios, as tarefas, gloriosas e árduas ao mesmo tempo, que nunca tinham sido empreendidas pelos seus predecessores: mais do que isso, não dispunham de qualquer precedente no qual se pudessem basear. No entanto, ligando a sua própria prática à teoria do Presidente Mao sobre a revolução na educação e fazendo experiências sem cessar, as massas adquiriram por todo o país um certo conhecimento, uma certa experiência nesses domínios. Por consequente, para levar até ao fim e em todo o país a revolução proletária da educação, é necessário "partir das massas para voltar às massas", isto é, desenvolver a discussão em larga escala. As massas de operários, camponeses e soldados, os professores e alunos revolucionários, bem como os camaradas interessados dos diversos escalões dos comitês revolucionários, dedicando-se à prática, organizaram discussões e procederam à reforma. As discussões compreendem tanto exposições teóricas aprofundadas como as ricas experiências adquiridas na prática.

Deter-nos-emos em seguida sobretudo nas discussões respeitantes à revolução do ensino nas escolas primárias e secundárias das cidades e do campo.

2) Quem Deve Exercer O Poder No Ensino?

O Presidente Mao ensina-nos: "A questão fundamental na revolução é o poder". O problema primordial, posto em discussão acerca da revolução no ensino, é o seguinte: "quem deve, no campo, exercer o poder no ensino?". No decorrer das polêmicas os camponeses pobres e médios sublinharam: "Nas regiões rurais o poder no ensino deve, sem qualquer dúvida, estar na mão do proletariado. Se no passado a linha proletária do Presidente Mao em matéria de educação não pode ser aplicada a fundo e foi objeto de perturbações provocadas pela linha revisionista contra-revolucionária de Liu Chao-Chi, esse renegado agente do inimigo e traidor da classe operária, se as massas escolares não puderam formar continuadores da causa revolucionária segundo as exigências do proletariado, foi porque este não tinha na mão o poder no ensino". E, com a força dos fatos em seu apoio, muitos camponeses pobres e médios mostraram por que razão "Sem o poder cultural o nosso poder político não se consegue manter".

Abordando a questão da "plena confiança que têm os camponeses em poderem dirigir bem as escolas", alguns deles disseram: "Temos um coração vermelho fiel ao Presidente Mao, ao pensamento de Mao Tsetung, à linha revolucionária proletária do Presidente Mao; temos uma história familiar de sofrimentos e misérias suportadas na antiga sociedade e um estilo de trabalho caracterizado pela aplicação, simplicidade e eficácia. Estas garantias são suficientes para nos permitirem, gerir bem as escolas primárias rurais". Em vários locais, depois dum certo tempo de prática, tornou-se evidente que as escolas, uma vez a cargo dos camponeses pobres e médios, estavam perfeitamente em condições de poder seguir uma orientação justa no seu funcionamento bem como na formação dos alunos, e que assim a instrução podia ser rapidamente generalizada.

No decurso das discussões, numerosos camponeses pobres e médios e muitos professores ensinando no campo apresentaram propostas novas, como por exemplo:

1o- Criação, segundo as necessidades, de escolas móveis, de escolas funcionando dia sim dia não e de escolas dando aulas nos próprios locais, nas aldeias esparsas ou remotas, nas regiões de pesca ou pastorícia onde as populações estão em constantes deslocações, a fim de assegurar a todas as crianças que atingiram a idade escolar a possibilidade de frequentarem uma escola;

2o- Criação, nas brigadas de produção, dos estabelecimentos que irão ministrar, em sete anos, o ensino primário e secundário do 1o ciclo; ou de estabelecimentos que darão, em nove anos, o ensino primário e secundário dos dois ciclos a fim de, por um lado, reduzir a escolaridade1 e, por outro, permitir aos filhos dos camponeses pobres e médios o prosseguimento dos estudos no próprio local numa escola de grau superior e de acabar, assim, com as dificuldades criadas outrora pela distribuição irracional destes estabelecimentos.

Quanto à gestão das escolas primárias e secundárias das cidades, a opinião geral surgida no decurso das discussões foi que, tal como para as escolas rurais, uma revolução deveria ser empreendida a fundo nesses estabelecimentos urbanos que seriam colocados inteiramente sob a direção da classe operária e cuja gestão compreenderia três formas principais: gestão pelas fabricas, pelo bairro ou ainda gestão pela tríplice união da fabrica-comuna-bairro.

A razão pela qual se preconiza confiar à organização de bairro a administração das escolas primárias urbanas é que, deste modo; se poderá combinar a educação escolar com a educação social e familiar. Os defensores desta forma de gestão pensam que nos bairros se encontram uns tantos operários de fabricas locais e um grande número de operários reformados e que, portanto, esses trabalhadores podiam tomar em mãos a direção das escolas, dar os cursos e imprimir no ensino as diretivas da classe operária.

3) A Revolucionarização Ideológica Dos Professores

O Presidente Mao disse: "O problema essencial na reforma do ensino é o dos professores". O controle efetivo do poder nas escolas pelos camponeses pobres e médios garante que os professores se conformarão realmente com as exigências do proletariado para administrar essas escolas e, ao mesmo tempo, acelera a revolucionarização ideológica dos próprios professores. Durante as discussões, muitos camponeses pobres e médios foram de opinião que, pelo fato de serem os professores a dar diretamente aos outros a educação, é deles, em grande medida, que depende a escolha dos livros de ensino, o gênero de homens que se pretende formar. Portanto, preparar um contigente de professores de novo tipo, ligar a maior importância à revolucionarização ideológica dos professores, constitui para as escolas geridas pelas brigadas de produção um problema decisivo ou seja, o sabor se elas (escolas) caminham no sentido da restauração da antiga ordem ou se, pelo contrário avançam segundo a linha proletária do Presidente Mao Tsetung em matéria de ensino.

Com este intuito, alguns são de opinião que os professores devem ser escolhidos pelos camponeses pobres e médios, entre os melhores diplomados dos diversos graus de ensino secundário, primeiro ou segundo ciclo, no seio das brigadas de produção e que, também, não é conveniente afastar sem reflexão os antigos professores: manter os que são apreciados pelas massas e que têm alguns méritos, enquanto que os poucos inaptos para desempenhar essa tarefa e cujas famílias se encontram no campo voltarão ao trabalho produtivo nas brigadas respectivas. Todos os que se exprimiram sobre este problema deram especial relevo à política do Partido, de unidade, educação e reeducação dos intelectuais, sublinhando a necessidade de trazer a si a maioria esmagadora de professores, de desenvolver a sua participação na reforma do ensino e, ao mesmo tempo, de lhes dar a possibilidade de serem reeducados pelos operários, camponeses e soldados, de transformarem profundamente a sua ideologia não proletária.

A formação dum contigente de professores proletários destinados às escolas primárias e secundárias das cidades foi também vivamente discutida. Segundo a opinião geral, o corpo de professores existentes tinha necessidade de ser reeducado pelos operários, camponeses e soldados, de remodelar profundamente a sua velha ideologia. Alguns sugeriram um sistema rotativo para os professores das escolas primárias e secundárias urbanas: depois de terem ensinado dois ou três anos, vão trabalhar igual período como operários e camponeses nas fabricas ou aldeias e, em seguida, voltam a ensinar. Este sistema tem para eles um grande significado no que diz respeito a prevenir o revisionismo e a travar luta contra este. Algumas escolas urbanas, por seu lado, convidaram operários, camponeses e soldados para assumirem a função de professores. Como possuem ricas experiências na luta de classes, na luta pela produção e experimentação científica, eles podem dar explicações extremamente vivas e, além disso, orientar os trabalhos práticos nos campos ou nas fabricas; são calorosamente acolhidos pelos alunos.

4) O Problema Da Qualidade Do Ensino Ministrado

Discutindo o problema da liquidação das influências nocivas da linha revisionista do renegado Liu Chao-Chi em matéria de educação, todos sublinharam que, se este e os seus agentes, na batalha do ensino, tinham aplicado com frenesi a linha contra-revolucionária, era para contrapor à linha proletária do Presidente Mao. Estes indivíduos pregavam a chamada teoria de "estudar para ascender a altas funções", o que levava grande número de jovens a considerar o seu estudo como um meio de se subtraírem ao trabalho produtivo, de "atingirem os pontos elevados". Alcançado o seu fim, felicitavam-se por terem "saído do comum" e, no caso contrário, acusavam céu e terra e desdenhavam o trabalho do campo. Para por em prática a diretiva do Presidente Mao: "A educação deve estar ao serviço da política do proletariado e estar combinada com o trabalho produtivo", é necessário refutar e desacreditar definitivamente a linha revisionista em matéria de ensino e acabar duma vez por todas com as suas influências nocivas.

Sendo as escolas primárias do Estado transferidas para brigadas de produção, as horas consagradas ao trabalho produtivo vão aumentar enquanto diminuem as dedicadas ao estudo; neste caso, não se ressentirá a qualidade do ensino ministrado nesses estabelecimentos? Eis um dos problemas levantado nalguns artigos polêmicos. Certos comitês de administração escolar de brigadas de produção, compostos por camponeses pobres e camponeses médios e alguns professores revolucionários, pronunciaram-se sobre o assunto: no que se refere à qualidade do ensino, os pontos de vista variam em função das posições de classe em que colocamos. A linha revisionista pretende que o critério da qualidade do ensino seja "a percentagem de alunos que passaram para uma escola de grau superior", "a quantidade de conhecimento livrescos adquiridos pelos alunos", enquanto que, segundo a linha proletária do Presidente Mao, o único critério correto é o de ver se os alunos formados servem ou não de todo o coração o povo, o proletariado.

Os comitês de administração escolar das brigadas de produção, compostos por camponeses pobres e médios que já adquiriram experiência na gestão das escolas, falaram muito do que aprenderam perseverando na linha proletária do Presidente Mao. Tomando as obras do Presidente Mao como principais manuais de ensino, a luta de classes como matéria primordial, o trabalho produtivo como base, eles próprios redigiram os cursos e atiraram para o lixo da história tudo o que estava desligado da prática e que tinha servido para propagar idéias feudais, burguesas e revisionistas.

Nas cidades, membros da equipe operária de propaganda do pensamento maotesetung trabalhando nas escolas, professores e alunos revolucionários bem como pais de alunos, criticam o antigo programa que era escolástico e cheio de repartições, que dava grande importância ao passado e desprezava o presente, que sobrecarregava os alunos de deveres e os ensinava a aspirar a celebridade e a pensar no seu interesse individual. É absolutamente necessário, dizem eles, seguir a diretiva do Presidente Mao segundo a qual os alunos "Consagrando-se principalmente aos estudos, devem ao mesmo tempo adquirir outros conhecimentos"; é preciso elaborar um programa novo em conformidade com o princípio "pouco mas melhor". Algumas escolas secundárias, sob a direção da classe operária, organizaram grupos de redação dos cursos compostos por camponeses, operários e soldados, professores e alunos revolucionários; elas possuem agora os seus novos manuais.

Presentemente esta discussão nacional sobre a revolução no ensino continua a desenvolver-se em profundidade. Criando penosamente o novo, as massas de operários, camponeses e soldados bem como os intelectuais revolucionários, fazem constantemente o balanço e a troca de experiências a fim de conseguirem um resultado sempre melhor. Os seus esforços aceleração o aparecimento dum sistema de educação inteiramente novo e em conformidade com o pensamento maotsetung.

Notas:
1- Segundo o antigo sistema os estudos primários duravam seis anos, os secundários do 1o ciclo 3 anos e os do 2o ciclo igualmente 3 anos; total de 12 anos


B - Um Exemplo Da Nova Escola Criada: De Servir A Dar Aulas

Ho Kouei-Tchen, operária da fábrica de colofónio1 do distrito de Houaitsi, província de Kouangtong, entrou, com a equipe operária de propaganda do pensamento maotsetung, na escola primária n.º 1 da povoação de Houaitcheng, para aí, dirigir a revolução no ensino. Na primeira vez que subiu ao estrado deu aos alunos do quarto ano uma lição viva sobre o pensamento maotsetung.

