Fundado em 16 de abril de 1932

'...Macaé, ano I, Nº 46 - 15 a 22 de dezembro de 2006
Leia "O COTONETE AZUL E A NOVA DEMOCRACIA", de José Milbs. Clique aqui
Acontecências
Acontecências II
Acontecências III
Alô Galera
Astrologia
Cinema
Coisas da Rua do Meio
Coisas da Rua do Meio II
Coisas da Rua do Meio III
Culinária
Digital Photo Array
Direito do Trabalhador
Direitos Humanos
Esculturas em Sabonete
Escultura Humana
Esportes I
Esportes II
Jornais do Mundo
Juventude em Ação
Liga Operária
Livros
Mel/Saúde
Movimento Hippie
O Rebate Internacional
Ortomolecular
Petrobrás/Petróleo
Poemas
Procuras emprego?
SwáSthya Yôga
Telefones úteis
Televisão
Tortura Nunca Mais

Carta de natal a um anjo chamado Amor!

Querido anjo!O mais belo, o mais sofrido, o mais bendito, o mais triste entre os outros!

Andei te procurando muito, nesse ano que se acaba. Não te encontrei em lugar nenhum.

Estive na África, te procurei por lá. Busquei-te nos olhos famintos das crianças doentes,

Nas mães lacrimosas levando o cadáver dos filhos, nas mulheres e homens sem sorrisos.

Procurei-te, impaciente nas favelas, nos braços frágeis dos meninos carregando armas, brinquedos da atualidade dos meninos sem infância.

Procurei-te no prostíbulo, no rosto mascarado das meninas se entregando ao monstro da indiferença. A infância corrompida, a juventude roubada. Encontrei os ladrões, homicidas, os fratricidas, mas não te encontrei!

Procurei-te ainda no deserto, nas geleiras dissolvendo-se no oceano Índico, te procurei nas florestas, na Amazônia. Lá onde as árvores tombam assassinadas pelo progresso, te procurei no menino do sinal, limpando o vidro do carro, pedindo uma moeda, no menino do Piauí, tapando os buracos na rodovia, pedindo uma moeda. Procurei-te nos gestos confusos dos meninos e meninas drogados. Como te procurei, no olho do furacão que roubou as casas, na força daquela onda que ceifou tantas vidas, nos aviões que perderam pra gravidade, procurei nos olhos tristes dos bichos sem lar, perdidos entre os homens e a conquista do crescimento, do poder, do dinheiro!Você não estava, quando os índios queriam de volta o que sempre foi deles. Entre os soldados, os refugiados, os sindicalistas.

Entre as mães chorando seus filhos, os pais, chorando um trabalho, os doentes, os soldados mortos, os famintos... Onde você andou?Porque acha que deve habitar em alguma estrela,

Inacessível ao desejo dos humanos?

Porque não retorna ao lar, a Terra te procura!O planeta implora tua magia, tua intervenção!

Escrevo-te implorando que retornes. Agora que o ano finda, que os comemoram o nascimento de um Homem que tem o teu nome. Peço-te: Volta, retorna a nós. Mortais que somos o tempo urgem e não nos é favorável. Que pode o homem sem tua guia, sem teu poder, sem tua luz. Olha como os homens caminham na escuridão. Percebe a falta que nos faz?

Retorna Anjo da Luz Suprema!Esse é o presente que te peço: Que o homem coma teu pão com alegria. Que o homem derrame teu suor com alegria. Como poderá o evoluir o Ser Humano sem tua guia?

Compadece de nós, tem compaixão. E você que está faltando a todos, é a você a quem recorro agora.

Anjo da Infinita Luz!Alguns te chamam: Amor!

Seja qual for teu nome, só te peço: Volta, habita entre os homens, por favor!

Claudia Morett                          
13/12/2006

 

Recomendamos o Mozilla Firefox. Clique aqui para baixar gratuitamente a versão 2.0
© Artimanha