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Femma identifica áreas na Colônia Leocádia e Rio Novo

Especialista em mangues e equipe da Semma identificam áreas de plantio na Colônia Leocádia e Rio Novo.

Foto: Robson Maia
Especialista em mangues e secretário visitam áreas
a serem recuperadas
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Nesta terça-feira (28), o secretário de Meio Ambiente, Fernando Marcelo Tavares, acompanhado de técnicos e do ambientalista macaense Vicente Klonovsk, um dos maiores especialistas em mangues do Brasil, visitou a Ilha Colônia Leocádia e Rio Novo para identificar áreas degradadas. A finalidade é fazer a recuperação do local, com a implantação de viveiros de mudas e plantio de espécies de mangue, restinga e mata ciliar.

- A visão de Vicente é muito importante para o trabalho que será desenvolvido nessas localidades. Como macaense, que conhece bem essa área e especialista em mangues, Klonovsk pode dar um parecer que nos auxiliará na recuperação das áreas degradadas, na indicação do local de instalação dos viveiros e quais as espécies mais propícias para o plantio, esclareceu Fernando Marcelo, durante o percurso de barco que levou a equipe até a Ilha Colônia Leocádia e Rio Novo, pelo rio Macaé.

Acompanhado do engenheiro agrônomo, Flávio Sayão, da engenheira florestal Alessandra Veloso e do técnico da Semma, Maurício Passeado, o secretário de Meio Ambiente e o especialista em manguezais puderam avaliar o atual quadro da região. A intenção é recuperar também parte das áreas atualmente ocupadas por moradias e que estão na beira do rio Macaé, na Ilha Colônia Leocádia. Assim que os moradores forem transferidos para as casas populares que estão sendo construídas no Bosque Azul, a Semma fará a recuperação da área para evitar novas invasões.

- Há 16 anos atrás essa área de mangue estava mais degradada. Hoje o manguezal cresceu na bordadura do rio Macaé. Mesmo assim, existem degradações e áreas cercadas que podem ser ocupadas. Num todo, a avaliação é positiva. Com a implantação de viveiros de muda e plantio de matas ciliares, de mangue e restinga é possível recuperar este espaço, refletiu Klonovsk.

Entre as espécies identificadas durante o trajeto, o especialista destacou a Avicenia germes, que demarca o limite do Atlântico Sul. "Essa espécie arbórea tem grande valor por ser um marco geográfico, além de ser muito boa também para a apicultura", disse Klonovsk. Além dessa espécie, os engenheiros da equipe também identificaram a existência de outras plantas na região como algodoeiro da praia (Hibiscus pernambucencis), Laguncularia racemosa e a Avicenia. Eles destacaram que essas espécies são propícias para serem desenvolvidas mudas para fazer a recuperação do local.

- Com essa identificação de áreas para plantio de mangue, restinga e mata ciliar, poderemos fazer a proteção do local, desfazer invasões e também identificar a existência de muitos goiamuns. A partir de gora, teremos uma visão mais técnica, mais clara, para desenvolver este trabalho, destacou Fernando Marcelo.

A aventura de Klonovsk - Numa aventura solitária que começou em abril de 1988 e terminou em junho de 91, o macaense Vicente Klonovsk, percorreu de caiaque boa parte do litoral brasileiro fazendo o levantamento dos manguezais existentes no país. Essa viagem começou por Ponta Negra, em Natal (RN), e terminou em Laguna (SC), último manguezal do Atlântico Sul. Com isso, adquiriu experiência suficiente para tornar-se um dos maiores especialistas em mangue do país. Hoje, Klonovsk trabalha na estação ecológica, em Iguape, na divisa do Paraná com São Paulo.

Os macaenses poderão conhecer detalhes da aventura de Vicente pelo litoral brasileiro no mês de junho, na Protection Off Shore, no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho (Macaé Centro). Durante a feira, fotos e textos contarão detalhes de sua viagem pelos manguezais do Brasil. Também escultor de talento, ele irá exporá suas obras em madeira na Protection Off Shore.

Secretaria Municipal de Comunicação Social
SECOM