Tocou a campainha. Ho Kouei-Tchen entrou na aula abriu as Citações do Presidente Mao Tse-tung. Nutrindo um sentimento profundo pelo Presidente Mao, ela leu em voz alta: "Um Partido disciplinado, armado da teoria marxista-leninista, praticando a autocrítica e ligado às massas populares; um exército dirigido por um tal Partido; uma frente unida de todas as classes revolucionárias; eis as três armas principais com as quais vencemos o inimigo". Os alunos pediram-lhe para escrever esta citação no quadro o que ela fez, muito lentamente, concentrando nisso toda a atenção. Por trás dela alguns alunos começaram a discutir em voz alta enquanto outros se punham a rir. Ela voltou-se e perguntou: "Que estão a dizer?". Um aluno respondeu atrevidamente: "Dissemos que, ao contrário do nosso antigo professor, a senhora escreve muito lentamente e os caracteres traçados não são do mesmo tamanho". Então Ho Kouei-Tchen, muito emocionada, respondeu: "Sim camaradas, eu não sou como vossos antigos professores, eu sou uma operária que nunca freqüentou a escola".

"Porque razão não foi à escola?" As crianças, ingênuas, esperavam a sua resposta Ho Kouei-Tchen explicou-se com estas palavras plenas de sentido: "Camaradas, antes da libertação a minha família era muito pobre e não podia pagar os meus estudos. Depois da libertação muitas escolas foram influenciadas pela linha revisionista contra-revolucionária aplicada por Liu Chao-Chi no ensino e serviam os interesses dos proprietários de terras e da burguesia e, por isso, também não pude ir à escola". Depois, com as lágrimas nos olhos, ela começou a contar o episódio seguinte:

Antes da Libertação, sob o domínio reacionário do Kuomintang, havia uma rapariga cuja família, constituída por sete membros, se comprimia num miserável reduto e quase nada tinha para comer. A rapariga, com o irmão, ia mendigar por toda a parte. Como queriam que ela fosse à escola nestas condições? Mais tarde, por absoluta falta de recursos, o seu avô suicidou-se. Seu pai foi obrigado a vender o irmão e a irmã mais velha a um proprietário e a dar a sua irmãzinha a um outro. Embora a rapariga apenas tivesse 8 anos, nem chegava à vossa idade, foi vendida a uma família rica como criada de servir. Nunca ela se podia deitar antes da meia-noite ou se levantar depois de nascer o sol. Além disso tinha o corpo todo negro das pancadas que recebia do seu malvado patrão..."

Os alunos escutavam em silêncio, olhos esbugalhados, os punhos cerrados; estavam cheios de ódio pela antiga sociedade. Limpando as lágrimas e mostrando a citação do Presidente Mao escrita no quadro, Ho Kouei-Tchen continuou: "Camaradas, foi com estas três armas principais que o nosso grande dirigente, Presidente Mao, nos conduziu, nós os pobres explorados e oprimidos do antigo regime, a vencer os inimigos e a libertar toda a China. A família dessa rapariga foi assim salva do inferno e encontra-se agora reunida. Ela tornou-se uma operária, leva uma vida feliz e aprendeu a ler e a escrever".

Os alunos perguntaram-lhe: "Onde se encontra hoje essa rapariga? Ho Kouei-Tchen respondeu com emoção: "É membro da equipe operária de propaganda do pensamento maotsetung enviada a vossa escola. Neste momento ela dá-vos um curso de pensamento maotsetung sobre a luta de classes; ela é precisamente a operária que, perante vós, escreveu tão mal e tão lentamente". Em seguida perguntou-lhes: "Camaradas, na antiga sociedade, nós os operários, camponeses pobres e médios, poderíamos ir à escola?" "Não!" responderam os alunos em coro e em voz alta. Então ela acrescentou: "Foi graças à correta direção do Presidente Mao que vocês podem hoje seguir os vossos estudos. Mas Liu Chao-Chi queria restaurar o capitalismo e fazer-nos voltar aos sofrimentos. Ele procurava por todos os meios formar, nas escolas, os sucessores da burguesia. Nunca tal o deixaremos fazer! Devemos estudar completamente as obras do Presidente Mao, seguir os seus bons filhos e mantermo-nos para sempre fieis a ele". Guiados por Ho Kouei-Tchen, os alunos recitaram com toda a seriedade a citação do Presidente Mao escrita no quadro. Tinham começado a ver com outros olhos essa escrita desajeitada.

Toca a campainha. A operária-professora diz: "Esta lição não acabou, dar-vos-ei ainda explicações da próxima vez, está bem?" "Sim!" foi a resposta. Depois da aula ela foi rodeada pelos alunos. Alguns deles fizeram a sua autocrítica: "Nós não devíamos ter troçado da sua maneira de escrever". Outros disseram: "A lição que nos deu ajuda-nos a compreender melhor o que é a luta de classes". Outros ainda exprimiram a sua resolução: "Seguiremos sempre os ensinamentos do Presidente Mao e seremos os seus bons filhos". Todos pediram a Ho Kouei-Tchen para lhes dar mais aulas sobre o pensamento maotsetung.

II - O Ensino Primário

A - A Revolução Do Ensino Numa Comuna Popular

O sol lançava os primeiros raios sobre a comuna popular de Choueiyuan, distrito de Yingkeou, província de Liaoning. Os membros da equipe de propaganda do pensamento maotsetung estavam já reunidos à entrada duma das aldeias. Fotografias do Presidente Mao e brandindo bandeiras vermelhas, estes camponeses pobres, mensageiros da esperança de todos os seus irmãos de classe, iam tomar a direção das escolas da comuna popular.
Em conformidade com a grande diretiva do Presidente Mao: "No campo compete aos camponeses pobres e médios da camada inferior, os aliados mais seguros da classe operária, administrar as escolas", as 24 brigadas de produção desta comuna realizaram nas escolas um sistema de administração confiando a direção aos camponeses pobres e médios da camada inferior e tendo em conta os professores e alunos revolucionários. O fato de terem corajosamente subido ao palco do ensino pôs fim do reinado dos intelectuais burgueses nas escolas e veio transformar radicalmente a educação nas regiões rurais.

1) O Papel Dos Camponeses Pobres E Médios Da Camada Inferior Na Transformação Do Ensino

A Grande Revolução Cultural proletária atirou-se ao combate da linha revisionista em matéria de ensino. A diretiva do Presidente Mao: "Uma revolução deve ser feita no ensino", entusiasmou os camponeses pobres e médios da camada inferior bem como os professores e alunos revolucionários da comuna popular de Choueiyuan e incitou-os a refletir. Como fazer esta revolução no ensino? No início alguns professores pensaram que, sendo os camponeses pouco instruídos e estranhos ao ensino bastaria compor um programa e fazê-lo adotar pelas brigadas de produção. Encerraram-se dentro de quatro paredes e trataram de pôr em ordem um novo programa e compilar textos. Alguns houve que se contentaram, muito simplesmente, com os antigos manuais, acrescentando-lhes aqui qualquer coisa, suprimindo-lhes além algumas linhas e, assim, imaginaram desobrigar-se do trabalho. Os camponeses pobres e médios da camada inferior limitaram-se a abanar a cabeça dizendo: "Não é uma revolução, é apenas reformismo estéril".

Justamente nessa altura, uma equipe de propaganda do pensamento maotsetung composta por membros do Exército Popular de Libertação (EPL) chegou à comuna popular de Choueiyuan. Desde a chegada, ela ajudou os professores e organizaram-se em grupos de estudo do pensamento maotsetung e convidou-os a debruçarem-se a fundo sobre os ensinamentos do Presidente Mao: "Os operários e camponeses são as forças revolucionárias fundamentais" e "Se os intelectuais não se ligam à massa dos operários e camponeses, a nada chegarão", assim como as recentes diretivas do Presidente Mao sobre a revolução no ensino. Isto fez compreender aos professores que era necessário, para levar a bom termo a reforma no ensino, saírem das escolas e tornarem-se alunos dos camponeses pobres e médios da camada inferior.

Com a chegada do EPL, os professores e alunos revolucionários da comuna foram para as aldeias e para os campos a fim de estudar e aplicar de modo criador o pensamento de Mao Tse-Tung sobre a educação, criticar e repudiar a linha revisionista de Liu Chao-Chi no mesmo domínio. No decorrer das numerosas reuniões de crítica os membros da comuna popular, baseando-se na sua própria experiência e num grande número de realizações sensacionais, denunciaram e condenaram o antigo sistema de ensino.

A antiga direção das escolas tinha erguido barreiras sobre barreiras diante dos filhos dos camponeses pobres e médios da camada inferior. Porque os seus pais não podiam ajudar a repetir as lições ou porque tinham de se ocupar na produção e nos trabalhos caseiros, muitos deles não tinham notas satisfatórias. Aproveitando este fato como pretexto, os alunos eram postos fora das escolas. Vejamos o que se passou na escola primária da brigada de produção de Tsiunli. Dos 38 inscritos no primeiro ano, apenas restavam 5 no fim dos seis anos de estudo. Os outros 33 ou tinham repetido ou tinham abandonado. Eram todos filhos e filhas de camponeses pobres ou médios da camada inferior. Na brigada de produção "1o de Agosto", para as 28 famílias de camponeses pobres e médios da camada inferior, havia apenas um diplomado do segundo ciclo da escola secundária enquanto que, para a única família de camponeses ricos, havia dois.

Os camponeses pobres e médios da camada inferior, cheios de indignação, protestaram: "Nós, que na antiga sociedade não tínhamos os meios de ir à escola, pensávamos que, depois da libertação, os nossos filhos podiam beneficiar dela. Mas a porta das antigas escolas eram feitas de vidro: podia-se ver mas não entrar. As escolas continuavam ao serviço dos proprietários e dos ricos que exercem de fato a sua ditadura sobre nós".

A educação intelectual prevalecia e as notas sobressaíam na antiga escola. Os manuais não faziam ressaltar a política proletária nem o pensamento de Mao Tse-Tung, mas estavam atulhados de noções marcadas de feudalismo, capitalismo e revisionismo. A este propósito, constatavam os camponeses pobres e médios das camadas inferiores: "Quanto mais os nossos filhos frequentam tais escolas, tanto mais se afastam da linha revolucionária do Presidente Mao, e mais longe estão de nós".

Os camponeses pobres e médios da camada inferior da equipe n.º 5 da brigada Wenkeh tinham enviado uma criança para a escola esperando que ela pudesse trabalhar para eles, logo que terminasse os estudos. Três anos mais tarde ela voltou para a aldeia. Vítima da linha revisionista no ensino, ele não gostava do lugar de contabilista que os membros da equipe lhe tinham confiado e as contas que apresentava eram feitas sem o mínimo de senso. Com tristeza, os camponeses pobres e médios da camada inferior diziam: "É uma planta vigorosa, apodrecida na antiga escola".

Como é que tais problemas tinham podido aparecer? Este enigma apenas foi decifrado durante o desenrolar da Grande Revolução Cultural. Era Liu Chao-Chi, esse traidor, que tinha feito dominar as nossas escolas por intelectuais burgueses e exercia a ditadura sobre os camponeses pobres e médios da camada inferior.

A grande crítica revolucionária mostra que o amor destes pelo Presidente Mao é profundo, o seu ódio para com a linha revisionista implacável e, consequentemente, que têm pleno direito a emitir as suas opiniões sobre a reforma do ensino nas regiões rurais.

