Fundado em 16 de abril de 1932

'...Macaé, ano I, Nº 46 - 15 a 22 de dezembro de 2006
Leia "O COTONETE AZUL E A NOVA DEMOCRACIA", de José Milbs. Clique aqui
Acontecências
Acontecências II
Acontecências III
Alô Galera
Astrologia
Cinema
Coisas da Rua do Meio
Coisas da Rua do Meio II
Coisas da Rua do Meio III
Culinária
Digital Photo Array
Direito do Trabalhador
Direitos Humanos
Esculturas em Sabonete
Escultura Humana
Esportes I
Esportes II
Jornais do Mundo
Juventude em Ação
Liga Operária
Livros
Mel/Saúde
Movimento Hippie
O Rebate Internacional
Ortomolecular
Petrobrás/Petróleo
Poemas
Procuras emprego?
SwáSthya Yôga
Telefones úteis
Televisão
Tortura Nunca Mais
Cinema

Superman – o retorno
(superman returns - 2006)

Bruno Yuri

Já é possível o pessoal em casa assistir ao mais novo filme do super-héroi mais famoso do cinema. “Superman – o retorno” chega às locadoras como uma das mais mornas super produções do momento, uma prova disso é sua razoável bilheteria que por pouco não chega a marca de U$ 200 milhões. O número é bom? É sim, com certeza é uma quantia a qual milhares de filmes desejam ou sonham chegar, se o filme não tivesse custado U$ 250 milhões, com certeza era algo que deveria ser comemorado.

Os produtores da Warner durante os meses em que o filme ficou em cartaz em todo o mundo espalharam que se o filme ultrapassasse a marca dos U$ 200 milhões a continuação seria certa, fato que não aconteceu, pois o filme chegou a essa marca e nada foi confirmado e é bastante provável que não será.

Mas, vamos ao filme. Esta película realmente, como era de se esperar, não chega aos pés do original, mas nem a sombra do grande clássico de Richard Donner. O ator que interpreta o Superman, o novato Brandon Routh realmente é bastante parecido com o eterno Christopher Reeve, mas não chega a ter o talento e o carisma do falecido ator. Routh somente faz o que lhe foi atribuído, e nada mais. A atriz Kate Bosworth, que dá vida a Louis Lane também não consegue fazer a diferença e sua atuação também fica a altura de seu parceiro em cena, cá pra nós, não há como imaginar a Louis Lane sem ser na pele da inesquecível Margot Kidder.

Algo que pode ser comparado, algo que pode ter chegado à sombra de alguma coisa do original se chama Kevin Spacey. O papel do Lex Luthor ficou bem convincente no ator de “Beleza americana” que realmente ficou bem acima do nível dos novos atores que fizeram parte da produção. Não que seja algo que seja sequer comparado ao monstro Gene Hackman, impossível, mas pode-se dizer que Spacey foi o que se saiu melhor numa produção que ficou bem abaixo de suas expectativas.

O diretor Bryan Singer bem que tentou, ele realmente deu o sangue por este filme, abandonou a direção de um filme em que o sucesso era certo, para embarcar numa duvidosa, não foi um bom negócio, afinal, “X-men – o confronto final” foi sucesso e campeão de bilheteria no mundo todo e correspondeu a todas as expectativas de seus inúmeros fãs. Fato que poderia ter acontecido mesmo que ele tivesse confirmado sua presença a frente da direção de “Superman – o retorno”. Realmente um mau negócio e bom para Brett Ratner, que valorizou ainda mais seu currículo e sua carreira.

Tudo isso não deve impedir que o público alugue o filme, pois ao menos vale a pena prestigiar uma homenagem tão importante para o homem de aço. Em resumo, “Superman – o retorno” é bom, mas não chega aos pés dos originais.

 


Outros artigos

Recomendamos o Mozilla Firefox. Clique aqui para baixar gratuitamente a versão 2.0
© Artimanha