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...Macaé, ano I, Nº 30 - 18 a 25 de agosto de 2006
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Como não mudar nada na política em 2 mil anos

Gabriel Manzano Filho
O Estado de S. Paulo
4/6/2006

Um manual de campanha eleitoral de 21 séculos atrás, feito para Cícero eleger-se cônsul, mostra que os marqueteiros de hoje não inventaram nada

Um pequeno panfleto de 2 mil anos atrás, escrito por um administrador de província romana, traz para os eleitores brasileiros uma boa e uma má notícia.A boa é que a política brasileira, com seus mensalões, acordões e absolvições, não é de modo algum pior que as outras. A má é que, visto que nada mudou nos últimos 21 séculos, não há razão para se achar que vai melhorar daqui para a frente.

O texto em questão é o Comentariolum Peticionis - em bom português, Breve Manual de Campanha Eleitoral. Escreveu-o, em 64 a. C., Quinto Túlio Cícero, para seu irmão famoso, o orador Marco Túlio Cícero, que naquele ano decidiu candidatar-se a cônsul, uma espécie de magistrado supremo do Senado romano. Não sendo da nobreza, Cícero queria convencê-la a votar nele, mas ao mesmo tempo precisava manter seu prestígio com o povo.

O manual é um espantoso retrato de como as coisas nada mudaram, ao longo de 2 mil anos. "Põe em tua cabeça que tens de fingir o que não tens de natureza", aconselhava Quinto ao irmão, "de modo que pareças atuar de modo natural." "Isso é imprescindível a um candidato, cujo semblante, rosto e palavras deverão mudar e adaptar-se ao sentimento e à vontade de quem seja com quem se encontre."

Quinto dividiu seus conselhos em 58 pontos, nos quais adverte o irmão sobre como e o que falar com as pessoas, a quais grupos agradar, o que não dizer, como explorar os defeitos dos rivais. "É mais importante ser um bom candidato do que uma boa pessoa", ensina ele. Sua primeira sugestão: Cícero devia ir todos os dias, já de manhã, para o Fórum, no centro de Roma, para a "prensatio" - o aperto de mão. Exatamente como hoje, eram intermináveis sessões de sorrisos e afagos, dirigidos não só aos conhecidos, mas a qualquer um que aparecesse. Uma boa assessoria deveria providenciar visitas importantes à sua casa e platéias para os discursos, além de um "nomenclator", o providencial assessor que lhe assopra no ouvido os nomes das figuras importantes que estão por perto. Para destacar-se na multidão, deveria usar sempre uma túnica bem branca, a chamada "toga candida". De tanto usar essas vestes os caçadores de voto romanos foram chamados de candidatos.

COMPRA DE VOTOS

Não há indícios, nos conselhos de Quinto, de que seu irmão tivesse um Delúbio ou Valério - mas era comum, já naquela Roma de Júlio César e Pompeu, recorrer a tais figuras. Elas tinham até um nome: eram os divisores, os tesoureiros de campanha, assim chamados porque dividiam o dinheiro em troca dos votos. Quando se faziam tais acordos, o suborno era deixado, até a eleição, com um intermediário, o "sequestre ".

Quinto pede, no texto, que Cícero evite as discussões e definições políticas, "de modo que o Senado creia que serás um defensor de sua autoridade; e a multidão, que não te oporás aos seus interesses". Compromissos partidários sérios, nem pensar: era preciso dar tratamentos diferentes aos dois principais grupos políticos da época, os "optimates" (da nobreza) e os "populares" (das classes média e baixa). Como os nobres não engoliam o sistema republicano então vigente, Quinto aconselha: "Deves convencê-los de que nós sempre tivemos os mesmos sentimentos (deles), em relação à república e que em absoluto temos sido populares; e que, se alguma vez nos viram falar como populares, o fizemos com a intenção apenas de atrair (o poderoso general ) Pompeu ."