2) Como Dirigem Os Camponeses A Escola

Os camponeses pobres e médios da camada inferior devem dirigir as escolas nos campos! A diretiva do Presidente Mao, como um trovão primaveril, chamou-os à ação. As diferente brigadas da comuna popular de Choueiyuan enviaram para as escolas equipes de propaganda do pensamento maotsetung. Um comitê de revolução no ensino substituiu o diretor, que era o único responsável da escola. O presidente e o vice-presidente deste órgão de direção são escolhidos entre os camponeses pobres e médios da camada inferior que ocupam mais da metade dos lugares. Os professores e alunos revolucionários estão igualmente representados. Assim, os camponeses pobres e médios da camada inferior retomaram o poder nas escolas. Os novos dirigentes consideram como tarefa extremamente importante a destruição do antigo sistema de ensino e criação dum novo. "A escolaridade deve ser reduzida". Em conformidade com este ensinamento do Presidente Mao, reduziram de 3 anos a duração dos estudos primários e secundários que era de 12 anos. Diligentes e econômicos com ensina o Presidente Mao, eles criaram 20 escolas com a escolaridade de 9 anos e racionalmente repartidas, sem aumentarem o pessoal docente nem comprarem mais material. Os filhos dos camponeses pobres e médios da camada inferior podem frequentar a escola mais próxima da sua aldeia. Segundo o novo sistema, uma criança que entre para a escola com a idade de 6 ou 7 anos, não terá portanto, ao fim de 9 anos de estudos, mais do que 15 anos. É justamente a idade de se iniciar no trabalho produtivo. Depois de algum tempo de trabalho prático, alguns serão enviados para as escolas superiores. Muito satisfeitos com este novo sistema de educação, os camponeses dizem: "Nunca antes houve escolas secundárias nas nossas aldeias. Devemo-las ao Presidente Mao, nosso grande dirigente, que nos cumula de atenções".

O princípio fundamental: "Por a educação a serviço da política do proletariado e combinar o ensino com o trabalho produtivo" é vivamente seguido na prática. Tendo em consideração as necessidades da luta de classes e a luta pela produção nas regiões rurais, foi decidido que as disciplinas de base seriam: política, chinês, matemática, conhecimentos agrícolas fundamentais, educação física sob a forma de exercícios militares. A física, a química e a biologia serão introduzidas no 7o ano. Em todas as turmas estão previstas atividades culturais.

Os cursos de política são consagrados ao estudo e à aplicação das obras do Presidente Mao. Em 9 anos de estudo o aluno deve ler completamente as Obras Escolhidas de Mao Tse-Tung. Os textos mais importantes devem ser reiteradamente estudados. Devem ter lugar regularmente "reuniões de estudo e aplicação" durante as quais os alunos falam do que aprenderam nos seus estudos, dos progressos na transformação da sua concepção do mundo à luz do pensamento maotsetung. Os membros da comuna popular sabem que o amor ao trabalho é uma das qualidades inerentes aos camponeses pobres e médios da camada inferior e que os seus filhos não devem afastar-se do trabalho produtivo. Consequentemente, as férias foram suprimidas. Nove meses são consagrados ao estudo, enquanto que durante os 3 outros meses do ano, os alunos participam no trabalho produtivo e na prática social.

Os camponeses pobres e médios da camada inferior sabem formar a sua jovem geração. O tio Li explicou-o muito bem: "As nossas escolas não têm por fim transformar os nossos filhos em senhores ou dirigentes mas em trabalhadores vermelhos totalmente devotados à edificação socialista e fieis aos princípios de conduta dos camponeses pobres e médios da camada inferior".

Não há limite de idade para entrar nas escolas. Para os exames, podem os alunos escolher as questões, levar seus livros para consultar e proceder a debates e discussões. Os professores procuram dar uma ajuda suplementar àqueles que tenham dificuldades nos estudos. Aos melhores é permitido saltar de classe.

É regra nas escolas convocar, de duas em duas semanas, uma reunião que possibilita aos alunos darem a sua opinião sobre o ensino, aos professores fazerem reparos aos alunos e, a ambos, procederem às suas auto-críticas. Uma tal prática de encorajamento mútuo permite, tanto aos alunos como aos professores, os maiores progressos.

3) Como Educam Os Camponeses A Jovem Geração

Em dois de Setembro último, uma atmosfera solene reinava na escola da brigada Wenkeh. Por toda a parte se viam slogans "Recordemo-nos sempre da opressão de classe, nunca esqueçamos os nossos sofrimentos de sangue e lágrimas!" e "Não esqueçamos nunca o Partido Comunista a quem devemos a nossa libertação, não olvidemos nunca o Presidente Mao a quem devemos a nossa felicidade!" A equipe de propaganda do pensamento maotsetung da escola tinha convidado 17 velhos camponeses que tinham suportado uma opressão e uma exploração cruéis na antiga sociedade, para darem uma lição sobre a luta de classes. Começaram por comer, com os professores e alunos revolucionários, uma "refeição evocando os sofrimentos do passado" composta por um caldo preparado com o folhelho e raízes de legumes selvagens, alimento dos camponeses oprimidos na antiga sociedade. Depois, os velhos camponeses contaram a sua amarga experiência, e o modo como tinham sido impiedosamente oprimidos e explorados. Cada uma das suas palavras emocionou profundamente os auditores e deu-lhes uma educação de classe das mais vivas. Fez-se o mesmo nas outras escolas. Os camponeses contaram aos jovens a história das aldeias, das suas famílias, compararam a sua vida feliz de hoje com a miséria de outrora. Para assistir aos meetings de crítica revolucionária realizada nas aldeias contra o inimigo de classe, as equipes de propaganda escolhiam os alunos originários dessas localidades para que nunca esquecessem a luta de classes.

No campo, a luta de classes e a luta pela produção são as matérias de ensino mais animadas e melhores. Os camponeses pobres e médios da camada inferior são os melhores professores. As não só permitem a saída dos alunos para receberem um ensinamento, mas também convidam membros da comuna possuidores duma rica experiência prática para darem aulas. Por exemplo, conferências sobre as obras do Presidente Mao foram pedidas a elementos ativos no estudo e aplicação prática do Pensamento Mao Tse-Tung; o treino militar foi confiado aos chefes de companhia da milícia popular; cursos sobre os conhecimentos agrícolas de base foram dados por camponeses veteranos e agro-técnicos.

Os camponeses, tomando parte na administração das escolas, experimentam profundos sentimentos proletários pelos alunos e ajudam-nos a elevar o seu nível ideológico.

Wang Yong-kia, aluno do quarto ano, era considerado como o "pior" da aula porque não gostava de estudar e discutia constantemente com os professores. O tio Tchen, velho camponês pobre que se ocupava da escola refletiu maduramente no seu caso. Recordou-se ainda do tempo em que o pai de Wang Yong-Kia, fugindo da fome, chegou a choueiyuan carregando uma criança, seu filho mais novo nessa altura, dentro duma cesta pendurada na ponta da vara. Este rapaz é um descendente de camponeses pobres e médios, é necessário educá-lo. Nessa mesma noite, tio Tchen foi fazer uma visita à família Wang. Os pais, o rapaz e o tio Tchen evocaram os sofrimentos amargos da antiga sociedade.

"Durante gerações ninguém na tua família teve possibilidades de frequentar a escola", disse o tio Tchen a Yong-Kia. "Na antiga sociedade, os teus dois irmãos mais velhos nem mesmo ousavam espreitar pela porta duma escola. Tu, tu vives na sociedade nova e, graças ao Presidente Mao, podes ir à escola. Como poderás tu corresponder às esperanças que o Presidente Mao põe em ti se não estudas com aplicação?" A conversa prosseguiu até bem tarde na noite.

No dia seguinte, a primeira coisa que fez Wang Yong-Kia foi procurar tio Tchen e dizer-lhe o que lhe ia no coração: "Na antiga escola, o que se ensinava não me interessava e além disso os mestres não eram simpáticos para comigo. Por isso estava-me nas tintas. Mas agora, na escola nova, prometo ouvir o presidente Mao e tornar-me um aluno dos cinco méritos".

Os camponeses, administrando as escolas, nunca ficam no gabinete. Vão para as aulas ou para os trabalhos manuais com os alunos. Se a sala está suja eles varrem-na. Se os bancos e carteiras necessitam de reparação, eles fazem-na sem demora. Vê-mo-los com frequência sentados debaixo duma árvore ou ao pé de um muro, a estudar as obras do Presidente Mao com os alunos e professores revolucionários ou a falarem com eles francamente. Este estilo de trabalho revolucionário constitui só por si uma boa educação para os professores e alunos.

4) Escolas Novas, Espírito Novo

A revolução proletária no ensino deu às escolas da comuna popular de Choueiyuan um aspecto totalmente novo.

Este sistema de nove anos beneficia do apreço e da confiança dos camponeses pobres e médios da camada inferior. Foi com prontidão que enviaram os seus filhos à escola. Não só todas as crianças com idade escoar se inscreveram, como também algumas que ainda a não tinham atingido e ainda aqueles que, por diversas razões, tinham abandonado a escola. O número de turmas aumentou 26 e o das inscrições mais de um milhar. Os professores e alunos revolucionários põem em primeiríssimo lugar o estudo das obras do Presidente Mao. Através do estudo e aplicação prática destas obras, eles amam mais do que nunca o nosso grande dirigente.

Com o firme apoio dos camponeses pobres e médios da camada inferior, os alunos também sobem ao estrado professoral. Mestres e alunos ensinam-se mutuamente, ajudam-se e progridem juntos. Estão juntos para os estudos, para os trabalhos manuais, para a crítica revolucionária, para os exercícios físicos e atividades culturais. Nas sessões organizadas para troca de expêriencias no estudo e aplicação prática das obras do Presidente Mao, os mestres também criticam os próprios erros e combatem o seu conceito do "eu" diante dos alunos, integrando-se assim inteiramente nestes. Nunca as relações entre professores e alunos foram tão estreitas.

Agora, metade dos professores das antigas escolas toma parte no trabalho manual das equipes de produção e aceita ser reeducado pelos camponeses pobres e médios da camada inferior, enquanto que a outra metade ensina nas escolas. Os dois grupos permutam depois dum certo tempo. O novo sistema de educação libertou os alunos do mundo restrito das salas de aula. Atiraram-se para a vasta prática da revolução e da produção. A época em que os jovens "permanecem surdos ao que se passa fora e concentram o seu espírito a estudar os livros dos sábios está para sempre acabada". A nova geração da comuna popular de Choueiyuan avança a passo acelerado segundo a orientação indicada pelo Presidente Mao: "Formar-se no plano moral, intelectual e físico a fim de se tornarem trabalhadores cultos, com uma consciência socialista".


B - A Experiência Duma Professora Rural
Por Tcheou Ming-Houa

Antes da libertação, na nossa pobre aldeia de Tangtong, a porta da escola estava perfeitamente aberta para duas famílias de grandes proprietários rurais, mas permanentemente encerrada para os camponeses pobres e médios da camada inferior. Após a libertação e devido à linha revisionista contra revolucionária no ensino aplicada pelo renegado Liu Chao-Chi e seus agentes na província de Kiangsou, numerosos eram ainda aos filhos de camponeses pobres e médios da camada inferior que não podiam ir à escola. Pelos fins de 1964, a brigada de Tangtong decidiu estabelecer uma escola primária metade estudos metade trabalhos agrícolas, convidando-me para ser a sua professora. Eu apenas tinha estudado um mês na escola secundária e, além disso, há sete anos que estava empenhada no trabalho agrícola; tinha esquecido muitas coisas. Como poderia, assim, tornar-me professora? Portanto, apesar da insistência da brigada; eu não quis aceitar. Mais tarde, um camponês pobre disse-me: "Ming-Houa, antes da libertação nós, os camponeses pobres e médios da camada inferior, sofremos tudo por parte dos proprietários das terras. Estes diziam que éramos iletrados de pais para filhos e não valíamos mais do que os animais. Tu deves desmentir os seus falatórios e elevar a nossa moral!!" Estas palavras fizeram-me refletir. Antes da Libertação a minha família passava constantemente fome. Sem o Partido comunista e o Presidente Mao, como teria podido receber uma certa instrução e tornar-me no que sou hoje? Filha de camponeses pobres, eu devia recordar-me sempre dos sofrimentos de classe. Um outro camponês pobre disse-me: "Se nós te encarregamos desta tarefa, não é tanto para que ensines a ler os nossos filhos mas sobretudo para que te encarregues da direção dos assuntos culturais". Ajudada por toda a gente, acabei por me desfazer dos escrúpulos e tomei a resolução de me encarregar deste fardo, se é que era, para servir os camponeses pobres e médios da camada inferior.

