O CHEIRA-FLOR ENCANTADO
Por Luiz Diniz
A noite vinha chegando na floresta, como se fosse uma rosa, deixando cair, lentamente, suas pétalas orvalhadas no chão...
Mamãe Beija-flor arrumava com carinho o pequeno ovo azulado em seu ninho.
Papai beija-flor batia as asas sem parar, para criar um ventinho, pois Mamãe Beija-flor estava muito cansada, à espera do nascimento do seu primeiro filhinho.
Dª Coruja, de um galho seco de mangueira, tudo observava, e, como parteira eficiente, estava pronta para ajudar sua grande amiga Mamãe Beija-flor.
Toda a floresta esperava ansiosa por este nascimento, e até Dª Onça Pintada parou de rosnar, para não atrapalhar tão esperado parto.
Nisso, eis que Mamãe Beija-flor escuta um barulhinho vindo de dentro do ovinho: toc...toc...toc...
A floresta nem respira, para não fazer barulho, pois corria uma lenda, anunciada pela Dª Sabiá, vidente da bicharada, que, na Era de Aquarius, surgiria na floresta um Grande reformador.
E os Duendes e Fadas da floresta apontavam para Mamãe Beija-flor, em tom de reverência:
- Desse ovinho, nascerá Aquele que irá reformular todas as florestas do mundo! Ele é um enviado da LUZ!
E Mamãe Beija-flor, aflita, esperava que a profecia se cumprisse, pois ela sabia que seu filho seria uma bênção para o mundo.
Uma estrela surge por trás do grande buriti. Todos a acompanhavam em seu brilho. Nunca outra será capaz de atingir tamanha luminosidade. E até a gruta onde Dª Ursa hibernava tornou-se dia naquele momento.
De pontos diversos da floresta, três animais se deslocaram, para presentear o novo Messias que surgia:
O macaco, o leão e a zebra. Cada um levava um presente, como forma de dar as boas vindas.
A floresta se arrepiou, quando Dª Cotovia gorjeou a Ave-Maria e os rouxinóis trinaram, como coro, tendo ao fundo o som surdo dos sapos martelos.
Toc...toc...toc... Três bicadas na casca, e eis que surge um beija-flor diferente. Todo branquinho, com uma auréola amarelada em sua cabeça.
Oooooooooooohhhhhhh! Foi o som de espanto da floresta!
Mamãe e Papai Beija-flor, abraçados, contemplam o novo
filhote, enquanto a floresta ecoa:- Milagre! Milagre! Milagre! Um beija-flor branquinho!
Os três animais peregrinos se aproximaram e depositaram aos pés do ninho as oferendas que trouxeram.
E o nosso Beija-flor, ou melhor, o Anjinho, como passou a ser conhecido o nosso Beija-flor, cresceu depressa, e, ao invés de beijar as flores, como todo beija-flor, apenas as admirava, cheirando suavemente.
Mamãe Beija-flor tentou várias vezes ensiná-LO, mas o nosso Anjinho se aproximava, e, após inalar o perfume, caía em profunda meditação. Em Seu pensamento, uma prece ecoava por todas as florestas:
-" Pai de todos os seres, que este aroma inunde todos
os lares de todas as florestas!"
Mamãe Beija-flor dizia em reverência para o sisudo Papai Beija-flor:
- Ele não é um dos nossos. Ele é filho do Grande
Beija-flor!"
Cheirinho, como ficou conhecido depois que cresceu, pregava a paz entre todos os animais da floresta. Até que um dia um leão caiu na armadilha de um caçador, e torceu a pata, ao tentar se soltar. Os animais da floresta, em mutirão, conseguiram tirá-lo, e, como muito esforço, contando com a força do Sr. Elefante, levaram-no à presença do nosso Cheirinho.
Cheirinho voando suavemente com suas asas de sete cores, aproximou-se do leão e disse:
- "Se é da vontade do meu Pai, o Criador de todas os seres, levanta e anda!"
Para surpresa geral ,o leão urra, ao se levantar, mas não era um urro de dor. Ele caminha como se nada tivesse acontecido.
- Milagre! Milagre! - Exclama a floresta, num misto de amor e surpresa.
Cheirinho vira-se para a multidão, e profeticamente diz, sem hesitar:
- Meus Irmãos, nós podemos fazer esta e outras coisas, bastando acreditar NELE!
E volteia os olhinhos verdes para o céu, caindo em profunda meditação.
Cheirinho, o Anjo Colorido, certo dia chamou a Mãe Beija-flor e informou que estava na hora Dele sair pelo mundo, pregando a palavra do Pai. Do nosso Pai!
Mamãe Beija-flor, com os olhos cheios d'água, beija ternamente a testa do filho iluminado por uma auréola que volteia a sua cabeça. E lá se foi o nosso Anjinho, pelas estradas poeirentas, pregando em cada lugar as boas novas.
Por onde passava, Cheirinho era motivo de galhofa, pois era um beija-flor branquinho, falando de coisas que contrariavam a realidade do dia a dia da floresta.
Ele dizia sempre que todos são filhos de um único Pai: - homens, animais, vegetais e minerais.
Dª Pedra quase rolou de tanto rir, pois os homens chegam com suas marretas e destroem tudo.
- Como podemos ser irmãos, se o homem é o primeiro a destruir?
Cheirinho explicava com toda a paciência do mundo que todos estão em evolução, até os homens.
"É como se houvesse uma grande escada, e,
cada um ocupasse o degrau de sua compreensão."
E o nosso beija-flor, sagrado pelos seus pensamentos e atos, caminhava pregando a todos a Luz, a Vida e o Amor, como forma de se alcançar a Paz Profunda. PERFIL DO LUIZ DINIZ NOVO COLUNISTA 
Caro José,
Somos carioca, sob os céus de Madureira em 28 de agosto de 1943 viemos compartilhar com a experiência de viver neste mundo terreno.
Muito cedo, adentramos pelo mundo dos estudos esotéricos e muito criança nos filiamos ao Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento e aos 17 anos à Ordem Rosacruz, AMORC e já são passados muitos verões que nela permanecemos...
Como todo bom Professor, tornou-se um multimídia: empresário, compositor, poeta, escritor, sendo que o seu último lançamento "LUDOVIKO, O GÊNIO - TRATADO DE MAGIA SEM MAGIA procura alertar aos neófitos quanto às falsas práticas e aos falsos ensinamentos. SOMOS MAIS PERIGOSOS DO QUE O PERIGO! ".
Esperamos compartilhar as nossas vivências com todos os leitores e, juntos, vibrarmos por um mundo melhor.
Paz Profunda,
Luiz Diniz de Castro Gomes
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