Fundado em 16 de abril de 1932

'...Macaé, ano I, Nº 33 - 8 a 15 de setembro de 2006
Não perca o Caderno R. Cultura, Educação e Entretenimento. Exclusivo para O Rebate on Line
Colunistas
Adriano Benayon
Alberto Acosta
Almir da Silva Lima
Ana Cristina Gama
Andrei Bastos
Angela Maria
Antonio R. Nóbrega
Carolina Oliveira
Ceci Juruá
Ciro Campelo
Cristina Vieira
Daniel Felipe Matos
Daniele Fernandes
Denise Barreto
Denise Calixto
Edson Monteiro
Fabiana Madruga
Fernando Cruz
Francisco C. Arduim
Giulianna Medeiros
Guto Glória Sardinha
Henrique Júdice
Isabella Maciel
José Carlos Bocardi
José Milbs
Langstain Almeida
Leandro Domingues
Letízia Borges
Manoel Barbosa Filho
Marcel Silvano
Mariana Gama Soares
Marly Santiago
Milton Nunes Filho
Miriam Reid
Moctezuma Pinto
Monique Cruz
Patrick Francisco
Phydias Barbosa
Ricardo Brandes
Rui Nogueira
Vanessa Gonçalves
Vera Lúcia Gama

Carolina Oliveira

Ser de todo mundo e não ser de ninguém seria o mesmo que não ter ninguém também. São só momentos passageiros, beijos empolgados de alguns minutos - que na grande maioria é sem sentimento nenhum -, uma companhia momentânea e com um único aparente prazer de manter a ilusão de que são "solteiros, sim; sozinhos, nunca".

Isso acontece mais com jovens que vão em festas, boates ou micaretas acompanhados de uma boa dose daquilo que, para eles, liberam tudo e se sentem livres. É um engano bastante cometido, e passado o efeito do álcool, essas pessoas caem em si quando chegam em casa e não têm ninguém para dar um beijo de boa noite e deitar abraçado numa noite fria e chuvosa, não têm ninguém para dar carinhos e carícias, e realizam que não há presença nenhuma de interesse das pessoas que elas beijaram na noite ou dia de muita euforia e zoação. Elas vêem o descaso, a rejeição. Percebem que a graça e esperada atitude do dia seguinte, o telefonema da outra pessoa, passa longe da realidade.

Essa histórias se repetem, não mudam, e essas pessoas estão fadadas ao fracasso emocional e à tão temida solidão.

As pessoas têm medo do compromisso e por isso não encaram. Elas só têm em mente o lado negativo e não dão a chance de viver um sentimento. Amar é se permitir a viver um puro, raro e lindo sentimento. É doar e receber. É disponibilizar a alma para surpresas aparecerem. É ter alguém que nos dê atenção, cumplicidade, que nos dê colo para chorar e mão para enxugar as lágrimas. Mas isso não vai ser encontrado na vida de quem tem na cabeça a idéia de que a poesia "tribalista" faz algum sentido.

Beijar, abraçar ou qualquer outra coisa é muito bom, evidentemente, mas encontramos isso numa relação sólida também. Quero dizer, tem e muito, caso seja por algum sentimento verdadeiro que o casal está junto.

A gente pode aprender a amar, se relacionar. Tudo isso vai além de cobranças. Não precisa amar como conceitos ditos antigamente. Somos livres para optarmos.

Tudo tem seu lado bom e ruim, nada é cem por cento. Mas podemos aproveitar tudo o que cabe a nós.

Na verdade, somos todos uns solitários, mas a grande arte de poder amar e ser correspondido, a fim de compartilhar momentos de alegria e tristeza, cuidar um do outro, trocar experiências, afetos, conflitos e sensações é muito bom e nos engrandece.

É bom demais ser livre para beijar e ser autêntico. É muito bom ter alguém para amar.

Carolina Oliveira - 19 anos
Macaé - RJ
E-mail: mcfanatic@gmail.com


Veja outros artigos de Carolina Oliveira

Configuração mínima: 800x600. Recomendamos o Mozilla Firefox. Clique aqui para baixar a versão 1.5
Criação e manutenção Artimanha