Por fim, era indispensável bater duro nos concorrentes. "Dos rivais, Antônio e Catilina, (...) deves lembrar que são assassinos desde a infância e depravados os dois." Um deles "comprou no mercado de escravos uma amiguinha para tê-la em casa, abertamente".

Com muita ou pouca ajuda do manual, Cícero foi eleito, dividindo o consulado com o rival Gaio Antônio. Seu ano como cônsul, em 63 a.C., entrou para a história. Foi nesse cargo que, em discursos memoráveis, denunciou uma grave conspiração comandada por outro rival: Catilina. Seu furor foi tal que, já na manhã seguinte ao primeiro discurso - ele fez quatro -, Catilina fugiu de Roma e, comandando uma rebelião, morreu meses depois.

fonte : http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=272454


Israel: 50 anos de guerra

Fábio Luís

Há 50 anos, acontecia no Oriente Médio a tomada pelas tropas israelenses do Canal de Suez. O ataque foi uma reação à nacionalização do canal decretada pelo governo Nasser no Egito, e foi apoiada pela França e a Inglaterra. A atitude de Nasser foi uma resposta à recusa de última hora dos Estados Unidos de um financiamento para a usina hidrelétrica de Aswan, então a maior do mundo.

No entanto a União Soviética e os Estados Unidos, cuja ascendência assentava-se na região, condenaram a manobra. As tropas foram obrigadas a recuar. Derrotado militarmente, o Egito e o mundo árabe como um todo saíram politicamente vitoriosos naquela que é por lá conhecida como a "primeira guerra do petróleo".

As guerras seguintes foram em 1967 e em 1973. O resultado foi a ocupação por Israel de territórios decretados pela ONU como palestinos, além das Colinas de Golã no sul da Síria. Este estado de coisas permanece, o que coloca o estado de Israel como um infrator permanente das disposições deste órgão. A ascendência mundial norte-americana já estava afirmada.

Mais grave que a ocupação efímera do Kuwait, motivo da quarta guerra, pratica-se nos territórios ocupados uma política de estado de colonização judaica e extermínio da cultura e da população palestina - tecnicamente, um genocídio.

A quinta guerra se deu nos marcos do atentado de 11 de setembro, quando a administração Bush invadiu o Iraque sob pretextos sabidamente vazios. O incidente resultou em precedentes que não foram ignorados pelos governos unidos na oposição ao "eixo do mal".

Enquanto nos Estados Unidos os direitos civis eram regularmente violados a partir do "Patriot Act", na Inglaterra foi assassinado um brasileiro sem qualquer condenação da polícia. Enquanto o Afeganistão era destruído pelos ianques que anteriormente lhes armaram, Grozny, na Tchetchênia, foi varrida do mapa por Putin.

Israel não faz mais do que ler os sinais. Se os Estados Unidos invadem países e bombardeiam civis alegando caçar terroristas e armas, sem se incomodar com um apoio da ONU, é porque está liberado - para quem joga a bomba do lado certo.

A agressão presente de Israel é reveladora das mudanças ocorridas no equilíbrio de forças na região em meio século.

França e Inglaterra perderam a posição hegemônica para os Estados Unidos. Israel ancorou sua política internacional em um alinhamento carnal com esses interesses. A conseqüência foi uma modernização do padrão de vida na Israel judaica nos marcos ocidentais, subsidiada fortemente pela comunidade sionista, sobretudo norte-americana, que partilha muitas vezes dos interesses agressivos do capitalismo internacional na região. Ao assumir este caminho, Israel fechou-se a qualquer solução negociada dos impasses que sua criação gerou na região.

Os países árabes por outro lado, mostraram-se incapazes de modernizar suas estruturas sociais e políticas, onde o desnível da força militar é apenas um dos aspectos. A impossibilidade de equacionar os problemas sociais internos, somada à dificuldade da unidade regional e à manipulação de sentimentos nacionais e religiosos resultam em um impasse desesperador.

O povo palestino não é apenas vítima de Israel e dos Estados Unidos, mas a cumplicidade da Jordânia e da Arábia Saudita, para dar um exemplo, é igualmente crítica.

