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'...Macaé, ano I, Nº 34 - 15 a 22 de setembro de 2006
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A GRANDE FARSA

O livro Papillon chegou as livrarias francesas em 1969 foi sucesso imediato, em pouco tempo tornou-se o terceiro livro mais vendido no mundo, mais muito gente não acreditou que Henri Charrière fosse o autor daquela obra! O maior exemplo foi o famoso escritor francês Gerard de Villieis autor de mais de 140 livros, em 1971 ele foi até na Ex-Colônia Penal da Guiana Francesa e na Venezuela investigar Henri Charrière, essa esse trabalho lhe rendeu mais um livro publicado em 1972 intitulado: Papillon Epingle em português (Borboleta desmascarada ou cravada).

Vejamos o resumo deste livro publicado na internet:

A VERDADEIRA HISTÓRIA DA FUGA DE " PAPILLON "

In: Dossier Leituras - Cm 21.9.00 p.33

Considerada como a "maior história verídica de fuga e aventura alguma vez escrita", o famoso livro " Papillon ", de Henri Charriere, parece não ser aquilo que sempre pareceu ser.

Com a alcunha de " Papillon " (Borboleta), o homem, que durante uma dúzia de anos foi feito prisioneiro na terrível colônia penal da Guiana Francesa, tornou-se milionário com a publicação, em 1968, do seu livro que relatava as suas tentativas para alcançar a liberdade.

COMENTARIO PLATÃO:

GERARD não investigou direito pós Henri Charrière chegou na prisão da Guiana Francesa em 1933 e fugiu em 1935 passou menos de 02 dois anos!

"É a sua história misturada com as histórias de outras pessoas", disse Gerard de Villiers, autor do livro " Papillon Epingle" (Borboleta Cravada).

"Ele (Charriere) não era totalmente um impostor, uma vez que esteve realmente lá mas as coisas mais espectaculares não foram realizadas por ele", acrescentou de Villiers, autor de 140 obras, na sua maioria, sobre espionagem.

Os cépticos aceitam o livro como sendo uma história emocionante e muito bem contada que ajudou a divulgar a cruel colónia prisional mas Charriere obteve críticas muito diferentes quando visitou antigos prisioneiros, em viagem promocional...

Entre 1852 e 1953, a França enviou mais de 70 mil dos seus piores criminosos para vários campos prisionais espalhados pela Guiana Francesa, um enclave tropical situado no Norte da América do Sul.

A viagem era considerada como um bilhete sem retorno para parte alguma... Apenas um entre dez prisioneiros sobreviveu e cerca de dois mil regressaram a casa.

Um dos mais conhecidos campos era a ilha de S. José, a cerca de 15 quilómetros do continente. No ponto mais alto da ilha, encontram-se as ruínas de uma série de celas de isolamento, na altura considerado o maior pesadelo dos prisioneiros, além da morte por guilhotina.

" Papillon " esteve dois anos naquela ilha e o relato das longas horas passadas em isolamento, dando passos à volta da cela e sonhando com mulheres são, sem dúvida, uma das partes mais marcantes do livro .

Outros relatos sobre supositórios com dinheiro e uma tentativa de fuga para a Colômbia são também considerados como tendo sido vividos por Charriere, um proxeneta na zona de Montmartre, em Paris, condenado à prisão perpétua por ter morto outro proxeneta. Porém, a fuga a bordo de uma balsa de coco que Charriere disse ter efectuado é considerada totalmente falsa.

Desconfiado da autenticidade de " Papillon ", de Villiers encontrou-se com Charriere na Venezuela e achou-o um "mendigo tropical".

De Villiers conheceu também o correspondente em Caracas da Agence France Presse, Jean Maille de Fronfrais, que alegou ter escrito o livro baseado nas histórias contadas por Charriere.

COMENTARIO PLATÃO: Mendigo tropical esse comentário mostra que Gerard depois de ter conversado com Henri Charrière na Venezuela notou que ele não tinha a capacidade intelectual para ter escrito o livro!

Gerard não desmascarou Henri ainda em vida devido a esse álibi:

Henri Charrière pagou a Jean Maille uma nota preta para que ele traduzisse os manuscritos de René Belbenoit e acrescentasse fatos para dar-se a entender ter sido escrito por Henri Charrière. Prova é que na página 378 de Banco , onde lê-se: - "... acabei em janeiro de 1968. Leio tantas vezes os cadernos que tenho em casa, em cima da secretária, que quase os sei de cor". Essa transcrição prova a incapacidade de Henri. Caso os cadernos contivessem realmente histórias de sua vida, ele não precisaria decorá-los. E mesmo tendo lido e relido não os decorou, cometeu inúmeras gafes. Estas contradições e muitas outras fizeram com que Henri ganhasse na França o título de "falso e impostor". Esse titulo deveu-se ao foto dele ter declarado na coletiva que: - o livro Papillon era uma obra coletiva e que ele não vivenciara aqueles fatos

Depois dessa declaração Henri ficou com medo, e para não ser desmascarado fugiu para Madri Capital da Espanha.

