
Democratas vencem trazendo esperança para milhões de indocumentados
A vitória simboliza o avanço dos projetos de lei que facilitem a legalização
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| Esperança para 12 milhões de imigrantes ilegais |
Pela primeira vez desde 1994, os democratas conquistaram a maioria da Câmara dos Deputados dos EUA. Para os analistas, a vitória poderá estimular no Parlamento o avanço de projetos de lei que facilitem a legalização dos imigrantes, considerando que até o momento eles vinham sendo bloqueados pela maioria republicana.
Esperança
Segundo Allert Brown-Gort, diretor-associado do Instituto de Estudos Latinos da Universidade de Notre Dame, pela primeira vez em muitos anos os democratas vão estar na posição de poder não apenas reagir, mas de propor alguma coisa. "O único lugar em que eles têm uma convergência importante com o presidente é na questão da imigração", disse.
Durante todo o ano, o presidente George W. Bush tentou fazer com que o Congresso aprovasse a reforma nas leis de imigração, que, além do muro, pretendia proporcionar uma forma de legalizar milhões de estrangeiros. Os republicanos transmitiram ao seu eleitorado uma mensagem de inflexibilidade em relação aos ilegais, e fizeram avançar na Câmara apenas o projeto da construção do muro.
O muro
A questão da construção do muro na fronteira ainda passa por alguns dilemas. O presidente assinou a lei que autoriza a construção dos 1.125 km de barreiras na fronteira com o México, porém o projeto só conta com financiamento para algumas centenas de quilômetros.
Esperando que o Congresso autorize mais verbas, o projeto poderá naufragar. A futura presidente da Câmara dos Deputados, que assumirá em janeiro, a democrata Nancy Pelosi, votou ela mesma contra o muro. "Ela está definitivamente a favor de uma reforma ampla," disse o assessor dela, Drew Hammill. Apesar do Senado não ver com bons olhos a construção da muralha, mesmo sendo republicano, não chegou a bloquear o projeto. "Eles votaram pelo muro porque precisavam de um resultado simbólico ..., mas em seguida ficou claro que ninguém tinha a intenção de construir o famoso muro", disse Brown-Gort.
Possibilidades
Com a vitória dos democratas, o plano do governo de levantar um muro no sul do país para impedir a imigração ilegal - projeto que irritou o México - pode ficar obstruído, já que os democratas provavelmente dificultariam a aprovação das verbas para sua construção.
Para Frank Sherry, do do Fórum Nacional de Imigração, uma reforma na imigração poderá ganhar impulso. "O presidente está a favor e ele vai estar desesperado para realizar alguma coisa nestes dois últimos anos", disse.
Análise
Embora os analistas considerem que a vitória democrata nas urnas tenha canalizado principalmente a insatisfação popular com a guerra no Iraque, pesquisas mostraram que o eleitorado hispânico usou a eleição para protestar contra a falta de uma reforma no sistema de imigração, que beneficie os que estão em situação ilegal. Os 42 milhões de hispânicos que vivem nos Estados Unidos representam 14 por cento da população do país. O controle da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos conseguido pelos democratas simboliza a esperança para os 12 milhões de imigrantes ilegais e que sonham em encontrar um caminho para a legalidade.
ORebateOnline Internacional
Americano que estuprou brasileira pega 65 anos de prisão Da redação internacional O REBATEONLINE
No julgamento, Curtis Sovern disse que não é esse monstro que agiu naquela noite.
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| Chris Sovern durante o julgamento |
Curtis Sovern, 38, americano que estuprou uma babá brasileira em junho deste ano, na localidade de Westlake, Ohio, foi condenado a 65 anos de prisão. A sentença foi dada pela Juíza Eileen T. Gallagher, do Condado de Cuyahoga. O criminoso se emocionou por breves momentos, ao mesmo tempo em que se desculpava com a sua vítima de 23 anos, e também com as outras pessoas envolvidas no caso. Disse que ele próprio não conseguia entender o que o obrigou a violentá-la repetidas vezes, em 21 de junho. A brasileira foi raptada no centro comercial de Crocker Park.
"Sou o único nesta sala que sabe que não sou o monstro como me comportei naquela noite", ele disse. "Somente espero ter a chance de algum dia mostrar que não sou aquele monstro". Provavelmente ele não terá esta chance fora da prisão. Curtis confessou a culpa de 11 crimes em 23 de outubro. Mesmo com apelo à sentença, ele ficará atrás das grades até a idade de 103 anos. Ele nunca terá direito à liberdade por bom comportamento. "A punição está de acordo com o crime", disse o Tenente Ray Arcuri, investigador chefe do caso.