Neste cenário, a agressão israelense se revela covarde e criminosa, mas não surpreendente. Une interesses com os Estados Unidos na tentativa de isolar e derrubar o governo sírio, trincheira de uma resistência que ganha as cores desesperadas do fanatismo.

O Líbano e sua população nisto tudo são apenas peões de um jogo maior. A devastação de suas cidades, a desorganização da vida, os traumas dos bombardeios, o extermínio de populações inocentes "faz parte do jogo".

É claro que o Hizbollah, que diferentemente da Al Qaeda é tem apoio de massas, vai crescer em simpatia, em uma situação onde encarna a resistência dos impotentes.

A conclusão é que o estado de Israel, como o capitalismo, não quer paz. Os estados árabes são obrigados a resignar-se, buscando privilégios pela subserviência, ora manipulando sentimentos com interesse político.

A saída do impasse da região passa por uma visão unificada dos interesses da população local, que supere diferenças religiosas ou nacionais. A chave é a afronta ao capital internacional que se apóia indistintamente no lado forte e no lado fraco, desde que os negócios sejam preservados. Governos de ambos os lados precisam ser enfrentados, além da casa matriz.

Fábio Luís é jornalista.


AI JESUS!!!

 Numa madrugada qualquer, um ladrão entra pelo quintal de uma casa e começa, em silêncio a arrombar a porta dos fundos.... 
Logo no início, escuta uma voz sussurrando:
 - Jesus tá te olhando! O ladrão se assusta, olha para os lados (na penumbra), mas não vê nada..... Segue tentando arrombar a porta e escuta novamente a voz: 
- Jesus tá te olhando!
 Meio incrédulo, mas com a certeza de ter escutado a frase, olha novamente ao seu redor e nada... Quando reinicia sua "tarefa", ouve novamente a voz:
 - Jesus tá te olhando!!! 
Desta vez, ele percebe de onde vem a voz e acende a lanterna, iluminando um canto da área de serviço... Nisso, ele vê um papagaio na gaiola e já aliviado, pergunta:
 - Ah... é você o Jesus? E o papagaio responde: 
- Não. Eu sou o Judas.
 - Judas??? E quem é o louco que bota o nome de Judas em um papagaio?
 - O mesmo que botou o nome de Jesus no Pitbull.


Amigos:

Recebi este -email de um amigo no Canadá, caso tenham algum conhecido querendo trabalhar fora do Brasil podem encaminhar este e-mail.

Aguiar

04AGO06

Emprego para dezenas de Engenheiros Civis na area de construçao de rodovias (contrato com uma companhia na Africa do Sul mas para trabalho em Angola). Salário em USD. Me foi enviado por um amigo em Toronto que é casado com uma South African. O cunhado dele está recrutando no Brasil a partir da Africa do Sul. Se tiver algum interessado no grupo ou se conhecerem alguém no Brasil interessado é só  enviar o RESUME. Fluencia em Portugues e Ingles é essencial.

Luiz Carlos

From: Rafael Colon
Sent: Thursday, August 03, 2006 11:45 AM
Subject: FW: Massive order - Rafael

Luiz,

Este anuncio ira sair na Folha de Sao Paulo e no caderno de empregos do Estado de Sao Paulo neste e no outro fim de semana.

Se tiver alguem que conheca podera enviar.

Grato

Rafael

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Civil Engineering consulting vacancies

  • Resident Engineer - Civil Engineering degree coupled with professional registration. 20 years exp of which at least 5 yrs is on site as an RE, ability to do design changes on site is essential. Must have worked for consulting engineers. Knowledge of FIDIC advantageous. Strong in documentation
  • Assistant resident Engineer - Civil Engineering degree OR Diploma with min 15 yrs exp roads exp with at least 5 as roads supervisor overseeing contractors on behalf of the client. Soils knowledge essential.
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  • Technician - Civil engineering diploma with 4-7 yrs roads supervision exp
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