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'...Macaé, ano I, Nº 40 - 27 de outubro a 3 de novembro de 2006
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Costa Gavras

Konstantinos Costa Gavras nasceu em Loutra - Iraias, Grécia,
em 1939. Mas sua carreira sempre esteve ligada ao cinema
francês e norte-americano, tanto que referências a seus
trabalhos usam "Constantin", uma versão adaptada de seu
primeiro nome. Começou seu trabalho em Paris, onde foi morar
em 1951, aos 18 anos, fazendo assistência de direção para
cineastas como René Clement, René Clair e Jacques Demy.

O primeiro longa-metragem que dirigiu foi "Crime no Carro
Dormitório" (Compartment Tuerurs), estrelado por Yves
Montand, em 1965. Diferente do estilo que adotaria mais
tarde, Constantin iniciou sua carreira de diretor com um
thriller de suspense, à maneira de Hollywood. O roteiro do
filme é sobre um Detetive que investiga a morte de uma
mulher em um vagão - dormitório de um trem, quando este
chega a Paris. Logo outros passageiros também vão aparecer
mortos.

O seu segundo filme, Un Homme de Trop (Um Homem a Mais -
Tropa de Choque, 1966), já é um drama ligado à Resistência.
A partir de sua segunda produção, o grego passou a mostrar
sua preferência por filmes que denunciam o abuso de
autoridades governamentais e outros temas polêmicos.

Em 1969, realiza um de seus filmes mais importantes.  Z,
este clássico do thriller político trata da reconstituição
minuciosa do assassinato do deputado esquerdista Grigoris
Lambrakis, vítima de uma conspiração elaborada pelo alto
escalão das Forças
Da Grécia, 1963.

A Corrupção que obstruiu as investigações e a falta de
punição aos responsáveis pelo crime deu origem ao livro "Z"
de Vassilis Vassilikos, proibido de imediato na Grécia e
adaptado para o cinema pelo magnífico Constantin Costa -
Gavras.

No Brasil, o filme foi barrado pela censura imposta pela
ditadura militar, à época chefiada por uma junta Militar
composta de três ministros, em substituição ao
general-presidente Costa e Silva.

"Z" concorreu simultaneamente aos Oscar de melhor filme e
melhor estrangeiro, sagrando-se campeão na segunda
categoria. O thriller também levou a estatueta pelo trabalho
de montagem e foi igualmente laureado no Festival de Cannes,
onde conquistou o prêmio de melhor ator (Yves Montand) e o
prêmio do júri.

Em 1970 realizou "A Confissão" (L'Aveu) que trata dos
regimes comunistas do Leste Europeu. O roteiro é baseado em
livro de Artur London e Lise London, e conta a história de
um importante integrante do governo capturado e acusado de
ter cometido crimes contra seu país, passando por sessões de
tortura que têm por objetivo obriga-lo a
Confessar. Só que ele não tem a menor idéia do que pode ter
feito de errado.

"Estado de Sítio" (État de Siège, 1973), um dos melhores
filmes políticos já realizados, o diretor grego Costa-Gavras
analisa a presença dos Estados Unidos na América Latina
(Uruguai) como agente catalisador de uma política anti -
esquerda.   O roteiro de "Estado de Sítio" é de Gavras e
Franco Solinas baseado em fato verídico ocorrido Uruguai,
este também foi roteirista do diretor italiano Gilo
Pontecorvo nos filmes" A Batalha de Argel" (1965) e
"Queimada" (1969).

Escrito por Jorge Semprún baseado no romance de Herve
Villeré sobre a prisão e tortura de quatro franceses durante
a Segunda Guerra Mundial. "Sessão Especial de Justiça"
(Section Spéciale, 1975), enfocou o período francês de
Vichy. Costa Gavras ganhou o prêmio de melhor Diretor do
Festival de Cannes 1975.

Missing (Desaparecido-Um grande mistério) (1982), seu
primeiro filme na América, mostra as conseqüências da
colaboração norte-americana na ditadura do general Augusto
Pinochet, no Chile. Baseado na história de um americano que
trava uma luta sem fim para descobrir o paradeiro de seu
filho desaparecido no Chile durante a ditadura de Pinochet,
o polêmico diretor Costa Gavras arrebatou o Oscar de roteiro
e a Palma de Ouro, no Festival de Cannes.

Costa - Gavras faz um diagnóstico da sociedade atual, no
filme "O Corte" (Le Couperet), França, 2005, baseado no
livro do romancista americano Donald Westlake, conta a
história de Bruno Davert (José Garcia), um executivo francês
especialista em papéis, vítima da onda de terceirização nas
empresas, perde o emprego. Dois anos depois, ainda
desempregado, Bruno arquiteta um plano para matar os
potenciais concorrentes à vaga de um novo trabalho.

Jairo Justino Galvão Junior


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