Fundado em 16 de abril de 1932

...Macaé, ano I, Nº 32 - 31 de agosto a 8 de setembro de 2006
Não perca o Caderno R. Cultura, Educação e Entretenimento. Exclusivo para O Rebate on Line
Colunistas
Adriano Benayon
Alberto Acosta
Almir da Silva Lima
Ana Cristina Gama
Andrei Bastos
Angela Maria
Antonio R. Nóbrega
Carolina Oliveira
Ceci Juruá
Ciro Campelo
Cristina Vieira
Daniel Felipe Matos
Daniele Fernandes
Denise Barreto
Denise Calixto
Edson Monteiro
Francisco C. Arduim
Fabiana Madruga
Giulianna Medeiros
Guto Glória Sardinha
Isabella Maciel
José Carlos Bocardi
José Milbs
Langstain Almeida
Leandro Domingues
Letízia Borges
Lúcio Aguiar
Manoel Barbosa Filho
Marcel Silvano
Mariana Gama Soares
Marly Santiago
Milton Nunes Filho
Moctezuma Pinto
Monique Cruz
Patrick Francisco
Phydias Barbosa
Rui Nogueira
Vanessa Gonçalves
Vera Lúcia Gama

Educação burguesa

Denise Barreto

Na sociedade, a educação tem o papel de conduzir o indivíduo. Entretanto, esta condução nunca se dá de forma similar entre os sujeitos, sendo diferenciada por vários fatores como a qualidade de ensino e o objetivo da aprendizagem.

Educar acaba sendo o principal método de adequação do indivíduo ao seu meio, seja este burguês ou operário. A escola se tornara um ambiente em que a segregação de classes é afirmada significativamente. É o lugar onde inculcam nos sujeitos os valores pertencentes à sua classe social, proporcionando a manutenção da ordem do sistema. O modelo educacional é uma criação da classe dominante, portanto, tende a atender os interesses da mesma.

Segundo isso, a educação apenas reproduz a ideologia da classe dominante. Entretanto, esta pode proporcionar aos indivíduos uma conscientização se for realizada de maneira ligeiramente paralela ao modelo educacional proposto por esta classe.

Definir o papel da escola na sociedade é uma questão extremamente complexa. O modelo educacional é um instrumento de afirmação das desigualdades sociais. Porém, a prática pedagógica pode proporcionar transformações, à medida que esta possa formar sujeitos conscientizados.

Apesar da educação ser voltada ao ideal burguês, afirmar que todos os sujeitos são receptores passivos, seria algo extremamente determinista. Todos os indivíduos são capazes de realizar manifestações singulares, enfim, de resistir às tendência sociais. Entretanto, esta idéia não deve ser limitada a um mecanismo meritocrático. A exaltação do mérito é um elemento que, supostamente, justifica a manutenção da ordem e, por conseguinte, torna as desigualdades legítimas.

A igualdade de direitos pregada no sistema capitalista é facilmente posta em xeque, considerando essa educação que privilegia a burguesia e condena a classe dominada ao fracasso. Uma sociedade realmente igualitária só seria atingida através de um ensino descentralizado que realmente oferecesse chances de ascensão iguais para todos e que não se limitasse a perpetuar a estrutura.



Veja outros artigos de Denise Barreto

Configuração mínima: 800x600. Recomendamos o Mozilla Firefox. Clique aqui para baixar a versão 1.5
Criação e manutenção Artimanha