Ao tentar salvar Henri de um vexame, o próprio editor colocou no livro Banco, na página 445: - "Popular como um astro, entrevistado por uma multidão de jornalistas, enaltecido pela crítica, discutido apaixonadamente, ora tratado como vítima de um erro judiciário, ora acusado de falso e impostor".

Após a publicação de " Papillon Épingle", em 1971, de Villiers recebeu uma carta de um homem que disse ter sido ele quem fugiu numa balsa... Originalmente condenado por ter morto o seu amante, este homem tornou-se administrador de um banco em França, após a sua fuga.

"Ele deu-me todos os pormenores sobre a fuga", referiu de Villiers, para quem a informação era autêntica.

Depois de ter lucrado por ter sido um ouvinte atento durante os seus dias de prisão, Charriere morreu em Espanha em 1973, no mesmo ano em que estreou o filme de Schaffner, com Steve McQueen e Dustin Hoffman nos principais papéis.

Foi enorme o sucesso deste filme que selou a lenda de Charriere junto de milhares de pessoas. Porém, quando alguns ex-condenados que permaneceram na Guiana Francesa viram o filme, abandonaram indignada a sala.

COMPROVAÇÃO FINAL:

Gerard conseguiu provas mais que suficiente para desmascara Henri ainda em vida, mais se deixou levar pela aparência ou a emoção.

Prova é que em seu livro Gerard chegar a afirma que comprovou que Henri Charrière ficou preso em El Dorado prisão Venezuela. GERARD MENTIU:

Vejamos: Na página 518, do livro Papillon, lê-se:

"- Sim, Papillon, vou pô-lo em liberdade amanhã ".

Essa afirmativa seria do Coronel Francisco Bolagro Ultra, diretor do Presídio de El Dorado, na Venezuela, para o qual Henri afirmou haver ensinado matemática, com o intuito de auxiliar-lhe no curso para promoção de patente. Por gratidão, ele o teria liberto em junho de 1944 e o presenteado com uma carteira de identidade de nº 1.728.629.

No livro Banco, Henri novamente mentiu, ao afirmar ter ficado preso na Venezuela, como lemos na página 9:

"Último olhar para o rio, último olhar por cima do ombro do meu carcereiro para a ilha da penitenciária venezuelana no meio do rio, último olhar para o terrível passado que durou treze anos em que me espezinharam. Humilharam. Esmagaram".

Mais à frente, ao invés de afirmar que foi liberto em julho, como afirmara no livro Papillon, ele se contra-diz:

"Estamos em agosto de 1944" .

Para prova essa mentira em 24 de junho de 2003, conseguiu uma permissão para entra no presídio de El Dorado fui recepcionado pelo tenente Garcia, comandante de plantão. Conversamos bastante e, em dado momento, perguntei:

- Em que período Henri Charrière esteve preso aqui?

Respondeu o tenente Garcia:

- Isso é boato. Não existe nenhum documento que prove que ele esteve preso aqui!

Para colocar o militar à par das declarações de Henri, solicitei sua atenção e disse-lhe:

- Tenente Garcia, Henri afirmou no livro Papillon que passou 13 anos preso aqui em El Dorado e que foi liberto em 03 de julho de 1944. Ele afirmou também ter recebido em sua saída uma carteira de identidade de nº 1.728.629, emitida pela Colônia Penal de El Dorado. No livro Banco, ele reafirma ter passado 13 anos aqui nesta prisão que seria uma ilha.

Tenente Garcia:

- Aí temos três mentiras: El Dorado não é uma ilha e, em julho de 1944, o presídio ainda não funcionava, pois foi inaugurado em 21 de outubro de 1944, conforme documento fixado naquele painel, além do fato de que Henri jamais ficou preso aqui.


Fui até o painel e comprovei o que o militar dissera, aproveitando o ensejo para reproduzi-lo:

Esse documento é mais uma prova das mentiras de Henri Charrière.

Essa comprovação prova em definitivo que Henri foi uma farsa, El Dorado foi usado como álibi.

René belbenoit chegou na Colônia Penal da Guiana Francesa em 1922 e fugiu em 1935, ou seja, passou 13 treze anos preso. Essas datas ele colocou nos seus manuscritos.

Já Henri Charrière chegou em 1933 e fugiu na companhia de René em 1935, ou seja, passou aproximadamente 02 (dois) anos naquela prisão. Mas, ao modificar os manuscritos de René Belbenoit, Henri atribuiu para si ter passado 13 anos mais em um presídio venezuelano.

A um dito popular que diz: - Mentiras tem pernas curtas, a um outro que diz: A verdade tarda mais não falta .

Platão Arantes
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