
Fiapos de CONVERSA – nº 03
Airton Soares*
OS "FAROFEIROS"
Gosto da autenticidade dos "farofeiros". Despregados de qualquer convenção social, constroem em torno de si e de sua comunidade um verdadeiro quartel de convivência singular.
QUANTA FECILIDADE!
Barulhentos, anti-higiênicos, seja lá o que for, ao chegarem à praia com suas provisões: apetrechos logísticos (redes, panelas, churrasqueiras, carnes, sal e som); filharada "caneluda e remelenta" e a indispensável garrifinha do "celular"... Quanta felicidade! Isso é que importa.
"FAROFEIRO” À VISTA!
Quase sempre fugimos. Eles nos incomodam. Tenho impressão de que incomoda mesmo é o nosso papel profissional. Lá, bem escondidinhas, na medula do inconsciente existem em cada amante da etiqueta, com certeza, conecções desejosas em lambuzar a alma de farofa.
DUAS COISAS DEMOCRÁTICAS
Concluo esta apologia citando Osman Lins em Problemas Brasileiros: "Só existem, no Brasil duas coisas verdadeiramente democráticas: a praia e a literatura. Estão sempre abertas a quem chega e ninguém paga entrada".
A PRAIA INFELIZMENTE
A praia, infelizmente, não é mais. Alguns prefeitos começam a enxotar banhistas pobres (os "farofeiros" que levam frango assado para comer com areia.) Mas a literatura continua sem prefeito, se bem que não falte quem se apresente para delegado.
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AH, SIM, IA ESQUECENDO
Por falar em praia, cabe aqui uma trova de Batista Soares, da UBT – União Brasileira de Trovadores, Seção- Ce:
Tudo agora é desigual,
Até a moda é diferente.
Já usaram`fio dental´
Em lugar que não tem dente!
PRA FINALIZAR
“Infeliz do rato que só conhece um buraco”
Nos dias de hoje, infeliz daquele que tem somente uma fonte de renda.
Um forte abraço
“AS”
* Educador & Palestrante
airton.facil@globo.com :: http://www.asphd.blogger.com.br
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