Carolina Oliveira, 19 anos, nascida em Macaé, Rio de Janeiro, cursando Gestão de Shows e Eventos no Rio de Janeiro na Faculdade Estácio de Sá, está, a partir de hoje, colaborando para o jornal O Rebate - Online semanalmente, aceitando o convite e desafio do jornalista Jose Milbs, de escrever para o jornal macaense que é lido em todo o Brasil durante seus 75 anos de história.
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Caso Richtofen
Carolina Oliveira
Não importa se foi por amor ou um latrocínio ou por indução de entorpecente; o que chocou o país inteiro foi a crueldade, covardia e desafeição que uma jovem de classe média alta, de uma família estruturada e aparentemente feliz, de apenas 19 anos, na época, e os irmãos Cristian e Daniel Cravinhos, fez contra sua família, mais especificamente seu pai e sua mãe, Manfred e Marísia von Richthofen.
Ainda na cama, foram golpeados com bastões de ferro enquanto dormiam. Motivo torpe e indubitavelmente fora da razão de um sujeito sadio, Suzane está sendo acusada de planejar o assassinato dos pais, porque eles não aceitavam o namoro com Daniel, enquanto ele e seu irmão, Cristian, estão sendo julgados pela execução do crime.
Duplo homicídio triplamente qualificado é o caso que até hoje não se sabe aonde vai parar.
Constantemente a história é modificada e contestada pelos acusados que atiram para todos os lados possíveis e impossíveis de possibilidades a seu favor caindo em contradição. E novas testemunhas e depoimentos vão surgindo e adiando mais ainda qualquer opinião e decisão dos advogados e juiz.
Assistir uma assassina confessa ter liberdade é de causar indignação e ter vontade de rasgar papéis dos poderes legislativo, judiciário e executivo, porque não têm mais o quê fazer. E temos medo do que possa vir acontecer, nessa justiça ineficiente. Porém, esperamos o justo, mesmo que demore.
Agora, o irmão de Suzane, Andreas von Richthofen, 19 anos, relatou, durante seu depoimento, várias informações inadaptáveis com as versões que, tanto sua irmã quanto os irmãos Cravinhos, apresentaram ao júri.
É incrível como é esperada a declaração de um dos três para determinar quem teve a idéia do assassinato para poderem agir. Isto não é complicado, isto está cada vez mais claro de poder tomar alguma decisão plausível sobre os três psicopatas envolvidos.
Bem, se uma pessoa desse caráter e cinismo for absolvida, lavar as mãos nesse caso não seria nem um pouco fora do racional, até por que autoridades vêem provando esse tempo todo a ausência de comportamento sensato em decisões mais que visíveis por todos os espectadores cientes de toda essa baderna social.
Apesar de mãe a gente ter só uma, como essa sujeita teve a audácia e cara-de-pau de baforar, crimes e corrupções temos excessivamente todos os dias, e, no entanto, não podemos suportar uma vez mais isso diante de nossos olhos, porque diferentemente da justiça, não somos cegos quanto às barbaridades e desumanização dos chamados humanos.
Não me enclausuro no estereótipo da perfeição, alteando a hipocrisia, mas num absurdo e doentio caso desses, não precisamos de uma lupa para enxergar o que está diante da verdade exposta pela tamanha maldade que um ser é capaz de ter e fazer.

NA DELEGACIA
Cristian, Daniel e Suzane confessaram o assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen depois de interrogatório policial. |