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...Macaé, ano I, Nº 22 - 23 a 29 de junho de 2006
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Por Thadeu Rabelo
pontozero16@hotmail.com
Angra dos Reis, RJ

A Filosofia ideológica do futebol

E um dia disputou-se uma Copa do Mundo...

Não é querer ser melancólico, longe de mim, mas a cada Copa que se disputa cresce um receio, só compreendido pelos últimos românticos da bola, que a cada mundial que se passa pior fica o jogo.

Deve-se ao caso inúmeros fatores, todos caem aos ombros da FIFA, mas, politizadamente, conseguimos enumerar alguns. Dispensa-se a euforia popular.

Não há espaço para uma Copa do Mundo ser disputada, o evento que seria o auge do futebol como esporte de maior aceitação no mundo é tratado numa esfera de evento a ser cumprido. A Copa é espremida entre os lucrativos torneios nacionais e continentais (principalmente os da Europa), com toda certeza, esse modelo de disputa de seleções não é a melhor possível.

O torneio perde magia por culpa dos tempos modernos, pode-se considerar a UEFA Champions League uma espécie de torneio mundial, cada escudo tem no mínimo metade dos jogadores titulares não-compatriotas de seu clube. É tamanha a salada de estrangeiros, que, por exemplo, a final da última edição foi disputada entre um time espanhol e um inglês, os gols foram marcados por um francês para os últimos e por um camaronês e um brasileiro para os primeiros.

Pode parecer absurdo, mas um mundial não teria muito mais graça se fosse proibido nos torneios nacionais jogadores estrangeiros? Protegendo a Copa do Mundo, sim, seria.

Se pensar dessa forma já é radicalizar em demasia, mencionar a veemente proibição de jogadores não nascidos no país vestir as camisas nacionais for feita, já estarei sendo redundante. Com certeza a galera do Atlético de Bilbao concorda comigo.

Afinal de contas é uma disputa entre seleções ou um disputa entre as seleções que tem melhores jogadores nacionalizados? Posso até abrir uma exceção ao meu conservadorismo e liberar ao jogo os que moram no país desde, digamos assim, pequenos. Marcos Senna não iria gostar de ler isso, e duvido muito que ele seja um freqüentador de touradas.

O dinheiro compra quase tudo, no futebol a essa máxima esquecem o "quase", que o diga os vira-casaca da bola. E que não venham me dizer que esse era a única maneira de disputar uma Copa, desculpas esfarrapadas já bastam as do presidente. Fazer o que né? Se pode, a gente faz.

E a nossa queridíssima mídia adora esse bafafá, o importante são os recordes de arrecadação, de telespectadores, de somas nas contas bancárias eternamente positivas. Vamos centralizar nos negócios.

Mas tudo bem, continuemos a pensar que o mundo é perfeito! É mais (para muitos) fácil curvar-se que enfrentar uma batalha.

GUANABARA VENCE MACAÉ E ASSUME LIDERANÇA DO GRUPO E
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O Macaé Esporte precisava apenas de um empate neste domingo, pela manhã, em Bacaxá, contra o Guanabara, e não conseguiu. A derrota por 3x0, gols de Neto, Marcus Vinícius e Rafael, para o time dirigido por Ricardo Barreto, pode complicar uma situação que até hoje estava estável. O resultado igual daria ao time alvianil a vaga para a final do Estadual da Segunda Divisão, já que o rival direto, o próprio Guanabara, estava com um saldo de gols inferior ao time macaense e joga a última partida fora de casa. O Macaé agora torce por um tropeço do adversário, no jogo contra o já eliminado Duque de Caxias, na Baixada, ou golear o também elininado Miguel Couto, em Macaé, na próxima quarta-feira, no Estádio Cláudio Moacir.

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