Fundado em 16 de abril de 1932

...Macaé, ano I, Nº 26 - 21 a 28 de julho de 2006
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Cris Passinato
Rio de Janeiro - RJ

Cristiana de Barcellos Passinato tem 32 anos, nascida no Bairro de Botafogo e residente do bairro do Recreio dos Bandeirantes. Sua formação é de técnica, professora e bacharelanda em química formada pelas instituições: Escola Técnica Federal de Química, UERJ e Fundação Técnico Educacional Souza Marques respectivamente. É uma escritora de poesias desde os 7 anos e há alguns anos mantém-se ativa na internet publicando em um site e blog editado pela própria, onde seus eBooks por ela também editados podem ser baixados e agora, aumentando sua formação e agregando valores, começa a desbravar atividades voluntárias na área de meio ambiente e social, junto às instituições do WWF, Rio Voluntário, Green Peace.

Já publicou em antologias da Academia Internacional de Letras e Artes do Rio de Janeiro, e em revistas da área e reuniões anuais de poesias, além da agenda cultural da APPERJ (Associação dos Poetas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro), da qual faz parte como associada.

Site: http://www.poesiasdacris.kit.net
Email/msn : crispassinato@terra.com.br
Skype : cris_passinato
Cel : 21 96929493


Poesia com visão social 

Cris Passinato

Fazendo nossa própria parte, já fazemos algo por um mundo melhor.

Os valores estão tão modificados

Pais cada dia mais amarrados,

Filhos cada dia mais soltos,

O que será do mundo com esse desrespeito ao outro?

Não consigo entender,

Como jovens podem ser tão revoltados

Sendo tudo tão facilitado

Seria mais compreensível

Quando nada lhes fosse dado,

Mas são os que tudo têm

São eles, os que mais dão trabalho.

Lamento, pois poderiam ajudar a construir um mundo novo.

Já que tanto lhes sobra,

Dividindo com o próximo,

Investindo em ações de voluntariado,

Coisas simples, sem muito esforço,

Já seria o suficiente para tudo ser mais belo,

Diferente do que hoje vemos:

Cada um pensando mais em si.


Crônica de uma voluntária ambientalista por natureza

Sorria, você está na Barra! (SERÁ?)

Esta placa por anos da minha vida eu olhei, parei e pensei...

No caminho para casa... ainda...
(continuação de uma saga até chegar à casa)

Cris Passinato

Sempre gostei de ler o mundo.

Leio placas, murais, outdoors , tudo que passa pela minha frente sou viciada em ler.

Dizem os especialistas que é a leitura do mundo, faço isso desde nova, muito pequena olhava as coisas atinava por pensar nas questões e dúvidas diversas sobre o mundo, a vida, sei lá, acho que já era filósofa desde nova. Até o céu, eu olhava pra ele do ônibus da escola frente o horizonte do pôr-do-sol da Praia do Pepino, e pensava que seria a boca de um leão, por conta de suas nuvens e cores avermelhadas e quando escurecia, achava que seria uma peneira de pano azul que deixava passar a luz do Sol que deveria ser branca, pois as estrelas viriam da luz do sol que poderia ser branca como as luzes de lâmpadas de luz fria.

Cresci olhando as nuvens do céu e reparando bichinhos e formatos diferentes, tomando banho de mangueira na inocência de que aquilo era uma brincadeira saudável e hoje até os ambientalistas dizem que apesar do desperdício, eles sabem que é uma brincadeira boa, saudável, que dá idéia de quanto é importante e gostoso o contato com a água com o ser vivo e daí nessas brincadeiras olhava por entre o jato d´água se poderia enxergar um arco-íris e repetia isso nos dias de chuva e comprovei que não era só a água da mangueira que fazia isso, também qualquer gota dágua.

Era uma criança curiosa e criativa e cresci crítica e engajada nos ideais que fui educada, não só por minha família, mas pelas escolas por onde passei, os professores e meus parentes mais próximo, como minha avó Lygia que sempre me fazia pensar nas questões de forma inteligente, nunca me menosprezando como ser humano.

