
Denise Barreto
Estudante de Pedagogia
denisebuerj@yahoo.com.br
O auxílio da antropologia para a compreensão cultural
A antropologia cultural é uma ciência que estuda as diferenças entre os homens. Logo, a cultura é o principal objeto de pesquisa desta ciência, visto que esta nos difere dos animais. Os conceitos antropológicos surgiram a partir das descrições de novos povos feitos pelos povos brancos, pois diversos produtos culturais foram descobertos após o contato europeu com negros e indígenas.
A antropologia estuda a cultura e os processos históricos que resultam nela. Ela é algo que passa de geração para geração, porém pode sofrer determinadas modificações. Com o objetivo de melhor compreender as diferenças entre os homens, surgiram as tendências evolucionista, funcionalista e estruturalista.
O evolucionismo se baseou na comparação entre o povo europeu e os demais povos. Esta tendência é extremamente etnocentrista e eurocentrista. Ela parte de um padrão cultural que é o europeu para estudar os demais, considerados inferiores. Os evolucionistas acreditam que existem três estágios de desenvolvimento cultural: selvageria, barbarismo e civilização. O último citado seria o estágio alcançado pelos europeus. Pode-se observar que o evolucionismo foi uma tendência extremamente preconceituosa em relação aos povos não-brancos.
Para os funcionalistas, tudo teria uma função na prática social para a manutenção de um todo cultural. Eles postulavam o relativismo cultural (nada acontece por acaso, tudo tem um porquê). O funcionalismo defendia que até mesmo os grandes erros da humanidade contribuiriam na construção cultural.
O estruturalismo assim como o funcionalismo se contrapõe ao evolucionismo. Ele é uma continuação do funcionalismo. O estruturalismo é construído a partir de uma análise da realidade e valoriza e dá sentido às experiências de um povo.
A cultura é um processo histórico e um produto acumulativo e o papel da antropologia foi e é compreender as diferenças culturais. As tendências foram, principalmente, um ponto de partida para este estudo.
Veja outros artigos de Denise Barreto |