Fundado em 16 de abril de 1932

...Macaé, ano I, Nº 25 - 14 a 21 de julho de 2006
Novo mercado virtual. São mais de 800.000 produtos com os melhores preços da praça. Você compra e recebe em casa. Visite o site www.mercadoprodutos.com
Colunistas
Adriano Benayon
Almir da Silva Lima
Amanda Paiva
Ana Cristina Gama
Ana Lúcia Rabello
Andrei Bastos
Angela Maria
Antonio R. Nóbrega
Bruno Yuri
Cadidja Lima
Ceci Juruá
Ciro Campelo
Cris Passinato
Cristina Eringer
Cristina Vieira
Daniel Felipe Matos
David Hugo Peczenik
Denise Barreto
Denise Calixto
Fabiana Madruga
Fernando Cruz
Giulianna Medeiros
Helena Santos
Jeanne Dantas
João Martins
José Milbs
Juliana Nunes
Juliane Veríssimo
Langstain Almeida
Leilane Castro
Letízia Borges
Lidiane Sato
Lúcia Vaccari
Luciana Chagas
Lúcio Aguiar
Manoel Barbosa Filho
Marcel Silvano
Maria Cristina Lacerda
Mariana Gama Soares
Mariana Rotili
Mariane Marx
Marly Santiago
Milton Nunes Filho
Moctezuma Pinto
Monique Cruz
Pollyanna Gomes
Rafael Cabral
Reinaldo M. Brandão
Renata Celeste
Rodrigo Costa
Roque Weschenfelder
Rosana Campos
Rui Nogueira
Thadeu Rabelo
Thaís Velloso
Valéria C. Fernandes
Vanessa Gonçalves
Vera Lúcia Gama
Fotografia

Do lado de dentro

Mariana Rotili

Ela ia andando pela rua quando sentiu, vindo da direção contrária, uma rajada de vento que fez com que seus cabelos dificultassem a vista do passo seguinte. Era noite e aquilo fora um prenúncio do temporal que estava por vir. Caminhou até seu sobrado e, ao findar da escadaria, a luz acabou. Não havia ninguém para abrir a porta, ninguém à sua espera. Seguiu tateando até encontrar a fechadura e, uma vez dentro de casa, acendeu uma vela, serviu um bom vinho e pôs-se a escrever.

O clima tempestivo era o que faltava para que ela desse início ao seu descarregar de angústias e aflições. Estava só. Ao seu redor, apenas as sombras e o silêncio, iluminados pela chama da vela, também solitária. Mas para ela, esse retiro não era uma condenação. Servia como oportunidade de encontrar-se consigo mesma, descansar de todo o resto e se descobrir.

Em um mundo em que estar junto é sempre possível, a solidão é um descanso necessário e, acima de tudo, um direito humano.

Caixa de texto:

Criou-se um fantasma em torno dela, taxando-a como doença contemporânea. Essa crença ganha eco no mundo atual, em que há uma necessidade e grande valorização do relacionamento humano, tanto para afirmação individual quanto para a aceitação na sociedade. Entretanto, a solidão não é de todo mau. Há quem a use como tempo de inspiração, já que recolhimento ao próprio íntimo - livre da perturbadora presença dos incômodos - faz enxergar além. Portanto, a solidão não pode ser vista como vilã que castiga os a tem inscrita em sua personalidade, mas sim como uma janela que serve como alternativa para aqueles que querem ouvir a si próprios antes de tudo.

Texto e foto: Mariana Rotili

Dica para os que moram no litoral: uma caminhada ao som de Bossa Nova é inspiradora e pode render boas fotos.


Veja outros artigos de Mariana Rotili
Acontecências
Acontecências II
Água
Amazônia
Bandido Negro
Cartas do Rebate
Cinema
Classificados
Construção civil
Contos
Cotidiano
Crônicas
Culinária
Cultura
Curiosidades
Direito do Consumidor
Direito do Trabalho
Educação
Educação artística
Empregos & Currículos
Entretenimento
Escaladas
Escultura em sabonete
Esportes
Estudante/Ensino
Festival de Coros
Fotografia
História do Theatro
Índios
Justiça
Liga Operária
Livros
Luta armada
Materialização
Meio ambiente
Movimento hippie
Mulheres da História
Música
Nossas ilhas
Nossos poetas
Opus Dei
Palavra de Filósofo
Pensamentos
Petrobrás/Petróleo
Piadas Brasil/Portugal
Poemas
Poesia
Posta-Restante
Procuras emprego?
Prova de amor
Rafting / Canoar
Recadinhos do Rebate
Reforma Agrária
Religião
Saúde
Sexualidade feminina
Telefones úteis
Umbanda
Voz do povo

Configuração mínima: 800x600. Recomendamos o Mozilla Firefox. Clique aqui para baixar a versão 1.5
Criação e manutenção Artimanha