Nota à Imprensa
18 de abril de 2006
PETROBRAS INICIA NORMALIZAÇÃO
DA PRODUÇÃO DE GÁS NA BOLÍVIA
Após duas semanas de intenso trabalho, a Petrobras, com a
colaboração das empresas Transredes e Compañia Logistica de Hidrocarburos
Boliviana (CLHB) retomou, ontem à tarde, o envio de condensado (líquido
extraído junto ao gás natural) do campo de San Antonio, localizado em
Tarija, na Bolívia, iniciando a normalização do processo de produção de
gás natural boliviano.
A produção de gás natural na Bolívia foi reduzida há 15
dias devido à ruptura do oleoduto da Petrobras que transporta condensado
desde do campo Sábalo até o duto da Transredes. Os estragos ocorridos no
oleoduto, no dia 2 de abril, foram conseqüência de fortes chuvas que
caíram na região do Chaco, na Bolívia.
A retomada da produção permitirá, nos próximos dias, não
só a normalização das exportações de gás natural, como o abastecimento do
mercado boliviano com derivados de petróleo.
Apesar das chuvas contínuas, as providências adotadas pela
Petrobras, com eficiência e rapidez, impediram que a redução da produção
de gás afetasse os consumidores brasileiros. Os cortes ocorridos no Brasil
foram limitados às refinarias da própria Petrobras e às usinas
termelétricas, sem qualquer prejuízo da produção de derivados ou de
energia elétrica.
Para possibilitar o reestabelecimento do fluxo no menor
tempo possível, foi reparado um trecho do duto original de 8 polegadas e
se construiu, em caráter provisório, um desvio de 5 km, com tubos de 4
polegadas. Todo trabalho foi executado com segurança, sem registro de
acidentes, apesar das condições climáticas adversas e das dificuldades de
acesso à área do oleduto afetado.
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CONVITE À IMPRENSA Lançamento do Programa Petrobras Jovem Aprendiz
A Petrobras, a Transpetro e a Petrobras Distribuidora farão na próxima terça-feira, 4 de abril , às 15h, o lançamento do Programa Petrobras Jovem Aprendiz. Estarão presentes à cerimônia o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, os presidentes da Petrobras, José Sérgio Gabrielli de Azevedo, da Transpetro, Sérgio Machado, da Petrobras Distribuidora, Rodolpho Landim, e dirigentes do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), Fundação Abrinq, Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica) e Fundação Pró-Cefet, entidades integrantes do Programa.
O Programa Petrobras Jovem Aprendiz, que integra o Programa Petrobras Fome Zero, tem como objetivo promover a inclusão social de jovens em situação de pobreza e miséria, por meio de sua qualificação social e profissional, contribuindo assim para sua inserção no mercado de trabalho, tendo como fundamento a Lei 10.097/2000. Macaé é cidade com maior número de participantes no programa.
O lançamento será realizado no prédio sede da Petrobras, localizado na Av. República do Chile, 65 – 24º andar (Centro, Rio de Janeiro). Haverá ônibus para o local, saindo de Macaé por volta das 10h30. Os interessados devem confirmar presença até segunda-feira, dia 3 de abril, pela manhã, através do envio de e-mail para djbc@petrobras.com.br.
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Macaé não se preparou para ser um novo eldorado
O petróleo não impediu que fosse criada uma legião de excluídos no município fluminense. As embarcações que cruzam a foz do Rio Macaé em direção às plataformas da Petrobras não constituem a única mudança produzida pela atividade petrolífera na paisagem da região Norte do Estado do Rio. Lentamente, uma indústria invisível, que se faz notar apenas na ponta excluída do processo produtivo, começa a delinear novos contornos à geografia litorânea local. De maneira dramaticamen-te semelhante ao fenômeno identificado pelo médico Josué de Castro no Nordeste do país, em meados do século passado, essa nova geografia da fome revela uma indústria da exclusão cujas engrenagens são alimentadas por óleo, poder político e pobreza.
Meio século depois de Castro, gente como o geógrafo Faber Paganoto de Araújo, do Observatório de Favelas do Rio de Janeiro, mantém os olhos atentos às transformações naquela paisagem. Ele afirma que o contingente de migrantes que alimenta essa máquina perfaz um mesmo percurso. Diante da baixa qualificação da mão-de-obra do município, empreiteiras e prestadoras de serviços da Petrobras contratam em outros estados trabalhadores temporários igualmente sem qualificação, porém mais baratos. Com piores perspectivas em suas cidades de origem, a maior parte do contingente permanece em Macaé, incentivada em sua maioria por uma rede assistencialista que se torna mais visível nos períodos eleitorais.
Líder na comunidade de baixa renda de Barreto, Jorge Luiz de Almeida conta que, em 2004, às vésperas da última eleição para prefeito, um mutirão que incluiu vereadores e representantes da administração municipal garantiu títulos de propriedade para moradores irregulares de uma área de manguezal. Ao cabo de um mês, estava consolidada a favela Nova Esperança, que aguarda as próximas eleições municipais para ganhar os paralelepípedos cuja ausência ainda a diferenciam da vizinha Nova Holanda.
"A área onde foi erguida essa comunidade era farta de caranguejos. Na minha infância, o que dava de caranguejo era uma beleza", recorda Darlan Pinheiro, 60 anos, proprietário da imobiliária Darlan, preocupado quanto ao futuro do "Eldorado de Macaé": "Imagine uma pequena cidade onde a Petrobras decidiu, repentinamente, investir bilhões de dólares. A cidade não estava preparada para isso. E continua sem estar".No estudo "Migrantes ricos e migrantes pobres - as heranças da economia do petróleo em Macaé", o geógrafo Faber analisa os dois grandes fluxos migratórios para a cidade, que inclui migrantes pobres, normalmente com baixa qualificação, e a parcela dos chamados ricos, formada por trabalhadores estrangeiros, mais qualificados, geralmente contratados pelas prestadoras de serviços para a Petrobras. "Ao contrário do trabalhador com baixa qualificação, o migrante estrangeiro não fixa residência na cidade, após o término de seu contrato de trabalho. Já o de baixa renda, por pior que sejam suas expectativas, acaba por fixar moradia nas chamadas áreas de invasões", confirma Faber.
"A indústria do petróleo gera empregos, mas para quem tem alta qualificação. A divulgação do boom petrolífero atraiu muita gente para cá que não tinha a necessária capacitação. Hoje temos todas as mazelas de metrópoles como Rio e São Paulo", resume o presidente da Associação Comercial e Industrial de Macaé, Erodice Gaudard.
(Ricardo Rego Monteiro - InvestNews)
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