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...Macaé, ano I, Nº 31 - 25 a 31 de agosto de 2006
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Comprar é poder

Denise Barreto

Em nossa sociedade, há uma supervalorização dos bens de consumo. Esta valorização excessiva está evidenciada em todos veículos de comunicação da mídia, logo a propaganda tem o poder de ditar o que os indivíduos devem ter. Esta utiliza seu poder de persuasão para convencer uma pessoa de que o poder de compra pode tornar alguém um ser destacado em seu meio.

É muito comum, um indivíduo comprar objetos que não precisa, simplesmente porque quer estar encaixado nas tendências da moda, sendo assim, este pode inutilizar objetos considerados velhos para não correr o risco de ficar "fora de moda".

Comprar virou um ato compulsivo. Não é algo que tem sentido, é comprovação de poder. Ter coisas supérfluas, tornou-se uma necessidade. Uma roupa que inicialmente deveria proteger do frio, adquiriu a função de segregar as pessoas conforme o seu pode aquisitivo.

Essa supervalorização do capital molda a mídia de maneira que esta possa atingir a todas as idades, sexos e diversos outros grupos. As propagandas são precisas em atingir seu público alvo. Mesmo que um indivíduo não seja seduzido pelo apelo comercial, é impossível que este seja indiferente, visto que esta dita as regras de aceitação em determinados contextos.

Portanto, o dinheiro pode determinar o quanto alguém será aceito em seu meio. A mídia persuade e dita as regras e a sociedade segue o que é imposto sobre ela.


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