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Por Thadeu Rabelo
rabelocecilio@uol.com.br
Brasileirão 2005
Onde estão as fitas?
A confusão estabelecida pelo árbitro Edílson ( foto direita ) no campeonato de 2005 alertou-me os olhos para alguns detalhes não em vista na imprensa de hoje.
Se as falcatruas eram feitas explicitamente, sendo facilmente detectadas pela polícia com simples gravações telefônicas, a grande maioria dos árbitros de todos os tempos do futebol brasileiro já devem ter recebido um por fora. Conhecemos bem nosso país e nosso povo.
Lembra daquele dia em que o estádio estava lotado e o bandeira marcou aquele impedimento absurdo? Ora, cego ele não pode ser. Foi exatamente o que você pensou e falou com palavras mais impertinentes. Quer prova maior de roubo?
Histórias de juiz ladrão é o que não falta. Como sábio é o povo, quando adentra aquele ser símbolo da justiça no jogo todos aclamam gritos à sua mãe, o povo sabe que tem coisa mais preta por baixo do próprio uniforme.
Mas como ninguém sabe, ninguém viu, continuamos a acreditar em um discurso mais que batido profetizado em rede nacional pelos queridos comentaristas de arbitragem da Rede Globo: Wright, Marsilha e Coelho ( foto esquerda ). Os donos da palavra julgam a justiça e a absolve quase sempre dizendo que o “juiz é humano e erra”, “esse lance é muito difícil, fulano está à frente do campo de visão...” E por aí vai. Mas que é isso? Como erra o senhor que é pago para ser justo. Não há desculpas para o erro, seja ele por querer ou não.
O mais curioso é que pegamos esses caras com a mão na botija (ou a boca no microfone). Como a verdade veio, e olha que isso é mais raro que visão de Nossa Senhora, sabemos que em onze jogos houve tendenciosidade do juiz para um lado da moeda. É nessa ferida que quero tocar. Gostaria de rever os jogos tais como foram ao ar pela Rede Globo (incluindo sportv e pay-per-view), e observar o comentário das ilustres figuras. Será que os senhores da palavra, detentores do saber de uma boa arbitragem ou não, conseguiram identificar que o juiz estava roubando discaradamente?
Acho que vocês não terão a mesma opinião sobre as transmissões de futebol após ler esse artigo. Tem muita coisa em jogo dentro da cabine.
*Essa coluna deve-se a uma aula com o prof. Roteberg da FACHA.
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