A imaginação e a sua contribuição na formação de sujeitos ativos
A fantasia pode ser considerada uma idealização da realidade, visto que esta tem caráter diferenciado do real. A imaginação é uma maneira pessoal de criticar o mundo, apresentando algo que poderia ter sido um fato. Logo, o real e o imaginário são relacionados, pois a fantasia é criada pela criança após a realização de uma análise da sociedade.
A liberdade lúdica, ou seja, a possibilidade de imaginar e fantasiar, permite à criança criar uma visão idealizada e personalizada do mundo. Esta é capaz de analisar a realidade e se desprender dos conceitos fixos, formando então, uma história autêntica.
A criança é capaz de fixar diferenças entre o real e o imaginário, sendo a relação entre eles um fator marcante para o desenvolvimento infantil. Serão, justamente, as contradições entre as normas da realidade e a liberdade lúdica que irão definir o indivíduo em seu meio. A fantasia se contrapõe aos padrões; é o que dá possibilidade ao indivíduo de ser definido em seu contexto social de maneira singular.
O indivíduo tende a seguir conceitos impostos pela sociedade. Neste contexto a criança surge como ser inovador, pois esta não se encontra tão vinculada às regras quanto o adulto. A fantasia não possui normas, portanto, é uma característica expressiva no universo infantil.
O lúdico pode possuir uma importância significativa para o desenvolvimento infantil. A fantasia se apresenta como uma crítica sempre inovadora à realidade, portanto, poder ser marcante para a formação de indivíduos com voz ativa; capazes de se desvencilharem parcialmente dos padrões sociais e terem uma postura singular em seu meio.
Segundo essa concepção, uma proposta educacional ligada à liberdade lúdica contribui para o desenvolvimento de agentes inovadores em relação à sociedade, apesar de serem produtos da mesma.
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