1) Modificações Radicais Na Escola: Horários, Idade Escolar, Períodos De Matrícula, Etc.

A escola foi posta a funcionar. Mas, das sessenta e tal crianças com idade escolar, somente e inscreveram umas vinte e mesmo estas não vinham regularmente. Para tentar compreender, abri o precioso livro vermelho das Citações do Presidente Mao Tse-Tung. Nele li: "As massas são os verdadeiros heróis ao passo que nós somos muitas vezes duma ingenuidade ridícula; se não compreendermos isso ser-nos-à impossível adquirir conhecimentos mesmo os mais elementares". Tomei então a decisão de visitar os camponeses pobres e médios da camada inferior e de frequentar com sinceridade a sua escola.

Um dia fui a casa de Tcheou Kien-Ying, filha de camponeses pobres e que frequentemente faltava às aulas. Sua mãe disse-me: "Agora que o Presidente Mao fez abrir uma escola para nós, quem não desejaria mandar para ela os seus filhos? Mas, no nosso caso, é necessário alguém para se ocupar da nossa filha mais nova. Se Kien-Ying for à escola, eu não poderei ir para os campos". Lembro-me do ensinamento do Presidente Mao: "Todos, nas fileiras da revolução, devem cuidar uns dos outros; amar-se e entre ajudar-se". Sou um melão ligado ao mesmo caule que os camponeses pobres e médios da camada inferior, digo eu. As suas dificuldades são também as minhas. No dia seguinte, bem cedo, fui buscar Kien-Ying a casa e, trazendo a sua irmãnzinha ao colo, levei-a para a escola. A partir de então, autorizei os alunos a virem para a escola com os seus irmãos mais novos. Também não voltaram a faltar às aulas.

Entretanto, nem todas as crianças em idade escolar vinham à escola. Perguntava-me porquê. Num dia de chuva, fui visitar Tchen Tsai-Kieou, também filha de camponeses pobres. Sua mãe disse-me: "Sou delegada de mulheres. Sou analfabeta e não posso tomar notas quando escuto um relatório nem ler as instruções para utilizar os inseticidas. Gostaria imenso que Tsai-Kieou fosse à escola. Mas as aulas são a horas fixas e é preciso alguém para tratar do trabalho caseiro"!

- Deixa Tsai-Kieou ir à escola, disse-lhe eu. Que venha quando puder e eu ocupar-me-ei imediatamente dela.

Alguns dias depois, Tchen Tsai-Kieou, muito contente, veio à escola.

Andei de casa em casa para saber o que pensavam os camponeses pobres e médios da camada inferior. Deles ouvi: "As inscrições apenas se fazem uma vez por ano. Mesmo que a criança tenha quase a idade exigida, tem todavia de esperar pelo ano seguinte para poder ir à escola". "Os nossos filhos já não são novos e, atendendo à longa duração dos estudos, que idade teriam eles quando terminassem?" "No período de maior atividade no campo, as crianças vão para as aulas; quando o trabalho diminui, estão em férias." Estas palavras foram outras tantas flechas disparadas contra a linha revisionista no ensino e deram-me uma profunda lição. Em conformidade com os ensinamentos do Presidente Mao e com as opiniões dos camponeses pobres e médios da camada inferior, introduzi modificações radicais ao serviço dos camponeses. Doravante, não há mais limite da idade para as inscrições e estas são sempre aceitas em qualquer altura do ano; as crianças podem estudar durante o dia, só meio dia, ou apenas à noite; para os que faltarem às aulas, a professora vai as suas casas a fim de os ajudar a apanhar os outros; estando suprimidas as férias de verão e de inverno, a escola só está fechada durante os períodos de maior atividade agrícola e na Festa da Primavera; um horário maleável permite que os alunos se consagrem inteiramente aos estudos durante a estação morta, tenham maior liberdade quando os trabalhos agrícolas começam a tornar-se prementes e fiquem nos campos no período de maior atividade; a duração dos estudos que era de seis anos foi reduzida de um ano, etc. Muitos contentes, os camponeses pobres e médios da camada inferior, enviaram-me os seus filhos dizendo: "Uma tal escola é que nós precisávamos. Obrigado ao Presidente Mao e ao Partido Comunista".

2) Problemas Disciplinares E Ideológicos

Alguns alunos eram muito travessos, batiam-se e faziam barulho troçando da disciplina. Todas as minhas exportações ao bom comportamento eram em vão. Não sabendo o que fazer mais, fui consultar os camponeses pobres e médios da camada inferior que imediatamente puseram o dedo na ferida: "Estes garotos agora têm a sorte de ir à escola. Se a não sabem apreciar é porque não sofreram na antiga sociedade. Para os fazer observar a disciplina, é necessário dar-lhes uma educação de classe". Que preciosa oração! Convidei então velhos camponeses pobres para virem comparar as amarguras do passado com a doçura d presente. Em seguida estudei com os alunos os "Três textos mais lidos" do Presidente Mao. Tendo compreendido que se instruiam para a revolução, submeteram-se à disciplina.

Formada numa escola de tipo antigo, eu fui mais ou menos contaminada pela educação burguesa. Adotei as velhas matérias e os antigos métodos de ensino. Os camponeses pobres e médios da camada inferior diziam-me: "Ming-Houa, o Presidente Mao pediu-te que formasses para nós trabalhadores cultos com uma consciência socialista. mas os teus alunos não sabem ler os livros do Presidente Mao, nem servir-se do ábaco para fazer as contas. Para que podem eles ser úteis?" Estas palavras deram-me uma profunda lição e levaram-me a estudar de forma repetida a diretiva de 7 de Maio do Presidente Mao. Modifiquei as matérias e os métodos de ensino em vigor até então. Um curso, incidindo sobretudo na educação de classe, é agora consagrado às citações do Presidente Mao. Nos cursos de cultura geral a política proletária é posta em primeiro plano: no primeiro ano aprende-se os caracteres de uso corrente no campo; no 2o ano, cálculo com o ábaco; no terceiro ano desenvolvimento de temas e registo de contas. Como faltassem manuais adequados, comecei a redigi-los. Para reforçar a revolucionarização ideológica dos alunos, com a sua ajuda, organizei estágios de estudo do pensamento de Mao Tse-Tung, combati o egoísmo e repudiei o revisionismo, levei avante o movimento de tripla fidelidade (ao Presidente Mao, à sua linha revolucionária proletária e ao pensamento de Mao Tse-Tung). Além disso, levei-os a participar na revolução cultural e a criticar a ideologia burguesa para os temperar e aguerrir na tempestade da luta de classes. A meu pedido, alguns velhos camponeses pobres tornaram-se professores para a educação de classe, produção agrícola, cálculo com o ábaco, contabilidade e treino militar. Todas estas inovações foram bem acolhidas pelos camponeses pobres e médios da camada inferior.

3) As Ameaçadas E As Dificuldades Suscitadas Pela Linha Revisionista

A revolução no ensino é uma revolução profunda, uma luta encarniçada entre a linha revolucionária proletária do Presidente Mao e a linha revisionista contra-revolucionária em matéria de educação.

Em Maio de 1966, respondendo ao desejo dos camponeses pobres e médios da camada inferior, fiz do estudo das Citações do Presidente Mao Tse-Tung o curso principal. Como era difícil nessa época encontrar a brochura nas livrarias, eu passei-a ao copiógrafo. Os responsáveis comprometidos na via capitalista e outros inimigos de classe tentaram sabotar o meu empreendimento. "Nunca se viram escolas sem manuais", diziam eles fazendo troça. Foram até ao ponto de aconselhar os alunos a fazerem greve às aulas. Mas os camponeses pobres e médios da camada inferior encorajaram-me: "O Presidente Mao é o nosso emancipador. Que livros leríamos nós se não lêssemos os seus livros?" Revigorada com o seu apoio, não temi mais nada. Durante a segunda metade de 1967, o inimigo de classe lançou um novo ataque à nossa escola qualificando de "reformismo" e de "remendo" a revolução no ensino que nós tínhamos empreendido. Posta perante esta dura prova, voltei-me uma vez mais para as Citações do Presidente Mao Tse-Tung e nelas li: "Este exército caminha sempre em frente, intrépido e decidido a triunfar sobre qualquer inimigo. Nunca se deixará submeter". Os camponeses pobres e médios da camada inferior encorajaram-me a não ter medo e a defender heroicamente a linha revolucionária do Presidente Mao. O ensinamento do Presidente Mao e o apoio dos camponeses pobres e médios da camada inferior reforçaram a minha vontade e reafirmaram a minha confiança, permitindo-me continuar a avançar na direção correta. Se tinha problemas ideológicos no decurso da revolução do ensino, os camponeses pobres e médios da camada inferior ajudavam-me; se encontrava dificuldades, apoiavam-me; se cometia erros, criticavam-me e, quando o meu modo de agir estava correto, encorajavam-me.

Alimentados pelo pensamento de Mao Tse-Tung e dirigidos pelos camponeses pobres e médios da camada inferior, os alunos cresceram rapidamente na luta de classes e o seu estado de espírito conheceu uma modificação radical. Por exemplo Wang Houei-Lin, filho de camponeses pobres, participa ativamente na produção depois das aulas. Durante a época das colheitas, estando as escolas fechadas, os alunos rebuscam os campos e levam as espigas de trigo que encontram às diferentes equipes de produção. Tudo isso sem pedirem qualquer remuneração. Eles dizem: "Os continuadores da causa revolucionária trabalham para a revolução e não para as recompensas".

Ainda não há muito tempo, o Presidente Mao ensinou-nos: "No campo compete aos camponeses pobres e médios da camada inferior, os aliados mais seguros da classe operária, administrar as escolas". Comprometo-me a seguir o ensinamento do Presidente Mao, a apoiar-me resolutamente, para gerir a minha escola, nos camponeses pobres e médios da camada inferior e a servi-los total e inteiramente.

III - O ENSINO SECUNDÁRIO

A - As Grandes Linhas Da Revolução No Ensino Secundário

A decisão do Comitê Central do Partido Comunista Chinês sobre a grande revolução cultural proletária (8 de Agosto), redigida sob a direção pessoal do presidente Mao. Diz: "Reformar o antigo sistema de educação, bem como os antigos princípios e métodos de ensino, é tarefa de extrema importância da grande revolução proletária em curso".

Nesta revolução sem precedentes para a reforma do antigo sistema de educação, os proletários revolucionários em todo o país adotam como programa suprema a Diretiva 7 de Maio do presidente Mao: "Os estudantes, consagrando-se principalmente aos estudos, devem adquirir ao mesmo tempo outros conhecimentos. Isto é devem instruir-se não só no plano cultural, mas igualmente nos planos industrial, agrícola e militar; devem também criticar a burguesia. A escolaridade deve ser reduzida e uma revolução deve ser levada a cabo no ensino. O domínio das nossas escolas pelos intelectuais burgueses não pode durar mais". Com a ajuda do EPL, os revolucionários continuam a dar prova de espírito revolucionário consistindo em ousar pensar, falar, agir e desbravar, enveredam por caminhos nunca antes trilhados e empreendem ações jamais efetuadas até então. Inspirados no ensinamento do presidente Mao: "Não há construção sem destruição, a destruição leva com ela a construção", eles rompem com as velhas convenções, os antigos sistemas, manuais e regulamentos indo ao encontro d presidente Mao Tsé-Tung em matéria de educação. Mostram-se muito audaciosos na prática e na invenção, lutam pela criação dum sistema de ensino proletário absolutamente novo. As reportagens a seguir são dedicadas a este assunto.
N.D.LR.