A vítima, uma au pair (intercambista que cuida de crianças em troca de estudos) brasileira que se mudou para Wisconsin, assistiu ao julgamento. Suas mãos tremeram quando ela leu uma declaração, dizendo ao juiz que a experiência sofrida "me deixou propensa a grandes ataques de ansiedade, onde meu coração bate no meu peito de tal forma que eu mal consigo respirar, e sinto como se fosse morrer". "Você foi muito estúpido em pensar que poderia sair desta", ela criticou Curtis. "Você é uma pessoa muito ruim. Pegar uma pessoa e torturá-la por quatro horas - você tinha o controle naquele dia, mas agora você não tem".
O Defensor Público Assistente, Juan Hernandez, pediu ao júri para não se deixar levar pelo que ele chamou de "sensacionalismo" da mídia. O advogado de defesa citou outros estupros semelhantes ao de Curtis, e disse que o réu deveria receber uma sentença de 21 a 29 anos de prisão. Entretanto, o Assistente da Promotoria, Richard Bell lembrou a Juíza Eileen que o ataque de quatro horas de Curtis contra a babá brasileira não era o primeiro ataque de violência do réu.
Algumas horas antes de Curtis confessar a culpa, o Tenente Ray obteve arquivos do Kansas, revelando que Curtis participou de dois assassinatos, ocorridos em 1984. Curtis era um fugitivo de 15 anos. Ele e um primo de 18 anos mataram duas mulheres com tacos de beisebol, durante um roubo a uma casa em Kansas City. Ele foi solto aos 21 anos. A Juíza Eileen T. Gallagher fez poucos comentários quando sentenciou Curtis e taxou-o de predador sexual, a classificação mais grave de delinqüente sexual.
O caso: a primeira noite de verão estava nublada. O namorado da vítima deixou-a no estacionamento do Crocker Park e deu-lhe um beijo de boa noite. Ao acender um cigarro, a vítima foi abordada por Curtis, que saiu de trás de um arbusto e encostou uma arma nas suas costelas. A arma tinha sido adquirida horas antes num supermercado Kmart na mesma rua. Quatro horas e dois estupros depois, Curtis deixou a brasileira, com os pés atados, na lama do lado de fora de uma casa em construção, em Westlake. Ele fugiu com o celular da vítima no carro dos patrões dela. A polícia usou o sinal do celular para localizá-lo no Missouri, onde foi preso no mesmo dia pelas tropas estaduais.
"Agora que isto está feito, espero recomeçar minha vida", disse a vítima.
Família brasileira pede para ser presa
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| Sabrina Braga brinca com o pai, Marco. A familia está farta de viver ilegal |
Na fachada, Marco e Rosa Braga aderiram ao sonho Americano: churrascos nos finais de semana, viagens para pescar, um quintal cheio de mangueiras.
Então, porque este casal de brasileiros de Boca Raton estaria pedindo ao governo para ser deportado?
"Comecei a ficar com medo quando me pediam ID", disse Rosa Braga, cujo visto de turista expirou há anos. "Queremos viver conforme as leis".
Num ato incomum, os Braga, ambos imigrantes brasileiros indocumentados, querem entrar com um processo de deportação, assim podem solicitar o perdão para um juiz - e permissão para ficar nos Estados Unidos. É uma proposta arriscada, mas como muitos que estão no país sem autorização, eles estão cada vez mais ansiosos para legalizar a sua situação, principalmente por temer que a pátria que eles adotaram esteja se tornando hostil com os imigrantes indocumentados.
Como outros, eles viram políticos na televisão pedindo controles mais rígidos na imigração, e que apóiam a lei, assinada pelo presidente Bush no dia 26 de outubro, autorizando a construção de um muro de 700 milhas na fronteira com o México. Muitos indocumentados da Flórida também viram suas carteiras de motorista expirar, sob uma lei estadual que não permite a renovação. E veio a lei do Senado, que previa a legalização de cerca de 8 milhões de pessoas, estagnar.
"O debate está esquentando e se tornou muito anti-imigrante", disse Olga Rojas, da American Immigration Lawyers Association. "Tenho um cliente que me disse, 'Estou simplesmente farto de ter medo'".
