Fundado em 16 de abril de 1932

'...Macaé, ano I, Nº 43 - 24 de novembro A 1 de dezembro de 2006
Não perca o Caderno R. Cultura, Educação e Entretenimento. Exclusivo para O Rebate on Line
Acontecências
Acontecências II
Acontecências III
Alô Galera
Astrologia
Coisas da Rua do Meio
Coisas da Rua do Meio II
Coisas da Rua do Meio III
Colunistas
Culinária
Digital Photo Array
Direito do Consumidor
Direito do Trabalhador
Direitos Humanos
Esculturas em Sabonete
Jornais do Mundo
Liga Operária
Livros
Luta armada
Mel/Saúde
Miséria humana
Petrobrás/Petróleo
Pharmacia
Piadas
Poemas
Procuras emprego?
Reforma agrária
Telefones úteis
Televisão
Tortura Nunca Mais
Voz do Povo

Viana do Castelo - Portugal

(O Olhar de Cida Garcia sobre Viana-Texto e fotografia.)

O coração desta cidade não tem localização especifica.

É latente, vivo em todos os seus pontos, pode até estar no nosso próprio espírito. Espírito que o percebe e torna-se parceiro e cooparticipe desta história, das suas origens.

Viana transformou história em uma festa, cuja narrativa se faz, rodopiando saias, batendo as tamancas em marcações harmoniosas ao som de bombos imensos, gaitas, acordeons, entre o matraquear do seu povo.

Povo que sai das aldeias trazendo o produto da terra, sabores tão peculiares, atitudes tão próprias.

Existem diferenças notáveis em cada grupo, manifestações tão particulares, porém, percebe-se um elo ligando linguagens, quem sabe os fios de ouro de Viana, filigranas do espírito português.

Estas correntes interligam o sentimento patriótico, o orgulho de uma raça num elo forte indestrutível, onde o silêncio sutil envolve a infinidade de sons.

Este rumor agasalha resíduos de solidão, do ir e do ficar, da espera.

Um povo que aprendeu olhar o mar de forma diferenciada, como se em meio ao seu movimento seres amados retornassem das viagens, das ausências prolongadas.

O povo desta terra tem um olhar diferente.

Olha o horizonte...Perscrutando o seu limite como se na mágica do dissipar de brumas emergisse o retorno.

Cada gaivota que corta o céu leva mensagens, apelos mudos para o lado de lá, ecos do silencio, onde estão os seus, onde estão os nossos.

Cada onda envolve e derrama mensagens que são recolhidas como códigos.

Enquanto esperam, tecem seus fios, montam suas vestes festivas, bordam pacientemente uma vida nova numa reconstrução infindável.

O livro de Viana se escreve assim. No presente canto, nesta mágica escrita do tempo.Cada pedra, lavrada, pisada tem sua história, seus mitos e mitotopias.

O distrito de Viana do Castelo é um distrito português pertencente à província tradicional do Minho . Limita a norte e a leste com Espanha , a sul com o Distrito de Braga e a oeste com o Oceano Atlântico . Área: 2 255 km² (o menor - 18º - distrito português). População residente (2001): 250 273. Sede de distrito: Viana do Castelo ( Dados da Wikipédia)

O distrito de Viana do Castelo subdivide-se nos seguintes 10 municípios :

  • Arcos de Valdevez , Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo, Vila Nova de Cerveira

Havemos de ir a Viana

Música: Alain Oulman
Letra: Pedro Homem de Melo

Entre sombras misteriosas
em rompendo ao longe estrelas
trocaremos nossas rosas
para depois esquecê-las.

Se o meu sangue não me engana
como engana a fantasia
havemos de ir a Viana
ó meu amor de algum dia
ó meu amor de algum dia
havemos de ir a Viana
se o meu sangue não me engana
havemos de ir a Viana.

Partamos de flor ao peito
que o amor é como o vento
quem pára perde-lhe o jeito
e morre a todo o momento.

Se o meu sangue não me engana
como engana a fantasia
havemos de ir a Viana
ó meu amor de algum dia
ó meu amor de algum dia
havemos de ir a Viana
se o meu sangue não me engana
havemos de ir a Viana.

Ciganos, verdes ciganos
deixai-me com esta crença
os pecados têm vinte anos
os remorsos têm oitenta.

Longe de Viana...

Maria Emília Sena de Vasconcelos

Eu choro-como quem reza.
Eu rimo-como quem pinta.
Faço do minho uma tela.
Faço da ternura tinta...

E lembro...Lembro...E relembro.
E lembro-porque lembrar
É acenar
Com o lenço aberto da alma
Às coisas
Que longe estão.

E lembro-porque lembrar
É atirar
Como quem atira um beijo
Às coisas que hoje não vejo
O coração.

Antes se queixe de si
Quem da saudade se queixa:
Enquanto canto o que deixo,
O que deixo-não me deixa...

Eu lembro.
Lembro e relembro
Que é uma consolação.

...000...


Outros artigos

Recomendamos o Mozilla Firefox. Clique aqui para baixar gratuitamente a versão 2.0
© Artimanha