A pátria sem chuteiras,
sem alma, sem sangue.
Fernando Cruz
Li em alguma manchete de revistas brasileiras que o Brasil é o país em chuteiras. Neste sábado, na Alemanha, o Brasil representado por uma cambada de enganadores nos fez chorar mais uma vez.
Não pela derrota em si, pois ao entrar em uma disputa e isso vale para qualquer situação de nossas vidas, sabemos que poderemos vencer ou perder. É isso que torna a vida interessante, bela e cativante. Apenas não precisávamos mais uma vez ser apresentados à incompetência de nossos representantes, isso tem se tornado uma rotina frustrante e recorrente.
Nosso presidente nunca administrou uma carrocinha de pipoca e quer tentar administrar o Brasil viajando pelo mundo todo e agora em ano eleitoral por todo o Brasil. O Congresso e oi Judiciário, nunca foram tão alienados da realidade brasileira, será que eles não poderiam, definitivamente, se reunir e criar uma cooperação mútua para promover de forma constante e consistente a punibilidade no Brasil. Não é criar a pena de morte ou a prisão perpétua, mas fazer saber aos transgressores da Lei, que serão punidos, independentemente de seu cargo no governo, no legislativo, no judiciário ou em qualquer classe social da AAA a ZZZZ.
Mas depois de tantas frustrações políticas, sociais, judiciais, legislativas e administrativas, restava ao povo sofrido apenas uma esperança: a nossa seleção de futebol que poderia ser hexa. Tínhamos os melhores jogadores, os maiores malabaristas, dinheiro em profusão, comissão técnica e apadrinhados aos montes, somente não sabíamos de uma coisa, o time tinha a cara e o comportamento do técnico - ele é funcionário da CBF - somente tem compromisso com o ponto e com o seu salário. E a cara dele como é? Apática, sentado estava, sentado ficou. Juntou os melhores ao redor de uma teoria maluca de que mesmo com o mais gordo dos atacantes, o mais malabarista dos armadores, o melhor ponta direita canhoto, o mais velho lateral direito do mundo (4 copas ou serão 5), com o menor e cansado lateral esquerdo existente na Europa, com vários jogadores em posição diferente nas quais são especialistas, ainda assim, pela sua teimosia e provável incompetência dos times que enfrentaríamos, seríamos campeões. Não preciso dizer o que aconteceu.
A incompetência total foi dele por não haver exigido que todos, sem exceção, estivessem no seu mais completo estado atlético, isto é, 100% em todos os requisitos necessários a um jogador que vai representar 180 milhões de Geraldinos, 180 milhões de desafortunados brasileiros cansados de serem enganados por tudo e por todos. No instante em que ele apresentou a seleção para jogar com o Japão, acendeu-se uma luz na esperança de novo, ele havia acordado para o que ele havia feito contra a Croácia e a Austrália, dois timecos de várzea que haviam dado um calor no Brasil penta e em busca do hexa. Acordou pensei eu, mas veio Gana e a teimosia burrocrática reascendeu e contra a França então viveu seu maior momento de presidente da república; demonstrou para todo o país que é um burrocrata, que não entende do riscado, que apenas está ali para marcar ponto, viajar no mundo e ganhar um trocado bastante bom pela formação que carrega e é claro, fazer seus arranjos na vitrina da seleção.
Parreira não foi campeão do mundo em 1994, o italiano é que foi incompetente ao perder o pênalti. Ele sempre foi burrocrático, pois nunca deve ter jogado bola, era o dono da bola e jogava no seu time quem ele quisesse, foi assim em 94 e voltou a ser assim em 2006 o mesmo burrocrata, a mesma falta de pulso, como um gordo com mais de 10% de seu peso vai ser atacante de sucesso? Como um velho vai defender o flanco direito, atacar quando puder e voltar rápido? Para que lado um ponta direito canhoto vai driblar? E os malabaristas das pedaladas já descobriram que os zagueiros do mundo inteiro já sabem como se safar disso? E as tabelinhas e troca de passes entre nossos atacantes quando retornarão? A arte e o ritmo, nossa tradição, quando retornarão?
Não tenho respostas para tantas perguntas, pois não sou burocrata nem técnico, mas o Bernardinho do vôlei deve ter, pois em tudo que se mete ele ganha e talvez até o Felipão tenha, pois ajudou Portugal a ter raça e vontade de ser campeão.
O Brasil entrou contra a França derrotado pelo Parreira, ao escalar aquele timezinho de bosta, totalmente teimoso e totalmente sem garra, sem sangue, sem arte, sem cadência, sem vida, o time contra a França era a cara do técnico, BURROCRATA e SE VIDA, SEM SANGUE e SEM ALMA, não era o Brasil, era o PARREIRA contra a França. Por isso perdemos, se fossemos nós, o Brasil real e em chuteiras, teríamos ganhado.
Pensem nisso, façam amanhã uma seleção dos melhores garotos no Brasil inteiro, escolham 88 moleques de 17 a 20 anos, treinem esses caras à exaustão em Teresópolis, façam com que estudem nesse período lá mesmo, ensinem o hino nacional e o que é patriotismo, após um ano, escolham apenas 44 e continuem todo o processo por mais uma ano, peneirem e definam 22 ou 24 escolhidos e atletas do brasil, com salários mensais e com obrigações e deveres. Façam que treinem com as melhores equipes do mundo, não serão negociados por times, olheiros ou empresários, serão patrimônio do futebol brasileiro. Treinarão e jogarão juntos de 3 a 4 anos, disputarão as eliminatórias e a Copa das Confederações, a Copa América e e o que aparecer, esses 24 jovens serão sempre o Brasil de e em chuteiras. Após o mundial, se formos campeões e a probabilidade de ser será imensa, a CBF venderá todos os cobras e repassará parte aos clubes que os descobriram e ... Começaremos tudo de novo, a cada 4 anos uma turma nova, cheia de patriotismo, com vontade de aparecer, com sede de bola, com sede de ser vendido a um grande clube, de poder participar em novos campeonatos e quem sabe, ficarem ricos, mas primeiro, tudo pelo Brasil, sem burrocracia e sapato alto. Se 4 anos for pouco, fazemos a cada 8 anos e poderemos ser campeões um ano sim outro também.
Quanto ao Parreira, acho melhor ele voltar a treinar a equipe de Gana, ou então ir treinar um time em Cabo Verde.
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