1) Qual O Curso Mais Importante?

Em Março de 1967, os professores e alunos da escola secundária de Chekingchan em Pequim voltaram às aulas continuando, todavia, a revolução. Ajudados pelos comandantes e combatentes duma unidade dos caminhos de ferro do EPL, instauraram antes de tudo o curso sobre o pensamento de Mao Tsé-Tung. Todas as classes estabeleceram a regra de estudar diariamente as obras do presidente Mao. Um curso piloto das obras do presidente Mao tem lugar todas as semanas; uma reunião para aplicação criadora das suas obras todos os meses; uma conferência dos elementos ativos neste estudo de seis em seis meses. Nesta escola, e no decurso da grande crítica revolucionária da linha revisionista em matéria de educação, mais de 170 pessoas se distinguiram no estudo e aplicação criadoras da obras do presidente Mao; contam-se, além disso, muitas classes e grupos de estudo de vanguarda.

Os alunos são todos de origem operária e camponesa; habitam a região industrial de Chekingchan ou as comunas populares vizinhas. Nutrem um profundo sentimento de classe para com o presidente Mao e, todos os dias, ao chegarem à escola, a primeira coisa que fazem é desejar-lhe uma longa vida. Todas as manhãs consultam as suas obras tendo em vista os problemas concretos surgidos durante a grande revolução cultural proletária e da revolução do ensino. Todas as noites fazem um exame do que passou durante o dia para ver se as suas idéias, trabalhado e estudo estão ou não de acordo com o pensamento de Mao Tsé-Tung.

Os professores e alunos adotam como tarefa fundamental da revolução do ensino, a colocação deste pensamento no posto de comando. Além do curso piloto das obras do presidente Mao, eles instauraram um curso para combater o egoísmo e refutar o revisionismo e um outro para a educação de classe. O curso de chinês e o de línguas estrangeiras baseiam-se nas obras do presidente Mao. As matemáticas e as ciências são também ensinadas em conformidade com o pensamento de Mao Tsé-Tung, tanto do ponto de vista ideológico como de conteúdo. Ajudados pelos operários da Sociedade Siderúrgica Cheoutou e pelos professores e alunos da escola normal superior de Pequim, alguns professores e alunos revolucionários da escola quebraram a separação das disciplinas e fundiram num só curso a álgebra, a geometria e a trigonometria. Criaram assim, nas suas grandes linhas, um sistrema de disciplinas ligado à pratica da produção.

Antigamente, os professores gostavam dos alunos dóceis e sempre mergulhados nos livros. Atualmente distingui-se os bons alunos pela sua consciência socialista elevada, pelo estudo e aplicação criadoras das obras do presidente Mao.

Depois do recrutamento de novos alunos em Novembro de 1967, a Escola Secundária de Chekingchan adotou sistema de cursos por turnos - metade dos alunos utiliza as aulas as salas de manhã e a outra metade à tarde. Os guardas vermelhos da escola organizaram, fora dos seus cursos e em diversos quarteirões, mais de 200 grupos de estudo das obras do presidente Mao. Este estudo deve ser ligado à situação nacional e internacional, ao trabalho da escola e da aula, ao pensamento vivo de cada um. Mães participam neles com os seus filhos. Velhos são convidados a falar da cruel exploração de classe que tinham sofrido na antiga sociedade. Estes grupos, além disto, conversão com operários veteranos das fabricas de Chekingchan sobre a situação excelente da grande revolução cultural. Assim, durante e fora dos cursos, na escola como em família, forma-se a pouco e pouco um excelente estilo de estudo, revolucionário, que consiste em estudar as obras do presidente Mao e em agir segundo os seus ensinamentos.

2) Crítica À Longa Duração Dos Estudos

Para que classe e ao serviço de que classe devemos nós formar continuadores ? É este, invariavelmente, o ponto crucial da luta de morte que se desenrola entre o proletariado e a burguesia na frente do ensino. A escola de Medicina da China, onde os estudos duravam 8 anos, ilustra da melhor maneira a longa escolaridade pregada pelo Khrouchtchev chinês e seus lacaios, para formar os continuadores da burguesia. Criada em 1959, ela herdou pura e simplesmente a prática do Peking Union Medical College fundado outrora pelo imperialismo americano; ela era, em todo o país, a escola em que a escolaridade era mais longa e o programa mais pesado.

No quadro do poderoso movimento da revolução na educação, os professores e estudantes revolucionários deste estabelecimento procederam, desde o recomeço das aulas, a uma crítica total do antigo sistema. Escreveram dazibaos1 e tiveram reuniões de todas as espécies para condenar o ciclo de 8 anos.

Os intelectuais da burguesia tinham-se servido sempre das suas cátedras para travar com o proletariado um combate encarniçado, para lhe disputar a jovem geração. Uma ocasião um professor burguês de medicina geral pegou um estetoscópio, levantou as mãos e disse aos estudantes: "Com isto, vocês percorrer o mundo". Ele pregava de fato o "poder soberano dos conhecimentos", teoria cara à burguesia. "Técnicos" burgueses foram até ao ponto da impelir abertamente os estudantes para a procura da fama.

Um programa sobrecarregado oprimia os estudantes. Nos três anos preparatórios havia tantas horas de matemática, física e química como nas escolas politécnicas, cursos que, na realidade, não são tão necessários ao futuro médico. Nos cinco anos seguintes, retomavam-se os cursos do antigo Peking Union Medical College, exigindo em média quinze horas de estudo por dia. No oitavo ano, o do estágio, exigia-se que fossem responsáveis pelos seus doentes durante as 24 horas do dia. Encerrados assim no hospital durante um longo período, os estudantes estavam afastados da massas e não tinham tempo para participar na luta de classes nem no trabalho produtivo.

A partir de 1959 e em oito anos, a Escola de Medicina da China apenas formou 50 médicos, 50 ratos de biblioteca. Na escola das "autoridades" burguesas respeitavam-se numerosos dogmas estrangeiros, ignorava-se a prática e apenas se pretendia atingir os "cumes da disciplina". Os licenciados não podiam exercer o seu ofício senão nos grandes hospitais das grandes cidades; nos campos estavam inteiramente desarmados. Al/em disso, esta escolaridade-maratona prejudicava a saúde dos estudantes. Todos os anos 15% deles tinham de repetir ou abandonar o curso por motivo de doença.

Hoje, os estudantes e professores revolucionários da escola de Medicina da China estudam com aplicação as diretivas do presidente Mao sobre o trabalho médico e a educação. Eles estão resolvidos a reduzir em muito uma tão longa escolaridade e, sobretudo, a deslocar o centro dos eu trabalho médico e de saúde para os campos. Eles estudam como transformar de maneira radical os princípios e os métodos do ensino a fim de ligar à prática e poderem servir de todo o coração a massa de operários e camponeses.

3) Da Teoria À Prática Ou Da Prática À Teoria?

Os professores e alunos revolucionários da Universidade de Tongtsi em Changai, avançavam ao longo da via luminosa indicada pela diretiva de 7 de Maio do presidente Mao. Transbordantes de espírito revolucionário, eles formularam um projeto de reforma das escolas de arquitetura e engenharia civil - uma combinação de escola, centro de estudos e unidade de construção. Neste momento, no local de construção onde se procura executar este projeto, um embrião de sistema de ensino proletário, cheio de vitalidade, faz o seu aparecimento.

Aí, estudantes, operários, professores e elaboradores de projetos estudam juntos as obras do presidente Mao, criticam a linha revisionista em matéria de educação, combatem o seu egoísmo e refutam o revisionismo. Sobre o estrado, soldados do EPL propagam o pensamento de Mao Tsé-Tung, estudantes abrem um debate com os seus professores e os operários com os trabalhadores do centro de estudos. Os estudantes, consagrando-se principalmente aos estudos, instruem-se também nos planos industriais e militar; os operários, pelo seu lado, informam-se nos planos cultural e militar.

Que devemos aprender primeiro, a concepção dos projetos ou a sua execução? Eis o tema dum debate encarniçado. Aparentemente, tratava-se dum problema de ordem dos cursos mas, de fato era uma luta entre as duas concepções do mundo. Aqueles que defendiam a prioridade da concepção dos projetos pensavam, como estudantes e futuros engenheiros, dever naturalmente começar por aí. O que implicava a primazia dos conhecimentos livrescos. Os soldados do EPL e os operários faziam notar que não se tratava de uma questão de método mas, em último análise, da via a seguir par a revolução do ensino; era necessário decidir o que se devia pôr no primeiro plano: a política ou a especialidade; a prática ou os conhecimentos livrescos.

Os operários disseram aos estudantes: "O presidente Mao confiou-vos a nós, classe operária. Faremos de vocês continuadores do proletariado". Estas palavras significativas tocaram os estudantes no mais fundo do seu coração. "No passado, disseram eles, contaminados pela linha revisionista em matéria de educação, nós concebíamos projetos para nossa própria fama e construíamos solares de individualismo. O presidente Mao ensina-nos em Da prática: "os marxistas pensam, em primeiro lugar, que a atividade produtiva dos homens constitui a base da sua própria atividade prática, que ela determina outra qualquer atividade". A Diretiva de 7 de Maio do presidente Mao é um mapa que conduz ao comunismo. Estamos resolvidos a fazer de nós próprios macadame colocado na via que leva ao comunismo".

3) Como Organizar Os Cursos E Preparar As Lições?

O Instituto de Silvicultura de Pequim retomou as aulas persistindo sempre na revolução. Uma primeira questão se levantou: "Como organizar os cursos?" Professores e alunos não tinham qualquer idéia sobre isso. Consultaram então as obras do presidente Mao. O nosso grande dirigente indicou em Conta o culto do livro: "Não conseguem resolver um problema? Pois bem! Ide informar-vos dos eu estado atual e do seu passado histórico! Quando tiverem feito um inquérito aprofundado, saberão como resolvê-lo". Foram então investigar nas fábricas e explorações florestais. Depois organizaram discussões e reuniões de crítica.

A iniciativa pertenceu aos estudantes da secção de exploração florestal. Eles fizeram esta proposta audaciosa: um novo sistema de ensino deve ser concentrado na luta de classes, deve considerar a luta pela produção como linha diretiva e, com base nestes princípios, organizar o "encadeamento" das especialidades e dos cursos fundamentais de modo que estudantes, professores e operários participem todos no ensino. A sua proposta encontrou um apoio caloroso por parte de todos os estudantes, professores e operários revolucionários da escola.

Grupos encarregados da preparação dos cursos, compostos por estudantes, professores e operários revolucionários, constituíram-se uns após outros, em numerosas turmas. Dirigem o funcionamento do ensino e fazem investigações neste domínio. Completam-se mutuamente, aprendem uns com os outros e aperfeiçoam-se em conjunto.

Seguindo o ensinamento do presidente Mao: "A educação deve estar ao serviço da política do proletariado e combinar-se com o trabalho produtivo", o sistema de "encadeamento" coloca a política no posto de comando, de direção e permite que os estudantes se formem ao mesmo tempo nos planos moral, intelectual e físico e se tornem assim os trabalhadores cultos com uma consciência socialista. O programa compreende educação de classe, trabalho manual e educação profissional.

