Fundado em 16 de abril de 1932

...Macaé, ano I, Nº 25 - 14 a 21 de julho de 2006
Novo mercado virtual. São mais de 800.000 produtos com os melhores preços da praça. Você compra e recebe em casa. Visite o site www.mercadoprodutos.com
Colunistas
Adriano Benayon
Almir da Silva Lima
Amanda Paiva
Ana Cristina Gama
Ana Lúcia Rabello
Andrei Bastos
Angela Maria
Antonio R. Nóbrega
Bruno Yuri
Cadidja Lima
Ceci Juruá
Ciro Campelo
Cris Passinato
Cristina Eringer
Cristina Vieira
Daniel Felipe Matos
David Hugo Peczenik
Denise Barreto
Denise Calixto
Fabiana Madruga
Fernando Cruz
Giulianna Medeiros
Helena Santos
Jeanne Dantas
João Martins
José Milbs
Juliana Nunes
Juliane Veríssimo
Langstain Almeida
Leilane Castro
Letízia Borges
Lidiane Sato
Lúcia Vaccari
Luciana Chagas
Lúcio Aguiar
Manoel Barbosa Filho
Marcel Silvano
Maria Cristina Lacerda
Mariana Gama Soares
Mariana Rotili
Mariane Marx
Marly Santiago
Milton Nunes Filho
Moctezuma Pinto
Monique Cruz
Pollyanna Gomes
Rafael Cabral
Reinaldo M. Brandão
Renata Celeste
Rodrigo Costa
Roque Weschenfelder
Rosana Campos
Rui Nogueira
Thadeu Rabelo
Thaís Velloso
Valéria C. Fernandes
Vanessa Gonçalves
Vera Lúcia Gama

Para reflexões e debates no Movimento Negro Socialista

*Almir da Silva Lima

Ao acatar proposta neste sentido do coordenador-nacional da Federação Independente dos Trabalhadores sobre Trilhos, Roque Ferreira, emitimos algumas opiniões acerca do recém iniciado debate (pró e contra) a chamada política de cotas universitárias para negros e indígenas e também o mal-denominado Estatuto da Igualdade Racial. Haja vista, a participação do coordenador-nacional-provisório do Movimento Negro Socialista (MNS) José Carlos Miranda no programa de debates "Em Questão" da TV Gazeta, na noite do último sábado, dia 08.

Duas vertentes se apresentam nessa polêmica: Uma considera o racismo um problema histórico da sociedade cuja essência é etnica-racial. Outra, entre os quais, nós três nos incluímos, considera o racismo resultado de uma sociedade estruturada em classes sociais opostas. Isso ficou claro como água durante os debates da TV Gazeta. Ressaltamos a inédita mediação feita, não por uma "negróloga", e sim por uma profissional que é branca, experiente em debates políticos, a jornalista Maria Lídia Flandoli.

Nos debates, Miranda expôs o divisor de água entre aquilo que nós do MNS objetivamos (uma sociedade sem explorados nem exploradores, conseqüentemente sem a dicotomia racista opressores versus oprimidos) ante àquilo que a outra vertente propugna "a redução a níveis mínimos da situação dos negros, através da aplicação das chamadas políticas compensatórias, ações afirmativas ou políticas de cotas". O que foi exposto pelos outros dois debatedores, o Frei Davi e o Secretário de Políticas para Promoção da Igualdade Racial do governo federal.

A bandeira da defesa da República Federativa e Democrática do Brasil junto com a reivindicação da universalização dos direitos sociais e raciais para todos e todas, foram causas para aprovação por unanimidade, da formação de um Comitê do Movimento Negro Socialista, ocorrida dia 13 de maio passado, em São Paulo. Por isso, é imperativo que expressemos em linguagem simples para a maioria da população, o conjunto de nossas reivindicações. Exemplo: As exigências de investimentos massivos, de boa qualidade e em todos níveis no sistema de Educação Pública (infantil, fundamental, médio e universitário) assim como no Sistema Único de Saúde (SUS).

Por outro lado, impõe-se que no diálogo e/ou debate com os integrantes da vertente defensora da multidenominada política de inclusão racial (ações afirmativas, políticas compensatórias ou de cotas) ou do mal-denominado Estatuto da Igualdade Racial, nós do MNS cobremos o posicionamento deles sobre, por exemplo, a reestatização das ferrovias privatizadas nos dois governos FHC que causaram desemprego em massa dos ferroviários com explícita maioria de negros. A exigência de serviços públicos universais de boa qualidade é inseparável de investimento público massivo numa política de criação de empregos uma vez que, historicamente se comprova ser onde o povo negro trabalhador chega a ter condições dignas e estáveis de vida.

Por fim, o centro do debate entre nós do MNS e a vertente que defende a humanização da sociedade estruturada no sistema da propriedade privada dos meios de produção, é o seguinte: Existe na fase atual do sistema capitalista (desemprego, miséria, genocídio da juventude negra pelo tráfico e pelas polícias) alguma política de inclusão racial para a maioria negra (os mal-denominados pretos, pardos, mulatos, morenos) da população brasileira, que possa resultar em médio prazo algum sinal de vida diga?

*jornalista, candidato a deputado estadual.


Veja outros artigos de Almir Lima
Acontecências
Acontecências II
Água
Amazônia
Bandido Negro
Cartas do Rebate
Cinema
Classificados
Construção civil
Contos
Cotidiano
Crônicas
Culinária
Cultura
Curiosidades
Direito do Consumidor
Direito do Trabalho
Educação
Educação artística
Empregos & Currículos
Entretenimento
Escaladas
Escultura em sabonete
Esportes
Estudante/Ensino
Festival de Coros
Fotografia
História do Theatro
Índios
Justiça
Liga Operária
Livros
Luta armada
Materialização
Meio ambiente
Movimento hippie
Mulheres da História
Música
Nossas ilhas
Nossos poetas
Opus Dei
Palavra de Filósofo
Pensamentos
Petrobrás/Petróleo
Piadas Brasil/Portugal
Poemas
Poesia
Posta-Restante
Procuras emprego?
Prova de amor
Rafting / Canoar
Recadinhos do Rebate
Reforma Agrária
Religião
Saúde
Sexualidade feminina
Telefones úteis
Umbanda
Voz do povo

Configuração mínima: 800x600. Recomendamos o Mozilla Firefox. Clique aqui para baixar a versão 1.5
Criação e manutenção Artimanha