Fundado em 16 de abril de 1932

...Macaé, ano I, Nº 14 - 28 de abril a 5 de maio de 2006

Ensino, Pesquisa e Extensão ( III )

MANUEL BARBOSA FILHO*
E-mail - mbarbosafilho@terra.com.br

Sob a atual embrulhada pedagógico privatista, os educadores, alinhados aos poderes do neocolonialismo na atualidade, eliminando a filosofia socialista do ensino, da pesquisa e da extensão , criam o analfabetismo funcional na figura dos moderninhos operadores de máquinas sofisticadas, avessos ao livro, à reflexão, robotizados. Afastam das academias os sábios conscientes e críticos da realidade. Premiam os acéfalos úteis ao sistema. Nessa ojeriza à cultura, robô e homem se confundem na alienação. Qual o mais robô, qual o mais humano? Quem não for robô não será homem, muito menos sábio. Então, será excluído por "incapacidade". Desempregado, marginalizado, em nome da produtividade material, da mais-valia do capital contra o valor do trabalho físico e intelectual. Então, haja prêmios para as nulidades nas bodas das instituições , de lauréis áureos na mão, a pajearem.

Nesse quadro sombrio do imperialismo devastador de mentes e sentimentos, após a queda da União Soviética, acelerou-se, em ritmo enlouquecedor, a assimilação da tecnologia produtiva de bens e serviços, de forma anárquica, excludente, contra o homem capacitado, reflexivo, inteligente. É o advento do neocapitalismo imperial, mesquinho, guloso, fagocitário. Domina estados, escraviza nações, emudece sindicatos, associações estudantis, contra o verbo, pela verba. Vulgariza a escola, o aluno, o professor. Polui e envenena a natureza, ameaça a vida no planeta. Mata a consciência, desemprega em massa, desarma, desalma, depreda, narcotiza. Não mais os sábios do passado e do presente: Sócrates, Aristóteles, Heráclito, Ptolomeu, Copérnico, Kepler, Isaac Newton, Marx, Engels, Einstein, Neymaier; mas, bilhões de humanóides microcéfalos, zonzos, inconscientes, famélicos, envenenados com o ópio da falsa pesquisa, ensino e extensão burgueses e outras drogas anti-sociais e antinacionais da atualidade. É a globalização da miséria no planeta.

Nesta tese ora defendida, propugna-se por uma pesquisa, ensino e extensão rural libertários. Por um camponês inteligente, inserido, consciente, bem alimentado, sadio, livre de tutela, de grilhões. Solidário, humanizado. Uma nova extensão rural civilizatória, socialista, nacional, popular. Contra a velha extensão elitista que privilegia o latifúndio. Omissa com o camponês sem-terra, sem teto, sem nada.

* M. Barbosa Filho

Professor Titular Aposentado da UFPB , autor de :
•  Introducción a la Investigación, lançado em Cuba
•  Introdução à Pesquisa, Métodos, técnicas e instrumentos
•  A Globalização da Miséria na América Latina
•  Projeto de Pesquisa, Teoria e Prática
•  Impacto da Extensão Rural

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