Cai a aprovação a Bush e à guerra do Iraque nos EUA
Duas pesquisas de opinião indicam que os norte-americanos estão cada vez mais pessimistas quanto à guerra no Iraque e sua condução pelo presidente George W. Bush.
A maioria acredita que essa é uma guerra que não vale a pena e quer ver as tropas norte-americanas de volta aos EUA no prazo de um ano. Segundo a pesquisa Washington Post/ABC, 62% dos entrevistados desaprova a maneira como Bush vem atuando como presidente, enquanto 36% aprovam; 70% desaprovam o modo como Bush vem conduzindo a guerra no Iraque, enquanto apenas 28% aprovam; 61% acreditam que não valeu apena invadir o Iraque, enquanto 36% acham que valeu a pena.
Foram ouvidos 1.005 adultos, entre os dias 7 e 11 de dezembro; a margem de erro é de 3 pontos porcentuais. Na pesquisa USA Today/Gallup, 59% dos entrevistados aprovam o desempenho de Bush como presidente e 38% desaprovam; 53% acreditam que invadir o Iraque "foi um erro", enquanto 45% disseram que "não foi um erro"; para 62%, invadir o Iraque não valeu a pena, enquanto 37% disseram que valeu a pena; apenas 16% disseram acreditar que os EUA e seus aliados "estão vencendo a guerra", enquanto 17% acreditam que a resistência iraquiana está vencendo e 64% acreditam que ninguém está vencendo.
Apenas 14% dos entrevistados disseram acreditar que os EUA "sem dúvida vão vencer" a guerra, enquanto 36% opinaram que os EUA não têm como vencer e 25% disseram que os EUA podem vencer, mas não acreditam que vencerão. Sobre quando os EUA deveriam retirar suas tropas do Iraque, 30% disseram que em menos de seis meses, 25% que entre seis meses em um ano, 25% que de um a dois anos e apenas 2% que elas devem sair imediatamente. Essa pesquisa ouviu 1.009 adultos entre os dias 8 e 10 de dezembro; a margem de erro é de 3 pontos porcentuais..
"CORPO NÃO É DELA", DIZ MÃE DE CARLA VICENTINI
Por: Angela Schreiber
Tânia Vicentini não acredita que o corpo encontrado seja de sua filha.

Carla Vicentini (sua mãe aparece no insert)
O caso Carla Vicentini não tem apresentado grandes evoluções. Conforme publicação do Jornal Brazilian Voice, o corpo de uma mulher, encontrado em Clifton, New Jersey, teria aparentemente algumas características da brasileira. Mas a mãe de Carla, Tânia Vicentini, afirmou em entrevista por telefone que não reconhece a filha no corpo encontrado. Algumas características não coincidem com as de sua filha.
Assim que obteve os resultados da autópsia do corpo encontrado, o Detetive Evandro, que cuida do caso, solicitou à família de Carla o envio de sua documentação médica e odontológica. "Enviei também uma radiografia de uma fratura na clavícula". Carla usou aparelho nos dentes, na adolescência. A radiografia dentária também foi enviada ao Detetive.
Tânia não reconheceu Carla no corpo encontrado, que apresentava sinais de fratura na clavícula esquerda já que Carla teria fraturado a clavícula direita. "Além disso, o corpo tinha próteses dentárias. Carla não tem nenhuma prótese dentária". A mãe de Carla disse que tenta lidar com a realidade dos fatos, mas que o pior pesadelo é não saber o que está acontecendo com a sua filha. "Faço o possível para manter os meus pés no chão, para que o tombo não seja muito grande. Cada dia que passa fica mais difícil de conseguir ter minha filha com vida. Mas tenho fé em Deus e muitas esperanças".
Mãe da brasileira não se conforma
Atualmente, o maior sonho de Tânia é encontrar sua filha, viva ou morta. Emocionada, ela disse que a falta de notícias é angustiante. "Ninguém tem notícia nenhuma. Não é possível que esta menina desapareceu sem deixar pista nenhuma", desabafou. Evandro disse que espalhou cartazes de Carla por vários lugares. As viaturas da polícia americana têm a foto de Carla. "As informações estão muito soltas no ar, mas sei que existe um leque de possibilidades", declarou a mãe.
A família de Carla tem recebido telefonemas de pessoas que têm contato com paranormais, e também de pessoas ligadas a algumas igrejas. Todos tentando trazer esperança e conforto. "Nunca, jamais na minha vida, vou aceitar o que aconteceu. É uma coisa monstruosa. Se ela está viva ou não está, é uma monstruosidade o que fizeram com ela. Mas, infelizmente, não posso mudar o que aconteceu. É uma dor que jamais sairá de nossas vidas", desabafou.
