Perdas milionárias nos EUA pelo boicote dos imigrantes hispânicos
Phydias Barbosa
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Imigrantes mostram sua força
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Ainda é difícil medir o impacto econômico do boicote realizado pelos imigrantes nos Estados Unidos à favor da legalização dos indocumentados, mas estados como a Califórnia sofreram perdas milionárias.
Milhões de pessoas responderam, nos Estados Unidos, no ultimo dia 1º de Maio, à convocatória à greve e boicote econômico, exigindo a legalização dos imigrantes indocumentados.
Um milhão de pessoas marchou em Los Angeles, meio milhão em Chicago e meio milhão em Nova York, segundo estimativas dos organizadores, e marchas mais pequenas em cidades de menor tamanho, como Orlando, Atlanta, Denver e Washington, somaram outras centenas de milhares aos protestos.
Inúmeros comércios e empresas mantiveram as portas fechadas, enquanto os operários não contribuíram com seu trabalho nas indústrias da construção e agrícola.
De acordo com Jack Keser, economista da firma Los Angeles Economic Development Corp., o impacto econômico do boicote de um dia pôde ter sido de até US$ 200 milhões no condado de Los Angeles. A estimativa é uma sexta parte do US$ 1,2 bilhão que gera o condado em sua atividade econômica diá ria.
Organizações defensoras dos imigrantes afirmaram que o boicote afetou significativamemte o setor agrícola, um dos ramos econômicos mais importantes do estado da Califórnia.
A adesão à greve paralisou obras de construção ao longo do país e usinas industriais das cadeias alimentícias tiveram que fechar as portas.
Nos bairros latinos de Los Angeles, Washington, Chicago e Miami, milhares de restaurantes, armazéns, locais de revistas e de envio de remessas à América Latina, entre outros negócios, também permaneceram fechados.
Os manifestantes protestaram contra o projeto da Câmara Baixa que propõe criminalizar os indocumemtados e acelerar sua deportação, construir o muro mais longo do mundo na fronteira com o México, e evitar a imigração ilegal, usando tecnologia militar.
Os organizadores do boicote convocaram uma nova marcha nacional, em Washington, para 19 de maio.
Condenado a 25 anos no Brasil, pistoleiro é preso em Boston
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Barreirito em retrato falado
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EUA viram republiqueta de banana, qualquer um entra aqui...pelo México! Como exemplo, o pistoleiro José Serafim Sales, o "Barreirito. Ele tinha sido condenado a 25 anos de prisão pela Justiça paraense, pelo assassinato, em 1991, do então presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio Maria, no sul do Pará, Expedito Ribeiro de Souza.
Barreirito, mais um Brazilino sem sorte, foi preso em Boston, onde vivia. Reconhecido por brasileiros como o criminoso mostrado no programa Linha Direta, da Rede Globo, Sales teve sua casa cercada pela Polícia americana e se rendeu sem criar problemas. Ele foi levado para a Suffolk County House of Correction, em Boston, Estado de Massachusetts. O serviço de imigração norte-americano foi o responsável pela prisão.
"Barreirito" será repatriado pela Interpol para o Brasil. Policiais da Polícia Federal já estão em Boston. Vieram para entregá-lo ao juiz da Comarca de Rio Maria, para que cumpra os 17 anos restantes de sua pena. O pistoleiro cumpriu oito anos de prisão, mas fugiu pela porta da frente da Penitenciária Mariano Antunes, de Marabá, em 13 de março de 2000. E ficou seis anos em liberdade, na condição de foragido de Justiça.
Os brasileiros que vivem em Boston nunca desconfiaram que o homem que vivia entre eles como um pacato cidadão, era de alta periculosidade e tivesse cometido um crime de repercussão internacional. Ao receber voz de prisão, ele ficou o tempo todo calado, embora questionado se seria mesmo a pessoa procurada pela polícia brasileira. A fotografia exibida no Linha Direta serviu para sua identificação, mas faltava o essencial: as impressões digitais.
Digitais por email
A Polícia Federal recebeu da Polícia americana as planilhas com as impressões digitais de Sales, feitas na Delegacia de Boston. A remessa das impressões em poder da Polícia Civil paraense foi solicitada ao delegado-geral, Luís Fernandes, que as remeteu por e-mail para Brasília, que por sua vez as mandou para Boston.
Pelas leis americanas, nenhum suspeito pode ficar preso por mais de 48 horas sem culpa formada, sob pena de processo judicial da vítima contra a Polícia. Após as verificações feitas, não restaram mais dúvidas: o homem preso, até então como suspeito de ser "Barreirito", era o próprio matador de Expedito. Ufa, dessa vez o Brasil andou rápido!
Havia pelo menos uma outra coincidência no fato de Sales estar morando, não se sabe como, nos Estados Unidos, onde imigrantes ilegais entram a toda hora de maneira clandestina: várias pessoas de Rio Maria também fazem parte da comunidade brasileira em Boston. Sales, segundo informações, teria entrado ilegalmente por pressão de fazendeiros, que bancaram o preço dos coiotes, para livrar-se de sua incômoda presença no Brasil.
Os brasileiros que conviviam com Sales alegam que jamais desconfiaram dele. "Ele é calmo, fala pouco, e eu pensei que fosse um sujeito de bem, mas me enganei", disse um estudante paulista que mora perto do local onde o acusado foi preso.
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