Dentro disso tudo, hoje, quando começo a desenvolver atividades em que possa colocar tudo que aprendi, sei, refleti e ainda meus potenciais, avalio se na minha vida eu não só vivo dos discursos e não atuo sobretudo com atividades, e ações mesmo dentro do que acredito e tenho como verdade, sendo coerente com o que acho que deva ser uma conduta ética e comprometida com os meus princípios.

Por isso, acredito que aprenda muito em cada uma dessas atividades que venho procurado exercer e leituras que venho efetuado de ONGS e com relação ao ativismo, tanto social, educativo, ambiental e tudo mais, sendo assim, transferi pra minha vida isso tudo de modo muito integrante. A todo o tempo penso de forma diferente e tendo a modificar mais ainda para melhor.

Dentro dessa coisa de ler o mundo, numa ida ao Rio Voluntário, peguei um frescão que se diz um ônibus desses ecológicos, que filtram a emissão de CO (monóxido de carbono) e que também é menor a emissão de CO 2 para a atmosfera, ferindo menos a camada de ozônio (até nisso eu penso), pago mais caro, mas ando em um transporte que é ecológico, ou se diz ser, mesmo assim não se garante nada, e quando não posso não pago, vou de ônibus poluidor mesmo, enfim, na volta pude tirar algumas fotos e refletir sobre elas de modo bastante interessante.

Uma das minhas dúvidas a partir do momento em que viemos morar na Barra e depois de uns anos, viemos para o Recreio é a coisa de ver tanto verde sendo devastado para empreendimentos e shoppings serem construídos.

Uma das casas é de uma advogada conhecida que é amiga de minha família, mas agride ao meio ambiente e transgride à lei ambiental que protege a violação de encostas em morros a partir de determinada altura do nível do mar.

Não se vê nada em torno do verde. O saneamento em alguns locais ainda está chegando, a coisa da invasão imobiliária e a exploração comercial daqui da Zona Oeste - sim, Zona Oeste, por mais que o César Maia quisesse que fosse Zona Sul - acabou com o nossa vocação ecológica, apesar de manterem os Parques e reservas intocáveis e fazerem empreendimentos e condomínios artificialmente verdes, ainda por cima poluem cada vez mais a lagoa de Marapendi que vira e mexe está cheirando à podre, pelos peixes que não sobrevivem ao lixo jogado pelos motéis, boites, restaurantes, moradores e casas de festas ali da Barrinha e ainda por cima, não sei se ainda exercem a atividade do esporte radical dos Mauricinhos e Patricinhas do local: o Jet Sky, que nada contra, mas deve derramar um óleo tremendo ali, deixando o rio cada dia mais morto e os pescadores que lá jogam suas redes nada mais conseguem quase pescar - a pesca é constante ali pelos mais pobres enquanto os que têm um pouco mais brincam de esportistas. É o maior dos paradoxos: fome-lixo/luxo-lixo (tudo acaba no mesmo - no lixo.)

Lagoa de Marapendi: Pesca alimento de um lado, Mauricinhos e seu lixo de outro. Vez por outra submerge o seu cheiro de podre, pela morte gradativa de seu ecossistema, ou seja, seus peixes não sobrevivem ao impacto que os seres humanos exercem.

Então, quem sorriria por estar na Barra depois de pensar nisso tudo e ver logo de portal de entrada esse binômio tão afrontante?


Para Refletir

Reflexão sobre a vida na Terra e o que estamos fazendo com o nosso planeta!


Indicação Bibliográfica:

Livro - Frutos do Brasil - Neide Duarte

Clique sempre nas figuras, cada uma leva a um link diferente.


O livro "Frutos do Brasil" está na TV

O lançamento do "Frutos do Brasil" foi notícia na TV.
A apresentadora Ana Maria Braga recebeu a jornalista Neide Duarte em seu programa, no dia 7 de junho.
Veja aqui a entrevista.

