
Quando o Brasil anda para trás...
mas a população ainda reage!
Daniele Fernandes
Em junho deste ano (2006), Suely Caldas publicou em sua coluna no "Estadão", sugestivo e premonitório artigo com o título Lula quer acabar com as agências reguladoras. Nele, a colunista advertia para o risco de o governo Lula usar parecer da Advocacia Geral da União para "simular uma falsa 'jurisprudência', encobrir o autoritarismo e a voragem de poder do governo, desrespeitando a autonomia das agências reguladoras, as instituições e a democracia".
A análise e a advertência contidas em sua coluna são perfeitas e dispensam maiores comentários. O que gostaria de ressaltar aqui é até que ponto vem sendo bem sucedida essa campanha de erradicação das agências reguladoras. É um vale-tudo: pelegos de toda espécie são nomeados para cargos técnicos; vagas nos postos de direção permanecem vagas, impossibilitando a ação das agências. Essa situação é tão grave que a agência que cuida dos transportes aquaviários não se reúne há três anos.
Enquanto isso, investimentos imprescindíveis deixam de ser realizados; não somente o espírito, mas a própria letra da lei é desrespeitada; persiste a superposição de agências e ministérios, "resolvida" em favor dos últimos sempre que o conflito atrapalha a ação de defensores de cartórios.
Y así pasan los días.
O primeiro turno passou e para alguns a reação contra propostas que não saem do papel começou.
Isto porque, nós - eleitores brasileiros - conseguimos pelo menos a primeira demonstração de que não somos tão cegos assim, e que o poderio do Planalto não é eterno, ainda que não existam candidatos que de fato resolvam estas questões, o segundo turno é sinônimo de uma, ainda que pequena: reação!
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