COMO ENCONTRAR A FELICIDADE
Cristina Vieira
Crisvieira_702@hotmail.com
Porto Alegre/RS

Falar sobre felicidade é falar sobre várias coisas e também ações, mas é um tema interessante já que a nossa vida esta em buscar essa tal felicidade, pois ninguém em sã consciência que não deseja ser feliz. Nos queremos a felicidade e buscamo-la de varias formas e também temos conceito diferente para a felicidade.
Num certo momento eu li algo escrito pelo escritor Divaldo pereira Franco, onde ele descreve que o grande desafio da criatura humana é a própria criatura humana, ou seja, o nosso grande desafio somos nos mesmos, nosso autoconhecimento.
Se pararmos para pensar, nos já viajamos pelo espaço, e também fomos até a lua descobrimos outros planetas até mesmo fora do sistema solar, mesmo assim com toda a tecnologia ainda não conseguimos encontrar a plenitude, a felicidade, isso se deve ao fato talvez de não ter tido coragem de realizar a grande viagem interior, tentativa mais eficaz para o autodescobrimento. Neste caso o que me refiro é ao fato de se questionar por exemplo quem é? De onde veio? Para onde vai? e porque está aqui? Quem tem essas respostas com toda a certeza é uma pessoa muito feliz, ou seja, encontrou a felicidade porque se conhece e sabe o que é o que representa e também para onde quer chegar. Isso tudo eu falo em relação ao fato de que sabemos que não somos somente aparência material, física. O ser humano é muito mais que isso é um ser completo.

Porém não podemos deixar de ressaltar que a felicidade tem um significado diferente para cada individuo, de acordo com o nível intelectual de cada um. Por exemplo citamos a seguinte questão: Se perguntarmos o conceito de felicidade teríamos respostas variadas, de acordo com as necessidades de cada um.
Nossa.. Chegamos então em um parâmetro que deve ser trabalhado. A felicidade é segundo as necessidades do homem? Do ser humano? É isso mesmo? Cada ser é feliz em relação as satisfação de suas necessidades? Será mesmo?
Isso pode até ser verdade pelo fato que estamos ligados ao material, ou melhor estamos condicionados a conquistar, a aquisição de bens matérias, outros ancoram o sonho da felicidade na busca da fama, do sucesso, do poder, para outros a felicidade esta associada a inexistência de problemas, outros tantos condicionam a felicidade a ocorrência de um fator externo e por ai vai, são tantas definições.
Mas neste caso nos estamos condicionando nossa felicidade a algum acontecimento? Quando falo nos me incluo na relação. Ou a algum bem material a alguma pessoa?
Vamos pensar neste momento.... será que realmente é esse o caminho para felicidade? Na minha opinião não é. E vou explicar porque. A felicidade não está fora de nos, ela é antes de tudo um estado de espírito, uma maneira de ver a vida e não a um determinado acontecimento. Sendo assim, ser feliz é uma atitude comportamental frente a execução da tarefa que viemos a desempenhar na terra. Pois a felicidade consiste mesmo no fato de fazer o bem, não é fato de ter ou não ter.
Um dos grandes filósofos da nossa história, afirmou serem três os pré-requisitos para alcançarmos a felicidade: "consciência reta", "vida correta" e "Coração de Paz".
Nossa vida não é um problema, é um desafio. E atrás de cada problema tem lições desafios, tarefas.

E o grande segredo de tudo está no fato de que quando conseguimos tomar conta de nós quando vencermos os obstáculos que a vida nos apresenta. O sermão da Montanha é a pura prova de que somente serão bem aventurados aqueles que souberem superar as dificuldades da vida. Se não acreditarmos, basta olharmos as pessoas felizes e verificar que todas elas passaram ou passam por grandes provas e expiações. Lembremo-nos dos primeiros cristãos, que seguiam cantando até a arena onde seriam devorados pelas feras. Neste caso, amigos, a alegria de viver deve ser uma norma de conduta natural em todos os seres pensantes, mesmo quando não se exteriorizam conforme desejaríamos. Isto porque, as ocorrências do dia-a-dia alteram-se a cada instante, transformando tristezas em júbilos como felicidades em infortúnio. Vicente de Carvalho considerou que a felicidade existe, mas é difícil de ser alcançada, porque está sempre onde a pomos e nunca a pomos onde estamos.

