Gustavo João Morais (23/02/06)
(Licenciado em Engenharia pela FEUP)

 

 

O livro que aí vai – obra de um incoerente –
É um livro brutal é um poema a esmo…
Pensei-o pela rua olhando toda a gente,
Escrevi-o no meu quarto olhando-me a mim mesmo

Homenagem a José Duro
In “Fel”
(1)

Índice
1. Introdução
2. Excerto pessoano

 

2.1 O quinto Império

 

2.2 A minha Pátria é a Língua Portuguesa

 

2.3 Ainda o Quinto Império

 

2.4 Considerações Lusófonas ou do Quinto Império à Lusofonia
3. Dois Testemunhos
4. “I know not what tomorrow will bring”
5. Bibliografia Incompleta
 
 



(1)
No Catálogo das edições, obras de fundo, teatro, e livros antigos, dos quais alguns muito raros, incunábulos, forais, manuscritos, etc. 1.ª parte. Livraria Ferreira, prefaciado pelo Dr. Sousa Viterbo e Cândido de Figueiredo, e que é hoje muito raro, vem a pág. 23-24 o seguinte:
No prelo. José Duro. O Livro de Jôro.
«Fel
foi o título dum livro atirado à publicidade em começo de 1898 pela mão já descarnada e livorizada dum tísico que, dias depois, repousou a valer do largo tormento da tosse.
Fel… e havia muito naquelas noventas páginas; não tanto quanto devera haver…». Diz ainda Albino Forjaz de Sampaio, no
prefácio do “Fel”, «José Duro é tão grande como António Nobre e Cesário Verde. Menos artista? Talvez. Mas com certeza mais humano. A sua Dor não posa, não artificia.
É por isso. Por haver sempre almas que o compreendam intensamente, que o seu livro resistirá, mau grado a indiferença da sua geração à carcoma do tempo. A Cesário Verde e António Nobre já a fama teceu a sua fama de amaranto. A José Duro não. Os seus versos estão por ler. José Duro esqueceu…».

 
 
Jornal O Rebate