Fundado em 16 de abril de 1932

...Macaé, ano I, Nº 24 - 7 a 14 de julho de 2006
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Cris Passinato

Rio de Janeiro - RJ

Cristiana de Barcellos Passinato tem 32 anos, nascida no Bairro de Botafogo e residente do bairro do Recreio dos Bandeirantes. Sua formação é de técnica, professora e bacharelanda em química formada pelas instituições: Escola Técnica Federal de Química, UERJ e Fundação Técnico Educacional Souza Marques respectivamente. É uma escritora de poesias desde os 7 anos e há alguns anos mantém-se ativa na internet publicando em um site e blog editado pela própria, onde seus eBooks por ela também editados podem ser baixados e agora, aumentando sua formação e agregando valores, começa a desbravar atividades voluntárias na área de meio ambiente e social, junto às instituições do WWF, Rio Voluntário, Green Peace.

Já publicou em antologias da Academia Internacional de Letras e Artes do Rio de Janeiro, e em revistas da área e reuniões anuais de poesias, além da agenda cultural da APPERJ (Associação dos Poetas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro), da qual faz parte como associada.

Site: http://paginas.terra.com.br/arte/poesiasdacris/index.htm
Email/msn : crispassinato@terra.com.br
Skype : cris_passinato
Cel : 21 96929493

Poesia com visão social 

Sem Rumo

Cris Passinato

Nas andanças sem rumo
Sem hora nem prumo
Esbarro num sorriso
Maroto e impreciso
Com medo de cruzar
Meu olhar.

Ao prestar atenção
Sem aviso
Senti o pulsar do coração
De um gurizinho.

Não hesitei
Parei e pensei
Comprei-lhe um doce,
Um simples pirulito
Que adoçou e confirmou
A confiança e assim consegui:
Vitor me olhou.

Quem disse que não tive também algum temor?
Mesmo assim, arrisquei
Fotografei,
Registrei.

Todo contente e feliz,
Sei seu nome,
Dei-lhe um pequeno agrado,
E ganhei um amigo e uma imagem forte.

Por quase nada,
Ganhei uma vocação,
Ouvir corações,
Através de meu olhar.

Dedicatória:

Dedico esse poema à Mariana, menina que olha através das lentes e desde tão nova vê o social de forma simples, sem pieguices e mal nenhum segue em busca de uma fotografia de enfoque jornalístico.

Créditos Imagem:

Mariana Rotili
Florianópolis - SC
Estudante - Terceira Série nível médio
Futura Jornalista

Crônica de uma voluntária ambientalista por natureza:

Busca pelo social, ambiental na educação em química

Cris Passinato

Há algum tempo atrás saí em busca de atividades que o MEC determina que temos que usar como complemento a nossa formação e que têm de ser computadas através de certificados, assinaturas, carimbos e tudo mais. Sem elas não recebo meu certificado de conclusão de meu curso na faculdade, e a princípio encarei o desafio como quase impossível por estudar e trabalhar muito e ainda por nos obrigar a fazer aquilo, e não gosto de nada obrigatório, imposto, mas encarei a atividade como um desafio.

Nessa busca pude encontrar tanto de novo, que realmente acredito que se as pessoas vieram mesmo a tentar encontrar algo que complemente, agregue, a formação do profissional de qualquer que seja a área de enfoque e objeto de estudo acadêmico e universitário irá mesmo ser um profissional mais completo, já que segundo Paulo Freire, todos temos incessante desejo, angústia e até inquietações afins de seres que sabem que são incompletos, e nesse desejo de se completar acabam buscando horizontes e caminhos para o conhecimento para responder a perguntas e pensar sobre sua existência.

Busquei atividades tais como palestras na área de pedagogia, psicopedagogia, psicologia, e assim por diante, e depois com uma das disciplinas que eu assistia aulas e cumpri nesse semestre, buscando atividades, ONG´s e outras informações sobre terceiro setor pude encontrar um site de uma instituição, nela eu me cadastrei, contribuí com pequena cota de R$10,00 e em bem pouco tempo me chamaram pra uma atividade que envolvia meus conhecimentos de educação e em parte do assunto do meio ambiente.

Havia feito um seminário sobre um texto, pegando a parte mais complicada dele que seria sobre o mesmo tema, e depois desse trabalho fiquei muito inquieta com a provocação do meu mestre que me perguntava se eu achava que contribuir com essa cota seria um assistencialismo e não uma efetiva participação dando o que eu teria para oferecer para a comunidade como um todo?

Fiquei muito aborrecida, até fiquei chateada com esse professor, mas ao chegar a minha casa, curiosamente recebi um e-mail da instituição informando que haveria uma ação local, aqui no Rio e que convidavam os voluntários pra reunião de capacitação e depois treinamento.

Fui às reuniões e com o local delas entrei em contato com uma outra instituição que hoje também faço parte, pois desdobrou o convite pra outra capacitação de liderança voluntária.

Na capacitação e treinamento, direcionaram meu trabalho para monitoria, mas por um outro projeto no qual iria dar um outro tipo de colaboração, só que mais institucional e em sala de aula, não podendo assumir um compromisso diário, participei somente como voluntária, daí dentro dessa participação conheci muitos colegas e dentro desses colegas já conheci outra ONG que não era muito bem informada sobre a ação, só conhecia pouco e já me associei e estou lendo.

Além disso, já tive diversos desdobramentos e todos estão ocorrendo, e um dos principais é na minha faculdade, onde atuarei e ajudarei a ser implementado o Núcleo de Educação Ambiental lá das Faculdades Souza Marques, que têm um potencial imenso para o desenvolvimento dessa atividade, pois a comunidade ao redor dela é bastante carente desse tipo de ação.

Pois bem, onde quero chegar?

Nas redes multiplicadoras de informação, disseminando com poderio imenso a educação e melhorando a qualidade de vida, gerindo a auto-sustentabilidade dos locais onde residimos, deonde aproveitamos e exploramos algo e assim retornando um pouco do que impactamos do nosso ambiente, que não se basta somente por aquela antiga onda dos anos 80 e 90 que herdamos da ecologia, do culto ao verde.

Não é só de verde que o homem vive e sobrevive, ele é parte do sistema todo.

O ambiente em que vivemos, exploramos e modificamos e causamos um impacto incrível é tudo que nos rodeia, e partindo de cada local, de cada rua, bairro, cidade, seja ela pequena ou grande, poderemos aos poucos tirar o nosso país da lama e ajudar ao mundo sobreviver.

Não matemos o nosso mundo, ele nos dá, temos que retornar, dando a ele o tempo que precisa para se reciclar, isso se chama gestão ambiental!


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