Repensando a política
Denise Barreto
É difícil definir a função da política na sociedade. Muitos anos de democracia se passaram e ainda não é possível descrever resumidamente a vida política, visto que esta envolve um emaranhado de interesses diversos. Segundo os gregos que foram os idealizadores da vida política, esta deveria visar o bem comum, buscando interesses democráticos. Durante o período eleitoral, é comum assistirmos discursos que rebuscam princípios da ética grega, divergindo muitas vezes da realidade.
Todos os escândalos ocorridos no cenário político nacional tornam a vida política muito diferente do que pregava o ideal grego. Muitos políticos brasileiros seguem uma ética maquiavélica, onde o único interesse é manter um indivíduo no poder a qualquer custo, mesmo que este contrarie o bem comum. Portanto, quase todo fato tem se tornado "permitido" desde que este seja feito para manter o poder em determinadas mãos.
Se a vida política, atualmente, tem a função de manter uma hegemonia, no que se transformou a democracia? Será que esta já tem um significado diferente além de ser uma forma de governo em que o poder esta na mão do povo? Este mesmo povo, realmente, tem o governo sob controle?
A política tem tratado a população como uma mera expectadora que tem voz apenas durante o período eleitoral e vários são os recursos utilizados para manipulá-la. É possível concluir que o povo é considerado um objeto manipulável e útil para manter o ciclo em que se transformou a vida política.
Antes de votar é necessário realizar uma reflexão para que a democracia exista realmente. O voto tem a função única de dar voz a um representante que atenda aos interesses comuns.
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