
Viagem na Máquina do Tempo
Caros leitores, a partir de hoje estou me juntando ao grupo de colunistas do nosso jornal O Rebate, o que me traz enorme honra. Em nossa coluna, estarei escrevendo sobre experiências vividas não só por mim, curiosidades, novidades, lançamentos inclusive de novos talentos do meio artístico.
Vamos começar por um assunto (em primeira mão) que achava-se que iria explodir inicialmente no Rio de Janeiro (capital), porém, para surpresa te todos a maior repercussão foi iniciada pelo nordeste, inicialmente com entrevistas e divulgação de áudios pela Rádio Aperipê de Aracajú, de uma comunidade criada no Orkut por uma fã de Caruaru (Pernambuco) e de um divulgador da cidade de Natal.
Observamos que alguns sites de notícias e de compras pela internet, têm
em seu conteúdo uma versão da origem da banda Os Famks com informações
incorretas que contribuem para disseminar uma falsa idéia a respeito
dessa que foi uma das maiores bandas de baile do Rio de Janeiro da
década de 70, e que hoje retoma sua estrada.
Real História
FORMAÇÃO ORIGINAL - 1970
 Quem já não ouviu falar dos FAMKS ? , criado em 1968 no Rio de Janeiro no bairro da Tijuca pelos irmãos F rancisco Roberto Cataldo “Kiko” ( que não é o atual guitarrista do Roupa Nova ) e A lceu Roberto, junto com os amigos F ernando ( que não é o Nando atual baixista do Roupa Nova ) e M arcelo, juntaram-se e daí surgiu o nome do grupo que é composto das iniciais de cada um dos componentes que integravam a banda naquele início, com a inclusão do “S” no final para coloca-lo no plural.
Até o final de 1969 , o grupo era mais um dos que se apresentavam em festinhas de jovens em clubes da Tijuca, até que resolveram levar a banda para um caminho realmente profissional, e para tal no início de 1970 convidaram músicos de grupos mais experientes e que pertenciam a bandas de mais destaque e até mesmo que foram participantes de programas de televisão e gravações com artistas do inesquecível movimento da Jovem Guarda . O primeiro a aceitar o desafio foi o tecladista Mauro que integrou a banda no início de 1970 e convidou o contrabaixista Luiz Carlos para substituir Túlio e o baterista Fernando (Fefê) para substituir Marcelo.
A partir daí foi deflagrado o rumo em busca do sucesso, começaram a ensaiar em fevereiro de 1970 e com novas idéias para uma produção que os diferenciasse das demais bandas da época, foi aí então que o inesquecível Carlos Imperial ao assistir a uma passada de som da banda para um programa de TV de uma grande emissora do RJ teve a idéia de apresentá-los ao que no passado chamávamos de Disc Jóckey, o Big Boy que todas as tardes brindava a juventude da época com seu programa chamado “Cavern Club” com os grandes sucessos dos Beatles, daí sugeriu a parceria de ambos e apresentações ao vivo com o consagrado Radialista. Começaram a fazer juntos apresentações nos clubes do RJ, e foram tão ousados que se apresentaram também diversas vezes, com os Hippies da praça Gal. Osório. Os cinco rapazes começaram a ser o maior sucesso em shows e bailes do Rio de Janeiro, lotando todos os clubes onde tocavam.
Em 1971 começaram as modificações no grupo, e em 1980 a entrada de Serginho , e por sugestão de Mariozinho Rocha ocorre o fim do nome Os FAMKS e o início do Roupa Nova .
Decorridos 25(Vinte e Cinco) anos um ex-integrante do grupo Os FAMKS retorna para reviver os bons momentos deixados pela banda. |