A luta de classes é o curso principal; nele todo o ensino deve ser baseado. Tomemos, por exemplo, a turma B da secção de marcenaria promovida em 1963: os estudantes foram às oficinas de marcenaria de Pequim para seguirem um curso sobre aglomerados. Na primeira lição, convidaram os operários a falar primeiramente na luta entre as linhas proletária e burguesa nesta indústria e somente depois a ensinar-lhes o processo de fabrico dos aglomerados. Os estudantes ficaram muito satisfeitos: "Cada lição incide, ao mesmo tempo, sobre a luta de classes e sobre a luta pela produção. É maravilhoso"!

A participação no trabalho manual é obrigatória. Professores e estudantes vão trabalhar para as comunas populares, para as explorações florestais, para as fábricas; além disso, fazem com regularidade trabalho manual no curso do ensino profissional. Isto permite-lhes frequentar a escola dos operários e camponeses, melhor refundirem a sua ideologia, comprometerem-se neste objetivo: a fusão dos intelectuais com a massa de operários e camponeses.

O ensino por "encadeamento" liga estreitamente a instrução à produção. Baseando-se nas particularidades de cada especialidade e no progresso da produção, este ensino suprimiu os cursos e as matérias não adaptadas à prática, reduzindo assim a duração dos estudos e os efetivos do corpo docente. Combina-se ensino na aula e ensino na produção. O princípio "a prática, o conhecimento, depois de novo a prática e o conhecimento" é aplicado em todo o processo. O ensino na produção, fator principal, acompanha-se de estudos pessoais e de discussões na aula. Antes de cada lição prepara-se um plano a partir da prática; depois a lição tem lugar numa unidade de produção e a seguir é discutida e analisada na aula. Os conhecimentos sensitivos adquiridos são então elevados ao nível de conhecimentos racionais. Volta-se em seguida à prática para examinar a validade destes, fazer o balanço e preparar enfim o plano da lição seguinte. Esta prática e este conhecimento repetidos não deixam de enriquecer e melhorar os cursos. É desta maneira que os grupos encarregados de os preparar redigem o novo manual.

O sistema de "encadeamento" combina, por outro lado, os cursos de base e de especialidade com a prática. Os alunos de exploração florestal, por exemplo, desde a sua inscrição na escola, devem começar por aprender as técnicas necessárias ao trabalho florestal e somente em seguida as teorias indispensáveis. "Ela permite-nos uma melhor retensão das lições, um aperfeiçoamento mais rápido e a possibilidade de pôr em prática aquilo que nos ensinam".

4) Relações Entre Professores, Alunos E Trabalhadores

"Os oficiais ensinam os soldados, os soldados ensinam os oficiais e os soldados ensinam-se mutualmente". Eis uma brilhante tese do nosso grande dirigente, o presidente Mao; uma boa tradição do nosso EPL. A escola secundária de Tsaotchangti em Pequim, seguindo este método democrático de ensino, quebrou as amarras do antigo sistema de educação; abandonou o velho método de "o professor fala, os alunos ouvem" e criou um novo: doravante professores e alunos instruem-se mutualmente, sobem uns e outros ao estrado.

Primeiro método: Professores e alunos preparam em conjunto uma lição e dão-na ambos, o que lhes permite completarem-se mutuamente e evidenciarem o seu saber. Para uma lição de agrimensura, o professor propôs, às três turmas do segundo ano do primeiro ciclo, um método livresco. Os alunos propuseram outro tirado da sua prática que se demostrou muito mais fácil de aprender e aplicar. Inspirando-se nisto, o professor saiu da aula, dirigiu-se ao campo para consultar os camponeses veteranos. Procedeu às medições com os seus alunos ao tempo que estudava e discutia. "Este método combina a teoria e a prática. Aprendemos depressa. Ajuda-nos a fixar as lições. Além disso, podemos pôr em prática os conhecimentos adquiridos", dizem os alunos.

Segundo método: Um aluno dá a lição, o professor complata-o e ajuda-o a fazer o resumo. Se um aluno é capaz de explicar uma lição, o professor confia-lha; se ele não a conhece a fundo, o professor ajuda-o a prepará-la e depois dá a lição com ele. Assim, o poder de iniciativa dos alunos pode ser plenamente aproveitado. Por exemplo, um aluno da turma A do terceiro ano do primeiro ciclo foi encarregado de dar uma lição, para o curso de física, sobre lâmpadas fluorescentes. O professor deixou-o totalmente à vontade. Como não compreendesse o princípio das lâmpadas fluorescentes, ele mergulhou neste domínio, consultou eletricistas e outros camaradas. Finalmente, com a ajuda do professor, ele pode não só explicar a lição duma maneira viva, como ainda ficar senhor das técnicas de reparação deste tipo de lâmpadas.

Terceiro método: Professores e alunos têm reuniões democráticas para examinar o ensino tanto do ponto de vista do professor como dos alunos. Há uma reunião particular no fim de cada lição e uma reunião geral no fim de cada ciclo. Cada uma delas é, na realidade, um teste sobre os resultados do ensino à luz do pensamento de Mao Tsé-Tung, um balanço dos esforços dispendidos para aplicar a linha proletária do presidente Mao em matéria de educação. Os professores e alunos revolucionários podem assim aprefeiçoar-se juntos, enriquecer sem cessar a sua experiência.

Estes métodos pedagógicos estão baseados numa obrigação: ensinar e estudar para a revolução. Eles favorecem o estabelecimento das relações de classe que consistem em velar uns pelos outros, em se amarem e se entre ajudarem. Eles mobilizam a iniciativa dos professores e alunos, concentram a sua sabedoria, dão livre curso à sua força criadora. Eles impelem com eficácia a revolução proletária do ensino na sua marcha vitoriosa.

Nota:
1- Dazibao ou Tatzupao é uma espécie de cartaz contendo avisos, proclamações, informações, etc., em grandes caracteres e colocados nas paredes das casas, nas ruas ou até, traçados no próprio pavimento. Durante a Revolução Cultural, este meio de expressão das massas desempenhou importante papel no incitamento à luta, na denúncia dos "traidores" e na informação sobre o decorrer da própria revolução. Atualmente, encontram-se por todo o país: nas ruas, nos mercados, no interior das fábricas, restaurantes, casas de espetáculos, comunas, aeroportos, estações de caminho de ferro, etc. (N. T.)


B - A Revolução Do Ensino Numa Escola Secundária De Pequim

Pelo grupo encarregado da revolução no ensino da Escola Secundária n.º 31 de Pequim

Havia já uma boa dezena de anos que ensinávamos matemática, física e química mas foi somente após o desencadear da grande revolução cultural proletária que compreendemos porque e como necessitamos de ensinar.

É certo que nós fizemos os nossos estudos secundários e superiores depois da Libertação mas, nessa altura, a linha revolucionária do presidente Mao no domínio do ensino estava gravemente pertubada pela linha revisionista de Liu Chao-Chi que, fazendo a apologia do individualismo, visava formar uma aristocracia intelectual. Os nossos professores, nunca perguntando a si mesmo que classe social deveriam os seus alunos servir mais tarde, propagavam-nos muitas ideias burguesas tais como "estudar para se tornar celebre" e encorajavam-nos a fazer esforços no futuro para "formar alunos brilhantes e gozar, aquando da reforma, da felicidade de ver florir por toda a parte debaixo do sol os seus pessegueiros e ameixeiras"1.

Chegou depois a nossa vez de subir ao estrado. Não pensávamos senão em dar aos alunos uma certa bagagem cultural, negligenciando a educação política e ideológica proletária. Não nos apercebíamos de que nos limitávamos a retransmitir o pensamento burguês dos nossos mestres. Por outro lado, os conhecimentos que nós próprios tínhamos adquirido não tinham qualquer ligação com o trabalho, com a prática e com a vida das massas. Aquele que, entre nós, ensinavam química ignoravam o processo de produção dos adubos químicos e dos inseticidas e os que davam o capítulo de máquinas-ferramenta não sabiam como manobrá-las. Com um livro aberto debaixo dos olhos e diante do quadro, os nossos professores tinham-nos obrigado a copiar um montão de princípios, definições e formulas; por nossa vez, com os mesmos, atulhávamos os nossos alunos. Instruídos desta maneira, estes deixavam os bancos da escola "cabeça bem cheia mas não sabendo o que fazer com os seus dez dedos" porque o que lhes tínhamos ensinado estava totalmente desligado da prática.

Tais alunos não podiam, evidentemente, abraçar o ideal revolucionário de "Libertar toda a humanidade", nem fazer sua a concepção proletária do mundo daqueles que estão decididos a "Servir o povo". Não podiam adquirir conhecimentos verdadeiramente úteis nem, por maioria da razão, tornar-se seguros continuadores da obra revolucionária do proletariado. Então, como não reformar radicalmente este sistema de ensino que, como dizia Lênin, estava destinado "Ao adestramento de Lacaios submissos e aptos para o serviço da burguesia"? Como não transformar completamente este estado de espírito dos professores?

E foi por isso que o nosso grande dirigente, o presidente Mao, nos lançou o grande apelo, convidando-nos a "Fazer a revolução no ensino".

No decurso da Grande Revolução Cultural Proletária, sem precedentes na história, os guardas vermelhos, os professores e alunos revolucionários, erguendo-se contra o antigo sistema de educação, afixaram na nossa escola milhares de jornais em grandes caracteres e realizaram centenas de reuniões de crítica para repudiar a linha revisionista no ensino.

1) Dar A Primazia À Política

Pelos fins de Outubro de 1968, uma equipe de propaganda do pensamento maotsetung foi enviada para a nossa escola. A primeira coisa que fez, logo que chegou, foi organizar-nos tendo em vista um estudo aprofundado das obras do presidente Mao. Estudando conosco a diretiva do presidente Mao: "O problema essencial na reforma do ensino é do ensino é dos professores", ela encorajou-nos a empenharmo-nos ativamente na reforma do antigo sistema de ensino no sentido de criar um novo sistema de caráter proletário, necessário à formação dos continuadores do proletariado.

O devotamento indefectível que os operários e militares da equipe de propaganda demonstravam pela obra educativa do partido, a sua solicitude para com os alunos e o ardor na educação dos jovens no espírito do pensamento maotsetung, foram para nós brilhantes exemplos. "As crianças aos dez anos são como as árvores jovens: temos de velar por que cresçam bem direitas" dizia-nos um delegado operário. Para ajudar um aluno turbulento, ele dirigiu-se uma noite a sua casa, apesar do vento e da neve; prodigalizou-lhe mil conselhos e estudou com ele diretivas do presidente Mao até uma hora avançada da noite. Graças a este trabalho ideológico, que prosseguiu com muita paciência e minúncia, o aluno progrediu rapidamente e, em seguida, teve a honra de ser admitido na Guarda Vermelha. O alto sentido das responsabilidades que patenteavam os camaradas operários para com a educação da jovem geração foi para nós rico de ensinamentos. Fez-nos compreender a necessidade de acabar com o antigo sistema que instruía os alunos sem os educar ideologicamente e de dar primazia à política do proletariado em todo o trabalho, nomeadamente na reforma do ensino. Só assim os professores e alunos poderiam, pouco a pouco, adquirir a concepção comunista do mundo através do trabalho produtivo e do estudo.

2) Como Se Estabelece O Novo Conteudo Do Ensino

A reforma dos manuais e dos métodos de ensino constitui um elo importante da revolução no ensino. Os manuais usados antes da Grande Revolução abundavam em conhecimentos disparatados, caducos e desligados da prática. As matérias ensinadas, muito numerosas e excessivamente complicadas, pesavam demasiado sobre os alunos que já não sabiam onde pôr a cabeça. O presidente Mao disse: "As matérias ensinadas serão radicalmente modificadas e algumas delas poderão ser antes de mais nada simplificadas". Em conformidade com esta diretiva, nós suprimimos os capítulos inúteis dos antigos manuais e apenas conservamos o essencial.

