
(1) No Catálogo das edições, obras de fundo, teatro, e livros antigos, dos quais alguns muito raros, incunábulos, forais, manuscritos, etc. 1.ª parte. Livraria Ferreira, prefaciado pelo Dr. Sousa Viterbo e Cândido de Figueiredo, e que é hoje muito raro, vem a pág. 23-24 o seguinte:
No prelo. José Duro. O Livro de Jôro.
«Fel foi o título dum livro atirado à publicidade em começo de 1898 pela mão já descarnada e livorizada dum tísico que, dias depois, repousou a valer do largo tormento da tosse.
Fel… e havia muito naquelas noventas páginas; não tanto quanto devera haver…». Diz ainda Albino Forjaz de Sampaio, no
prefácio do “Fel”, «José Duro é tão grande como António Nobre e Cesário Verde. Menos artista? Talvez. Mas com certeza mais humano. A sua Dor não posa, não artificia.
É por isso. Por haver sempre almas que o compreendam intensamente, que o seu livro resistirá, mau grado a indiferença da sua geração à carcoma do tempo. A Cesário Verde e António Nobre já a fama teceu a sua fama de amaranto. A José Duro não. Os seus versos estão por ler. José Duro esqueceu…». |