A TV Tribuna esteve no lançamento do livro em Santos, no dia 8 de junho, e entrevistou a autora e os jovens protagonistas das histórias relatadas na publicação.
Assista ao vídeo aqui .

Neide também foi convidada do Programa do Jô, onde falou sobre os quase dois anos em que viajou pelo Brasil para conhecer as histórias de mobilização juvenil que estão no livro.
Veja aqui a entrevista.


Minha convidada de Honra dessa semana:
"Tsunami" é Nota Trágica na Sinfonia da Vida

© Ir. Zuleides M. de Andrade

A onda gigante que os asiáticos denominam "Tsunami" não considerou quem merecia férias na orla marítima nem quem se alegrava pela oportunidade de um ganho extra. Não considerou a idade e procedência, os laços de família e amizade, os compromissos e carências. Nem ao menos levou em conta a proximidade com as festas natalinas e o renovar de esperanças do ano 2005, prestes a despontar.

Avassaladora, lavou praias, jardins, ruas, abrigos, habitações... tudo que seu gigantismo encontrou pela frente, repetidas vezes. Lavou e levou belezas naturais, propriedades, sonhos, projetos, presunções, egoísmos, virtudes e vícios dos humanos. Levou a segurança de lares e de amores cultivados, levou a mão amiga e o sorriso de tantas crianças.

A onda gigante lavou, levou e enterrou vidas. Obrigou os homens a abrirem grandes valas para enterrarem corpos. Empurrou muitos países a abrirem caminhos de solidariedade para irem ao encontro dos sobreviventes.

Abriu também caminhos para os oportunistas. Há rumores de que chegam a seqüestrar crianças para receberem os fundos do governo destinados aos órfãos.

Nossa ajuda chegará ao destino certo? Cabe a nós devolver a Deus, através dos flagelados, um pouco do muito que recebemos em bens materiais e espirituais.

Há o sofrimento de milhões de pessoas que choram seus mortos e que perderam tudo.

Há centenas de anjos voluntários que buscam amenizar a dor e devolver dignidade.

Vacilam fagulhas de FÉ. A ESPERANÇA procura luzes para continuar em meio aos escombros da vida. Desponta e floresce a fina flor da CARIDADE.

A humana DOR grita pelo AMOR.

Situações caóticas abrem espaço para questionamentos e aprendizados.

Percebemos, em meio a tanta tragédia, algumas centelhas de luz?

A VIDA é presente, o que estamos fazendo dela?

O PLANETA é nossa casa, como cuidamos dele?

Há diversas formas de AJUDAR, o que faremos?

Que nossas preces, independente de crença e nacionalidade, nos irmane em torno do Deus da Vida, pelos que partiram e pelos que permanecem.

Que nas fendas abertas pela tragédia, no solo de tantas vidas e nações, consigamos plantar sementes de misericórdia, ajuda e esperança.

Que esta dor aproxime corações mentes, mãos e sentimentos e mova o mundo a ações de solidariedade e de paz.

Que a água, fonte de pureza e de vida, retorne de mansinho, lave nossas mágoas, nossos medos, nossa dor, nossas dúvidas e deixe espaço para o beijo do sol que vem reacender nossa fé e brindar-nos com o arco-íris de esperança!

Que nosso PENSAR, ORAR e AGIR atenuem, silenciem e harmonizem, pelo menos em parte, as NOTAS TRÁGICAS na SINFONIA da VIDA!

Ir Zuleides Andrade . Formada em Letras pela PUC / RS - Quando eu terminar a peregrinação neste tempo de sombra e de luz, um pouco de mim, em lembranças e palavras, ainda colocará brilho nos olhos das pessoas que eu toquei, das pessoas que amei.

Visite os blogs de Zuleides Andrade :

Blog da Zu - www.blogdazu.blogger.com.br

WebSister Blog - www.websister.blogger.com.br

Visite a material acima no site "Portal da Família" - Clique na figura.

 


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