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'...Macaé, ano I, Nº 39 - 20 a 27 de outubro de 2006
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ELIA KAZAN

Um dos mais importantes diretores do cinema americano do
século xx, Elias Kazanglou, filho de pais gregos que
imigraram para Nova York em 1913, nasceu em Constantinopla,
atual Istambul (Turquia), no dia 7 de setembro de 1909.

Kazan iniciou sua carreira nos palcos de Nova York,
dirigindo peças da Broadway. O sucesso de Montagens como
Gato em Teto de Zinco Quente e Uma Rua Chamada Pecado o
fizeram partir logo para o cinema.

Elia kazan estreou como diretor de cinema em 1937 com The
People of the Cumberland um documentário sobre os mineiros
do Tenesse. No início dos anos 40, foi para a 20th Century
Fox a convite Darryl F. Zanuck e, em 1945 dirigiu seu
primeiro longa-metragem, A Tree Grows in Brooklyn. Desde
então, Kazan mostrou sua habilidade na direção de atores,
fazendo de James Dunn e a pequena Ann Garner vencedores do
Oscar por esse filme.

Em 1947 dirigiu o filme A Luz Para Todos, retratando o anti
- semitismo, que lhe valeu o Oscar de melhor filme e
direção. Neste mesmo ano, fundaria a Actors Studio, um campo
de treino para jovens, introduzindo uma técnica de
representar conhecida como "O Método".

O cineasta voltou a provocar polêmica em 1949 com Pinky,
onde colocou Jeane Crain no papel de uma mulher negra que se
passar por branca. Em 1950, ganhou o Prêmio Internacional no
Festival de Veneza por "Pânico nas Ruas", o filme mostra a
investigação policial de um estrangeiro que entrou
ilegalmente no país e foi assassinado. Ele estava com peste.

Assim o motivo da perseguição é capturar aqueles que tiveram
contato com ele para impedir que o país seja atingido por
uma epidemia trazida de fora. No ano seguinte, realizou seu
segundo maior sucesso: a versão cinematográfica de Uma Rua
Chamada Pecado.

Dirigido por Kazan em 1951, Uma Rua Chamada Pecado,
adaptação da peça do dramaturgo Tennesse Williams, retrata a
história de um casal, Stanley  Kowalski  e sua mulher
Stella, a chegada de sua irmã, a perturbada  Blanche
Dubois, que se apaixona pelo cunhado, causando forte tensão
sexual entre o trio.

Traição, violência doméstica, sensualidade à flor da pele,
interpretações magníficas fazem deste filme um dos maiores
clássicos do cinema. Atuação brilhante de Vivian Leigh, que
ganhou seu segundo Oscar de Melhor atriz (o primeiro foi por
E o vento levou-1939).

O filme Viva Zapata! , de 1952, conta a história do líder
revolucionário Emiliano Zapata, com Marlon Brandon e Antony
Quinn no elenco, o filme recebeu quatro indicações ao Oscar,
mas apenas Quinn foi premiado como melhor ator coadjuvante.

Sindicado de Ladrões, de 1954, foi inspirado em "Crime on
the Waterfront", uma série de artigos publicados no jornal
"New York Sun", que o Prêmio Pulitzer de reportagem a
Malcolm Jonhnson em 1949. O filme ganhou 8 Oscars, nas
seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor
Ator (Marlon Brando), Melhor Atriz Coadjuvante (Eva Marie
Saint), Melhor Direção de Arte - Preto e Branco Melhor
Fotografia - Preto e Branco Melhor Edição e Melhor Roteiro.

Ainda nos anos 50, Kazan recebeu outra indicação à estatueta
de Melhor diretor por Vidas Amargas (1955), estrelado por
James Dean (que, assim como Brando anos antes, conquistou
público e crítica com sua atuação). Baseado no romance John
Steinbeck, Vidas Amargas é o primeiro dos três grandes
filmes que criaram o legado de James Dean no cinema.

A decisão da Academia de Hollywood de premiar Elia Kazan com
o Oscar por sua trajetória , em 1999, provocou protestos
pelo fato de o diretor ter denunciado vários colegas à
comissão de "atividades antiamericanas" da Câmara dos
Deputados, durante a era McCarthy, nos anos 50.

Elias Kazan faleceu aos 94 anos, no dia 28 de setembro de
2003, em Nova York.

Jairo Justino Galvão Junior
O grande portal dos mineiros
http://www.uai.com.br

 


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