Língua: uma questão de discussão
Denise Barreto da Silva
denisebuerj@yahoo.com.br
O idioma falado no Brasil possui diversas variações, pois este é parte de uma cultura rica e diferenciada em vários aspectos. Existe uma língua padrão, porém a linguagem se diferencia de acordo com a região ou com o meio que o indivíduo está inserido. Logo, a língua se tornara um método para classificar as pessoas segundo a sua ordem social.
Portanto, a língua não é somente um instrumento de comunicação, ela adquirira a função de segregar os falantes. Neste contexto, a escola impõe uma linguagem considerada padrão, utilizada pela elite. Toda forma de dialeto que difere da "correta" é dita como inferior.
Dessa maneira, o ensino da língua na escola tende a desvalorizar a língua da classe dominada e prestigiar a língua da classe dominante. Esta é considerada capaz de reproduzir a norma culta da língua e aquela é dita como incapaz.
No ambiente escolar, o aluno acaba internalizando a idéia de que a língua popular é inferior, sendo assim, o ensino se dá de forma preconceituosa, desrespeitando a diversidade que torna tão rica a cultura brasileira.
A classe dominada utiliza variações lingüísticas, entretanto, pode se tornar usuária da gramática tradicional. A escola deve se tornar um ambiente de respeito às diferenças e a igualdade deve deixar de ser utópica.
Passado
O que lembramos é ilusório, nunca reproduzirá algo real. A memória é um instrumento inútil, incapaz de transmitir verdadeiramente um momento.
O passado é um ex-presente e o presente é, não foi e nem será. Viver um exato momento envolve sensações corpóreas e emocionais que jamais serão sentidas da mesma maneira.
Um fato que já existiu, nos permite criar qualquer tipo de fantasia. O passado sempre será para nós extremamente positivo ou negativo. Sempre será possível fantasiar sobre um tempo que não existe, diferente da realidade.
O passado marca a criação de várias sensações que nunca existiram. O tempo cronológico cria visões abstratas do que não existe mais, só existe visão concreta do presente. Portanto, uma sensação só é no presente, se passou, deixou de ser.
A história exemplifica a abstração do passado. Um acontecimento de um tempo anterior nunca é fielmente descrito porque quando ele deixa de ser presente, ele se torna abstrato e o que não é concreto, é indescritível. Na verdade, o passado nunca existiu, sempre será um presente perdido.
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