O Caso
Carla Vicentini desapareceu no dia 9 de fevereiro, quando saía do Adega Bar & Grill, restaurante onde trabalhava em Newark, New Jersey. Ela se dirigia para o apartamento onde morava, nos arredores do local de trabalho. Um outdoor com a foto de Carla foi colocado na Rota 21, próximo à Newark, para auxiliar nas investigações. Qualquer informação sobre o seu paradeiro, ou mesmo sobre o homem (supostamente de nome Antônio) que foi visto com ela no dia do seu desaparecimento, deve ser imediatamente comunicada ao detetive Evandro Saramago pelo telefone (973) 277-5150 ou pelo e-mail casocarla@hotmail.com. As informações também podem ser fornecidas à polícia de Newark - (973) 733-4336 ou (973) 733-5400 ou de New Jersey - Departamento de Pessoas Desaparecidas - (800) 709-7090; Kristen Foundation - (704) 846-7408 - e-mail: Help@KristenFoundation.org; Carole Sund/Carrington Foundation - (209)567-1059 ou 1-888-813-8389 - e-mail: info@carolesundfoundation.com. A identidade dos informantes será mantida em absoluto sigilo.
Pais do bebê seqüestrado não acreditam em vingança
Da redação internacional
Maria de Fátima acha que seqüestro nada tem a ver com dívida.
A polícia americana continua trabalhando incessantemente no caso do seqüestro de Bryan dos Santos Gomes, o bebê supostamente levado por uma hispânica, na Flórida, no dia 1° de dezembro último. Ele é filho de Maria de Fátima Ramos dos Santos, 23, e Jurandir Gomes Costa, 26, imigrantes brasileiros que chegaram aos Estados Unidos há cerca de dois anos, pela fronteira com o México.
O casal confirmou que deve dinheiro para "coiotes" - pessoas que ajudam a atravessar a fronteira com o México - mas nega a teoria da polícia, de que o seqüestro esteja vinculado à dívida, que gira em torno de algumas centenas de dólares, segundo o próprio casal. Eles temem que os coiotes façam algum mal para suas famílias, no Brasil. "Eles estão com medo de falar", declarou Keyla de Sousa, residente em Cape Coral, e amiga dos brasileiros.
A hipótese inicial da polícia era de que a acusada provavelmente tenha levado Bryan para cuidar dele, como se fosse seu próprio filho. Mas o anúncio de que a seqüestradora pode pertencer a uma rede de contrabando humano, mudou o rumo das investigações, dando um tom mais dramático ao caso. A informação foi obtida na semana passada, baseada em novas pistas, conforme declaração do Chefe de Polícia de Fort Myers, Hilton Daniels.
Maria de Fátima e outra mulher, que também estava com um bebê, prestavam informações de trânsito para a seqüestradora. Elas entraram no seu carro, um veículo tipo esportivo, de marca Blazer ou Ford Explorer. As duas mães teriam sido ameaçadas com uma faca. A outra mulher foi forçada a sair do veículo, mas Maria de Fátima permaneceu, até a sua libertação, no sul de Fort Myers. Bryan foi levado.
IMIGRANTES SÃO CHAMADOS A COLABORAR
A comunidade imigrante de Fort Myer está sendo convocada a colaborar com as investigações. "Se você estiver ilegalmente no país, por favor venha até nós. Nossa intenção não é prendê-lo e deportá-lo. Nossa meta é encontrar o bebê", disse Hilton. O Departamento de Controle de Imigração e Aduanas-ICE (sigla em inglês) não retornou uma ligação, até o último domingo, informando o status migratório dos pais de Bryan.
A indústria dos coiotes é global, e movimenta bilhões de dólares todo ano, segundo dados do Departamento de Estado dos Estados Unidos, onde cerca de 18.000 pessoas trabalham em condições muitas vezes desumanas, a fim de pagar suas dívidas.
A ligação do seqüestro com a dívida está sendo investigada pela polícia. Segundo Hilton, não foram os pais de Bryan que deram a pista sobre a dívida. A preocupação com a segurança de Bryan aumentou, após a reviravolta no caso. John Rabun, vice-presidente executivo do Centro Nacional para o Desaparecimento e Exploração de Crianças, sediado em Alexandria, Virgínia, disse que "uma parte de mim espera que eles estejam errados. Mas se for uma represália, e mais uma semana se passar sem notícias da seqüestradora, então é um mau pressentimento, em relação ao bebê".
Uma recompensa de $21.000 está sendo oferecida a quem indicar o paradeiro da criança.
Bryan está atualmente com pouco mais de um mês de idade. A suposta seqüestradora aparenta ter de 28 a 30 anos, é hispânica, tem pele clara e cabelos pretos. Pessoas que dizem ter visto a suspeita têm ligado para a polícia. A instalação de barreiras policiais nos arredores de Fort Myers não obteve sucesso. O FBI também está investigando o caso.
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