Durante o ano findo, os professores que do nosso grupo ensinam física e química, visitaram mais de vinte fabricas. O contato que tiveram com a realidade da produção e as conversas que mantiveram com os operários foram-lhes proveitosas de duas maneiras: não só receberam uma profunda educação ideológica, mas também adquiriram ainda muitos conhecimentos palpáveis. As inumeráveis realizações industriais científicas e técnicas que viram com os seus próprios olhos, ajudaram-nos imenso a completar e a renovar o conteúdo dos seus cursos. Por exemplo, a técnica de temperar o aço exposta no antigo manual de química datava dos anos 20 do nosso século e foi abandonada há muito tempo no nosso país. Depois de terem consultado os operários veteranos, eles inseriram no novo manual a técnica moderna dos anos 60 usada pelos nossos metalúrgicos na sua corrida para atingir e ultrapassar o nível mais avançado mundial. Os manuais assim redigidos, darão aos alunos conhecimentos científicos e culturais do nível mais avançado, encorajando-os ao mesmo tempo a escalarem os mais altos pináculos da ciência para o triunfo da revolução.

No que respeita ao ensino dado na aula nós realizamos muitas reformas, a principal das quais consiste em fazer prevalecer o pensamento maotsetung nas matérias de ensino cultural. Com efeito, foi a estas em particular que o presidente Mao fez alusão nas suas instruções respeitantes à revolução no ensino, nomeadamente na sua diretiva de "7 de Maio", onde sublinha que os alunos "Se consagrarão principalmente aos seus estudos". O ensino cultural dado na aula ocupa mais de 60% do tempo que os alunos passam na escola e à volta de 70% das horas anuais de estudo. Antes da Revolução Cultural acreditava-se, sem razão, que a educação política só devia ser dada nos cursos de política e que o ensino cultural não tinha nada que se ocupar disso. Na realidade, este desempenha um papel muito importante na formação dos continuadores duma determinada classe e, por isso, constitui um terreno disputado encarniçadamente pela burguesia e proletariado. O vice-presidente Lin Piao disse: "A questão de saber se o proletariado pode ocupar firmemente as posições da culutura e da educação e tranformá-las com a ajuda do pensamento maotsetung, é a questão chave para determinar se a Grande Revolução Cultural Proletária pode ser levada até ao fim."Como preparação para esta "guerra de posições", os operários e militares da equipe de propaganda puseram-se a estudar conosco o ensinamento do presidente Mao: "A nossa política no domínio da educação deve permitir àqueles que a recebem formarem-se no plano moral, intelectual e físico a fim de se tornarem trabalhadores cultos com uma consciência socialista". Ao mesmo tempo que assim nos recordavam a tarefa fundamental que nos incumbe, mostrando-nos a necessidade de fazer a revolução proletária no ensino para combater e previnir o revisionismo e consolidar a ditadura do proletariado e para fazer desmoronar os sonhos quiméricos desses imperialistas, revisionistas e reacionários que põem as suas esperanças na terceira ou quarta gerações futuras. Tomamos então a firme resolução de nos lançarmos audaciosamente no combate para colocar o ensino cultural sob o comando do pensamento maotsetung.

Pondo em comum a nossa inteligência e a nossa energia, estudamos e preparamos coletivamente os nossos cursos. Nós já fazíamos o mesmo antes da Grande Revolução Cultural mas era simplesmente para nos pormos de acordo sobre os progressos do curso, sobre pontos essenciais e difíceis das lições, numa palavra, por questões puramente intelectuais. Agora, quando os professores duma dada matéria preparam o respectivo curso, outros podem vir ajudá-los no seu trabalho. Porque, se cada matéria tem as suas particularidades, o problema político fundamental é comum a todas/ Da discussão surgem frequentemente muito boas idéias. É assim que, desde há um ano, nós procedemos com ousadia a numerosas experiências para colocar o ensino das matérias culturais sob o comando do pensamento maotsetung.

Para explicar aos alunos a noção de números positivos e negativos. O professor de matemática tomou, como exemplo, o orçamento da China e o dos Estados Unidos. Citou números mostrando que no nosso país, livre de qualquer dívida interna ou externa, as receitas orçamentais excedem as despesas e o excedente é representado por um número positivo com o sinal "mais". Pelo contrário, o imperialismo americano que prática a repressão no interior do país e a agressão no exterior, contraiu dívidas internas e externas totalizando várias centenas de milhares de milhão de dólares. Assim, ultrapassando as despesas as receitas, o déficit, inscrito no livros de contas com números vermelhos, representa um número negativo com sinal "menos'. Traçando no quadro gráficos permitindo melhor patentear os dois orçamentos, o professor não só fez compreender rapidamente aos alunos a noção de números positivos e negativos, como ainda os ajudou a compreender todo o sentido desta tese clarividente do presidente Mao: "O inimigo desagrega-se cada dia mais enquanto que para nós a situação se torna sempre melhor", e a ter uma idéia mais concreta da superioridade do mundo socialista.

Ao expor a sua lição sobre combustão e extinção, a professora de química levou os alunos à estudar uma vez mais o seguinte ensinamento do presidente Mao: "As causas externas constituem a condição das mudanças, as causas internas são a sua base e as causas externas operam por intermédio das causas internas." Ela citou a este respeito o exemplo dos operários da escola que, contando com seus próprios meios, tinham transformado uma caldeira de modo a poderem utilizar os restos da combustão da hulha em vez do carvão ordinário, economizando assim 1.500 kg. De carvão por mês ao estado.

--Porque é que, perguntou ela, os restos de carvão podem arder e a pedra ordinária, nas mesmas condições não pode?

--Porque os restos encerram uma certa de carvão, isto é, uma causa interna da combustão que não encontramos noutra pedra qualquer.

--E porque é que não conseguimos queimar os restos antes da reconversão da caldeira?

--Porque o forno era muito estreito e não permitia a entrada de oxigênio em quantidade suficiente para atingir o ponto de combustão dos restos ou seja, por outras palavras, o problema da causa externa não estava ainda resolvido".

A professora fez em seguida uma experiência. Mostrou aos alunos três folhas de papel embebidas respectivamente em fósforo, gasolina e terebentina. O papel embebido em fósforo ardeu automaticamente ao contato com o ar; o de gasolina ardeu logo à aproximação da chama dum fósforo; para que terebentina ardesse foi necessário um aquecimento prévio. O estudo do ensinamento do presidente Mao: "As contradições qualitativamente diferentes só se podem resolver por métodos qualitativamente diferentes" permitiu então aos alunos compreenderem melhor as relações entre as causas internas e externas. E assim, muito naturalmente, passou-se ao capítulo da extinção de incêndios. Uma vez que a combustão exige certas condições, certas causas externas, para impedir de se produzir, basta eliminar essas causas.

Em seguida, a professora falou dos métodos de utilização dos extintores. Como conclusão, perguntou: "Se, no caso duma agressão desencadeada pelo imperialismo americano ou pelo social-imperialismo contra o nosso país, bens do Estado pegassem fogo, que faríamos nós sem material extintor à nossa disposição? Às respostas dos aluno, todas muito certas, ela acrescentou: "Para salvar os bens do Estado do fogo, heróis houve que não hesitaram em saltarpara cima para abafar o fogo com o próprio corpo. Como explicar isso sem falar do fator humano que desempenha um papel de primeiro plano ao lado de outras condições necessárias à extinção do fogo?" Finalmente, a aula terminou com o estudo deste ensinamento do presidente Mao: "O homem é o mais precioso de todos os bens do mundo. Enquanto houver homens, milagres de todas as espécies poderão ser realizados sob a direção do Partido Comunista". Eis um exemplo, na nossa opinião, dum curso que, ao mesmo tempo que fornece aos alunos conhecimentos científicos, dá a primazia à política do proletariado.

3) Novos Métodos De Ensino

No decurso da revolução do ensino, que não cessa de crescer em profundidade, nós empreendemos uma série de reformas a respeito dos métodos de ensino. Nas velhas escolas os alunos decoravam tudo aquilo com que os professores lhes enchiam o cérebro e, longe de serem senhores do estudo, tinham-se tornado escravos dos livros. Depois de termos criticado os antigos métodos de ensino que permaneceram longo tempo fixos e imutáveis, nós prestamos, como o presidente Mao sempre nos ensinara, a maior atenção ao desenvolvimento nos alunos da capacidade de analisar e resolver os problemas. Nós fazemos apelo à iniciativa e ao raciocínio dos alunos, encorajamo-los a fazer pesquisas e estudos guiando-os se necessário. Policopiamos certas lições que distribuímos para estudo e discussão e o papel do professor respectivo limita-se a responder às questões que possam ser levantadas. Algumas vezes, o professor ajuda um ou vários alunos a preparar e a explicar uma lição ao fim da qual ele próprio se encarrega de tirar as conclusões. Durante o último semestre, no terceiro ano, para explicar o capítulo sobre o circuito elétrico para iluminação, o professor de física foi primeiro consultar um operário eletricista com o fim de ligar a teoria a prática; depois, sob a sua direção, os alunos puseram-se a estudar o texto da lição. Quando terminaram, montaram em conjunto o circuito em questão e, na base da prática, foram dadas explicações que ajudaram os alunos a voltar de novo à teoria. Após duas horas de aula, a maioria dos alunos sabia como montar lâmpadas elétricas ordinárias e reparar os interruptores. Recentemente, durante a construção pela escola duma seção de tríodos de cristal de alta frequência, a montagem dos seis quadros de distribuição e outras instalações elétricas foi levada a cabo pelos alunos do terceiro ano sob a orientação do professor e dos operários. Vendo que os conhecimentos aprendidos na aula tinham podido ser utilizados na prática, alunos, muito contentes, disseram: "Estas lições são fáceis de compreender e fixar, são verdadeiramente úteis e é isso que nós queremos!"

Para poder ligar o ensino à produção e à investigação científica e explorar a via de estabelecimento duma escola secundária de tipo novo, vários professores tomam parte, há mais de um ano, no trabalho de produção nas oficinas dependentes da escola. Aí, guiados pelos operários e treinando-se ao mesmo tempo no trabalho produtivo, os professores e alunos empreendem a reforma do ensino e a investigação científica. Esta reforma encontra-se grandemente facilitada pelo fato de eles terem assimilado rapidamente a técnica produtiva e outros conhecimentos práticos. Outrora, as lições de óptica ocupavam meio semestre do curso de física e apenas se ensinavam noções abstratas, fastidiosas, sem grande valor prático. Agora, além da seção de tríodos de cristal de alta frequência, nós montamos uma oficina de circuitos impressos e uma estação meteorológica e fabricamos nós próprios as instalações de fotografia. O professor de física ensina aos alunos a fotografia dos circuitos eletrônicos, a montagem sob microscópio de certos tríodos, a observação telescópia da superfície da lua; isto enriquece consideravelmente os conhecimentos práticos dos jovens. Por outro lado, como o próprio professor trabalha na oficina de circuitos impressos e assim adquiriu certas experiências na prática produtiva, já não tem grandes dificuldades em ligar a teoria à prática e em fazer-se compreender na aula. Deste modo, os alunos podem assimilar rapidamente as suas lições de física e pô-las em prática na produção. Ainda mais importante é o fato de que a participação no trabalho produtivo reforça nos alunos o seu amor ao trabalho, aprofunda os seus sentimentos para com o povo trabalhador e, mostrando-lhes o papel indispensável de cada um no conjunto da cadeia de produção, desenvolve neles o espírito coletivo de devotamento total ao interesse público e a revolução. Os professores pelo seu lado, progridem rapidamente na sua reformulação ideológica.

