O QUE O ASSÉDIO MORAL PODE CAUSAR A UMA PESSOA?
Tomar conhecimento desse estado psíquico para um assediado, é reconhecer o próprio fracasso na condução de um destino que teve suas linhas alteradas por alguém que se considera dono de toda a verdade.
O assedio moral se instala no mais intimo do Ser Humano, sua dignidade.
Não temos de ter vergonha em assumir o sofrimento causado por essa forma de ação. É possível a reversão do fato em nossas mentes .
Durante todo tempo do processo a vítima se sente só e realmente esta só. Ninguém se arrisca a testemunhar as agressões. Temem ser a próxima vítima.
Quanto custa aos cofres públicos cada trabalhador que fica afastado, até por anos, devido às agressões de pessoas que se julgam detentoras da vida alheia e a total passividade das empresas diante deste fato. As mesmas se recusam a reconhecer a existência do Assédio Moral dentro delas.
Somente com a divulgação, de maneira responsável, é que alcançaremos o objetivo final, dar um basta a essa forma absurda de procedimento. À partir do conhecimento é que ações reais poderão ser tomadas.
Matéria sobre o livro:
Eu... Vítima de Assédio Moral
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“Do vazio imenso em que se transforma nossa vida, do não mais pertencermos a nada, do não direito a se ter à dignidade de um trabalho que nos foi abruptamente tirado por alguém que não tendo conhecimento de suas próprias limitações e conflitos internos, nos aniquilou, deixando apenas uma ”vida” sem vida. Um corpo sem vida. O assassinato perfeito”. Tomar conhecimento desse estado psíquico para um assediado, é reconhecer o próprio fracasso na condução de um destino que teve suas linhas alteradas por alguém que se considerou dono de toda a verdade. Verdade imposta por ele e introjetada na vítima. O não saber onde esta a verdade de cada ato, o se sentir culpado por tudo, ainda que nada de errado tenha feito.
Detêm sim, muitas vezes o assediador, a hierarquia administrativa, mas jamais deterá a Hierarquia Emocional e Moral, uma vez não possuir ele capacidade de discernimento.
Eu.... Vítima de Assédio Moral teve seu pré-lançamento no 32º Congresso Nacional de Jornalistas no dia 08 de julho de 2006, em Ouro Preto. Oficialmente, será lançado na segunda quinzena de agosto/06. Terá ainda o tema debatido pela Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais no dia 12 de setembro de 2006.
O livro leva ao leitor, sob a ótica da vítima, o sentimento de anulação, o conhecer o fato, a forma de enredamento praticada pelo assediador, que projetando nela suas próprias frustrações e conflitos, dos quais tem medo, necessita de uma vítima suscetível, que assumira a dor que sente e a incapacidade de administrar o seu próprio mundo interno.
Não se preocupou a Autora em delatar, identificar qualquer que tenha sido o agressor, assediador. Apenas viu-se na obrigação e a necessidade de levar à sociedade, de maneira simples, através de depoimentos e descrição das reações, o conhecer esta forma, horrível, de psicoterrorismo, como bem identificou o sueco Heins Leyman, psicólogo do trabalho.
Baseou-se ainda na obra da Drª Marie-France Hirygoen e palestras da Drª Margarida Barreto.
A Autora participou de debate, no programa Brasil das Gerais da Rede Minas, dia 11/07/06, pretendendo a mesma, através da obra, levantar debates em todas as entidades que se abrirem para o conhecimento do ato, a quem ali estiver.
Fazer com que seja pauta constante, até a aprovação real de uma Lei ou de procedimentos internos em empresas, públicas e privadas, capazes de coibir, dar um fim a esse tipo de assassinato sem corpo, em todas as Comissões de Direitos Humanos do Mundo.
Fazer com que seja dada satisfação à sociedade o “por que?” de 80 projetos de Lei parados nos âmbitos municipais, estaduais e federais, no Brasil.
A Autora encontra-se ainda em tratamento psiquiátrico, o que levou muitas vezes durante a edição, à total paralisação da obra, pela falta de condição devido ao delicado estado de saúde em que se encontra.
Trechos do livro: Eu... Vítima de Assédio Moral
(...)
Repensem. Repensem cada vez que vocês pisam em cima de uma pessoa.
Porque vocês podem ser o único “elo” entre o “Suicídio e a Vida”. Quero esclarecer que esse suicídio não é somente o de atentado contra a vida. É o se entregar às drogas! É o necessitar, dia após dia, de medicamentos. É o não poder ser livre! Não ter mais consciência de seus atos. Você não se lembra mais do que faz! Você não tem controle do que fala, isso é a finalização de um “Assédio Moral”. O deixar que nada mais sobreviva no “Assediado”. Fica apenas a morte... Dos ideais... Dos sonhos... Da continuidade de uma vida.
(...)
Ainda me sinto mal.
Usada.
Denegrida em minha dignidade.
Paro, a cada página escrita, a cada depoimento transcrito, revejo o saldo, ainda se muito devedor ou prestes a equilibrar-se.
Em tratamento psiquiátrico hoje consigo assumir.
Eu... (fui) Vítima de Assédio Moral.
E peço: ajudem-nos
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