A conclusão é certa, ninguém pode nos fazer felizes ou infelizes, somente nós mesmos é que regemos o nosso destino, somos herdeiros de nossos atos. Assim sendo, fracassos ou sucessos são subprodutos de nossas atitudes construtivas ou destrutivas.
O fato é que sempre achamos culpados para nossa infelicidade... É sempre fácil culparmos um cônjuge, um amigo ou uma situação pela insatisfação de nossa alma, porque pensamos que, se os outros se comportassem de acordo com os nossos planos e objetivos, tudo seria invariavelmente perfeito.
Mas o detalhe está justamente no fato de que esquecemos, porém, que o controle absoluto sobre as criaturas não nos é vantajoso e nem mesmo possível. A felicidade dispensa rótulos e nosso mundo seria mais repleto de momentos agradáveis se olhássemos as pessoas sem limitações preconceituosas, se a nossa forma de pensar ocorresse de modo independente e se avaliássemos cada indivíduo como uma pessoa singular e distinta.
Sendo assim a felicidade não é somente a realização de todos os nossos desejos, mas sim, a noção de que podemos nos satisfazer, com nossas reais possibilidades.
A felicidade neste caso nos a encontraremos na harmonização, no amor verdadeiro, na renúncia e no desprendimento. Nós a encontraremos ainda, dedicando-nos aos que sofrem, procurando amenizar-lhe as dores.
O que procuramos com esse tema é demonstrar que o trabalho interior que produz felicidade não é simplesmente meta de uma curta etapa, mas um logo processo que levará muitas fases, e até mesmos ciclos. Pois no mundo atual tudo passa, passa a alegria, a tristeza, o jubilo e a dor, e a felicidade pode ser rápida como labareda que se mantem acesa enquanto tem combustível, depois se apaga, por esse motivo precisamos abastecer sempre a cada dia o nosso ser interior para que essa labareda nunca se apague.
Vamos nos reportar agora para um texto de Jesus onde Ele fala: "O meu reino não é deste mundo", equivalendo dizer que a verdadeira felicidade é um estado de permanência e que a verdadeira plenitude não está no mundo, mas em nos mesmos.
A arte de viver é a arte de servir. Feliz é quem ama, não aquele que se faz amado. Felicidade é a arte de exalar alegria, a proposta da felicidade é esta auto-superação, da dominação das nossas más inclinações. Não podemos esquecer que somos filhos de Deus. A felicidade é possível e já, não precisamos transferi-la. Quando buscamos e achamos Deus, não reclamamos-no mais, podemos dizer a este Pai que amamos a vida, amamos o amor.
Gosto muito da definição de felicidade feita pelo escritor gaúcho Erico Veríssimo, onde ele fala: " A felicidade é a certeza que nossa vida não esta passando inutilmente".
Outra definição foi a de Margaret Lee Runbech, onde ela ressalta
"A felicidade não é uma estação na qual chegaremos, mas sim uma forma de viajar".
Escrevi esse pequeno texto porque no nosso dia-a-dia nem sempre nos demos conta do quanto somos felizes, sei também que tem pessoas que estão passando por momentos difíceis, perdas, fome, falta de condições dignas de vida; mas mesmo assim sempre temos e devemos procurar a felicidade, e de ante mão asseguro, ela está nas pequenas coisas, e não pense que a felicidade é algo material, pois não é, ela é como vento que sabemos que existe mas não vemos, neste sentido não precisamos vê-la apenas senti-la, e para isso é necessário reapreender a viver a cada amanhecer. Sabendo que cada dia é um novo dia é que mesmo que tenhamos problemas eles são como a noite ou como a tempestade não dura para sempre uma hora eles passam e por isso devemos estar sempre aberto a dar o melhor de nos que é um sorriso de bom dia a alguém, mesmo sendo um desconhecido faz um bem enorme para quem da e para quem recebe.
Isso é felicidade, é buscar na vida e nas pessoas o melhor delas, sem criticas; e para isso nos devemos dar o nosso melhor, mesmo que seja um simples olhar é muito importante, não devemos passar pela vida sem sentir o prazer de viver em paz consigo mesmo e com o mundo ao seu redor. Paciência é uma virtude dos sábios, sejamos sábios então. E principalmente sejamos felizes.
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