A visão da jovem geração que cresce vigorosamente sob os raios salutares do pensamento maotsetung alegra-nos no mais profundo de nós mesmos e, ao mesmo tempo, incita-nos a prosseguir com toda a consciência a marcha para completar a nossa gloriosa missão na reforma do ensino.


IV - O ENSINO TÉCNICO E O SUPERIOR

A - A Revolução Na Universidade De Tsinghoua

No dia 27 de julho de 1968, em conformidade com o apelo ao combate lançado pelo nosso grande dirigente o presidente Mao e sob a direção do Partido Comunista Chinês, a primeira equipe de propaganda do pensamento maotsetung na China, composta por operários e combatentes do Exército Popular de Libertação, entrou orgulhosamente na Universidade de Tsinghoua, escola superior de ciências e técnicas de fama nacional, onde os intelectuais estavam em grande concentração, com esta grandiosa missão histórica: "O proletariado deve exercer em todos os domínios a sua ditadura sobre a burguesia ao nível da superestrutura incluindo os diversos setores da cultura".

Este ato glorioso, revolucionário, abriu uma nova era que vê o poderoso exército de operários da indústria, sob a direção do Partido Comunista, subir à cena política da luta-crítica-reforma nos domínios da superestrutura .

Desde há um ano, observando estritamente as grandes disposições estratégicas do presidente Mao e em resposta ao seu apelo: "A classe operária deve exercer a sua direção em tudo", esta equipe de propaganda ocupou as posições da cultura e do ensino e empreendeu a transformação destes últimos à luz do pensamento maotsetung. Ela uniu-se aos intelectuais, educou-os e transformou-os. À frente destes ela marchou de vitória em vitória seguindo a linha revolucionário do presidente Mao.

1) Os Operários E O E.P.L. Decidem-se A Intervir Na Universidade

Durante a Grande Revolução Cultural Proletária, os jovens combatentes da Guarda Vermelha, os professores, estudantes, empregados e operários revolucionários da Universidade de Tsinghoua, brandindo a grande bandeira: "Temos razão em nos revoltarmos contra os reacionários", travam uma luta heróica contra Liu Chao-Chi, esse renegado agente do inimigo e traidor à classe operária, e contra os seus agentes nesta Universidade. E eles acertaram um golpe fulminante nas forças reacionárias burguesas. Mas na continuação, devido à sua falta de espírito conseqüente e à sua atitude vacilante perante a revolução, pouco a pouco se foram atolando na lama do fraccionismo burguês o que deixou a Revolução Cultural na Universidade Tsinghoua bem na retaguarda da evolução da situação geral do país. Nesta universidade, tal como em certos outros estabelecimentos, os fatos vieram mostrar que os intelectuais sozinhos não saberiam levar a cabo a revolução proletária no ensino nem as grandes tarefas históricas da luta-crítica-reforma nos domínios da superestrutura e que, para isso, era necessária a participação dos operários e dos combatentes do E.P.L., bem como a firme direção da classe operária.

Neste importante momento histórico da Grande Revolução Cultural Proletária o presidente Mao, nosso grande dirigente, lançou à classe operária esta ordem de combate: "Assaltar os setores da superestrutura". Isto marcou o impulso do movimento de luta-crítica-reforma na Grande Revolução Cultural Proletária. Foi também uma nova e grande disposição estratégica tomada pelo presidente Mao!

Ouvindo este grande apelo ao combate, os operários revolucionários da Tipografia Sinhoua de Pequim, que imprimiam dia e noite as obras do presidente Mao, estudaram-no imediatamente, discutiram-no e encontraram-se prontos a agir em conformidade. Declararam: "A diretiva do presidente Mao traduz a vontade da classe operária. Estamos decididos a aplica-la total e firmemente!".
Nesta mesma noite, os representantes dos operários vindos de 61 fábricas e empresas de Pequim reuniram-se rapidamente na Tipografia Singhoua para discutir a aplicação desta grande exortação à luz do presidente Mao.

Bastaram um pouco mais de dez horas para que este apelo fosse transformado num ato revolucionário da classe operária, que agitou céu e terra. Na manhã do dia 27 de julho de 1968, erguendo bem alto retratos do presidente Mao, brandindo o livro vermelho das Citações do Presidente Mao Tsé-Tung, os operários da indústria de Pequim e os combatentes do E.P.L. dirigiram-se em marcha para a Universidade Tsinghoua. Estavam decididos a ocupar as posições da cultura e do ensino e a proceder a uma transformação radical nesses domínios à luz do pensamento maotsetung. Foi este um grande acontecimento dos anos 60 do século XX!

2) O Fim Do Império Soberano Dos Intelectuais

Os professores, alunos, empregados e operários revolucionários da Universidade Tsinghoua reservaram um caloroso acolhimento à equipe operária-EPL de propaganda enviada pelo seu grande dirigente, o presidente Mao. Iam por todos os lados anunciar a boa nova e gritava: "Viva a classe operária! Viva o EPL!" "Viva o presidente Mao! Que viva muito, muito tempo!".

Todavia, um punhado de inimigos de classes não se resignavam a retirar-se de cena da História; eles dedicavam-se abertamente à sabotagem na vã esperança de expulsar da universidade a equipe de propaganda. Pelo seu lado, alguns intelectuais, que não se tinham libertado da sua concepção burguesa do mundo, trabalhavam com todas as forças para salvaguardar do império soberano dos intelectuais.

Era um séria luta de classes.

A alegação segundo a qual "aos operários apenas compete ocuparem-se das suas fábricas e não tem que se ingerir nos assuntos da escola", os membros da equipe de propaganda replicam: "nós, a classe operária, devemos não só gerir bem as nossas fábricas mas também emancipar toda a humanidade. Foi o presidente Mao que nos deu o direito de bem administrar as escolas e de acabar radicalmente com o domínio que nela exercem os intelectuais burgueses!".

Ao argumento pretendendo que "os operários não estão à altura de dirigir os intelectuais", os membros da equipe de propaganda responderam: "Nós, a classe operária, somos profundamente fiéis ao presidente Mao, ao pensamento maotsetung e à linha revolucionária do presidente Mao; é isto que nos torna capazes de levar a cabo qualquer tarefa.".

A equipe de propaganda traçou uma nítida linha de demarcação entre os dois tipos de contradições de caráter diferente. Ela soube ripostar ao contra ataque desenfreado dos inimigos de classe. No tocante aos professores, alunos, empregados e operários da universidade, ela desenvolveu entre eles um trabalho ideológico e político, tão laborioso como minucioso. Organizou centenas de pequenos grupos encarregados de propagar as recentes diretivas do presidente Mao para os ajudar a revelar o nível da sai consciência política e a distinguir o verdadeiro do falso.

No dia 05 de agosto de 1968, quando a equipe de propaganda avançava já vitoriosamente, o nosso grande dirigente, o presidente Mao, fez-lhe uma preciosa oferta - mangas - exprimindo-lhe desta maneira a sua profunda solicitude e o seu poderoso apoio.

A 15 de agosto de 1968 o presidente Mao recebeu calorosamente os representantes da equipe de propaganda.

Mais tarde, fez publicar uma série de novas diretrizes:
"A classe operária deve exercer a sua direção em tudo".
"As equipes operárias de propaganda manter-se-ão longo tempo nas escolas, nelas participarão em todas as tarefas da luta-crítica-reforma e dirigi-las-ão para sempre"

Os grandes ensinamentos do presidente Mao e a sua profunda solicitude encorajam poderosamente os membros da equipe de propaganda, educam em profundar os professores, alunos, empregados e operários da Universidade e acertaram rudes golpes ao inimigo de classe. A equipe de propaganda do pensamento maotsetung composta por operários e combatentes do EPL, a primeira do país, acabou com o império soberano dos intelectuais da Universidade de Tsinghoua e fez falir o "complot" do punhado de inimigos de classe para a expulsar.

3) A Conquista Da Maioria Esmagadora Dos Intelectuais

Para acelerar a realização da grande aliança revolucionária das duas organizações de massa, os operários convidaram os professores e alunos a estudar com eles "Os três textos mais lidos", brilhantes obras do presidente Mao, e a estigmatizar a teoria de "extinção de classes" propaganda pelo arquirenegado Liu Chao-Chi. Agindo desta maneira, eles condiziam-nos à união contra o inimigo comum. As massas revolucionárias das duas organizações acabaram com efeito por se unir e o "complot" tramado pelo inimigo de classe para fracionar as massas fracassou.

Agindo segundo o ensinamento do presidente Mao: "A imensa maioria deles (os intelectuais) são patriotas; ama a nossa república popular e estão prontos a servir o povo e o Estado Socialista", a equipe de propaganda resolveu chamar a si a grande maioria dos intelectuais e dar-lhes a sua confiança.

Em conformidade com este ensinamento do presidente Mao: "Onde quer que vivam os homens distingue-se sempre uma esquerda, um centro e uma direita; isto ainda será assim daqui a 10.000 anos", a equipe de propaganda formou, de entre os professores, alunos, empregados e operários da universidade, contigentes de elementos ativos na qualidade de forças sobre as quais ela se poderia apoiar para dirigir o movimento de massa da luta-crítica-reforma na escola.

De acordo com o ensinamento do presidente Mao: "Devemos unir a nós as grandes massas populares e quanto mais êxito obtivermos, maior valor isso terá", a equipe de propaganda ocupou-se, segundo o princípio de unidade - crítica e autocrítica - da tarefa de ajudar os quadros e aqueles que, entre as massas, tinham cometido diversos erros.

Seguindo o ensinamento do presidente Mao: "Não dar oportunidade é contrário à política do proletariado", a equipe de propaganda deu oportunidade de se corrigirem e resgatarem por atos meritórios àqueles cuja situação era resultante das contradições entre nós e o inimigo, mas que confessaram os seus crimes e se mostraram decididos a corrigir-se.

Deste modo, a equipe de propaganda mobilizou todos os fatores positivos, uniu a si todos aqueles que eram susceptíveis de ser unidos e formou à sua volta um gigantesco exército revolucionário. As vitórias que obteve na luta contra o punhado de inimigos de classes ganhando-lhe os intelectuais, confirmam com eloquência a exatidão desta tese clarividente do nosso grande dirigente, o presidente Mao: "O proletariado é a classe mais prestigiosa da história da humanidade, a mais poderosa classe revolucionária do ponto de vista ideológico, político e de força; ele pode e deve unir a sua volta a esmagadora maioria a fim de isolar ao máximo e atacar o punhado de inimigos".

4) A Reeducação Dos Intelectuais

O Presidente Mao disse: "A maioria, a grande maioria mesmo daqueles que se formam nas escolas pode fundir-se com os operários, camponeses e soldados; alguns deles tem até no seu ativo invenções e criações. Todavia devem ser colocados sob a direção duma linha correta e reeducados pelos operários, camponeses e soldados a fim de poderem rejeitar radicalmente a sua velha ideologia a tais intelectuais, os operários, camponeses e soldados, farão um bom acolhimento". Seguindo este grande ensinamento, a equipe de propaganda estava determinada a fazer da maioria dos intelectuais pessoas a quem os operários, camponeses e soldados dariam um bom acolhimento.

Sob a influência perniciosa da linha revisionista contra revolucionária do arquirenegado Liu Chao-Chi em matéria de ensino, um catedrático da seção de hidráulica tinha procurado durante muito tempo as honras que pensava serem dividas a um especialista, consagrando-se aos seus "assuntos de investigação científica". Por vezes, ele ia aos locais de trabalho mas apenas para colher "dados e informações". Sob a direção da equipe de propaganda, este catedrático dirigiu-se para o campo, na província de Hopei e, aí, educado pelos exemplos concretos de devotamento dos camponeses pobres e médios para com a coletividade, ele tomou a firme resolução de fazer corpo com eles. Foi assim que, para melhor organizar um curso de preparação hidráulica, apesar de se encontrar doente, percorreu 90 quilô