Depois de três tentativas fracassadas para obter os vistos de trabalho, e sem parentes próximos nos Estados Unidos para patrociná-los na obtenção do green card, os Braga vêem agora a deportação como sua única chance de sair das sombras. Eles estão seguindo o caminho do Immigration and Nationality Act que permite a um juiz conferir status legal para os deportados, se eles provarem que sua mudança para o país de origem possa causar "danos excepcionais e dificuldades extremas" para seus filhos nascidos nos Estados Unidos. Os Braga têm quatro filhos nascidos no país, e moram em South Flórida há aproximadamente uma década.
Marco Braga veio para os Estados Unidos há 20 anos, trabalhando inicialmente como chef na Universidade de Harvard, em Massachusetts e evoluindo para a classe média com serviços gerais e como pintor.
La más famosa foto del Che
POR MIREYA CASTAÑEDA
de Granma Internacional
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| Korda |
SÓLO dos negativos tomó al comandante Ernesto Guevara el fotógrafo Korda aquel algo frío marzo de 1960, en La Habana. Uno de ellos llegaría a convertirse en la más famosa foto del Che.
Apenas un año antes, con el triunfo de la Revolución, las calles son centro de la historia, y los fotógrafos testimonian los acontecimientos. Entre ellos Alberto Díaz -Korda- quien en el periódico Revolución publicaba importantes ensayos fotográficos. Para captar los sucesos del momento y los jóvenes que los acometían, Korda -quien era ya un reconocido artista- utilizaba la luz natural, elemento básico en su carrera.
PROFESIÓN Y DESTINO
Muy asediado en estos momentos ante la noticia de la identificación de los restos del Guerrillero Heroico, y su traslado a Cuba, Korda no obstante accede a una conversación con GI.
Mis inicios en la fotografía pueden considerarse como parte de una novela rosa -dice en su apartamento del habanero reparto de Miramar- porque estuvieron marcados por el amor. "Tenía 16 años y naturalmente estaba enamorado. A Yolanda, mi primera novia y mi primera modelo, le hice esas fotos iniciales, con una Kodak 35".
Pero lo fundamental, además del amor, era la atracción por la imagen, y aunque este hijo de un obrero ferroviario tuvo que desempeñarse en diversos oficios (fue contador, vendedor ambulante, investigador de mercado), uno de sus actos conscientes fue la compra de una cámara en una casa de empeños.
En la década del 50, junto a otro fotógrafo, crea un estudio, y es ahí donde surge el nombre Korda. "Cierto que tenía admiración por los cineastas húngaros Zoltan y Alexandr, pero lo pensé por la afinidad fonética con Kodak, entonces la más reconocida marca".
Su arte se desarrolla, caracterizado siempre por el uso de la luz natural, en una especialización que hoy hace furor, la fotografía de modas y modelos, alcanzando renombre internacional.
Junto a esas fotos, Korda toma otras de evidente intención social. ¿Por qué y para qué si no era periodista? "Por la simple necesidad de captar esa imagen".
Korda hace de la fotografía "una profesión y un destino".
LA FOTO DEL CHE
La llegada de la Revolución -comenta Korda- da a la fotografía un sitio especial, es entonces cuando empieza su historia como género coherente, y los fotográfos logran fotos que mueven resortes en el espectador, y otras se convierten en íconos.
Fotógrafo de Revolución, Korda se encontraba en su labor durante los funerales de las víctimas del sabotaje al barco La Couvre en marzo de 1960.
Estaba a unos 8 ó 10 metros de la tribuna donde hablaba Fidel y tenía una cámara de lente semi-telefoto cuando me percato que el Che se acerca a la baranda, donde estaban Jean Paul Sartre y Simone de Beauvoir, rememora Korda.
"El Che se había mantenido en un segundo plano. Se acerca a mirar el río de gente. Lo tengo en el objetivo, tiro uno y luego otro negativo, y en ese momento el Che se retira. Todo ocurrió en medio minuto."
Cuando llega al periódico y revela, Korda piensa que es una buena foto del Che, pero Revolución no la publica entonces. Siete años más tarde -apunta- esa imagen alcanza otra dimensión.
LA FUERZA DE LA MIRADA DEL CHE
En el verano del 67 el editor italiano Giangiacomo Feltrinelli llega al estudio habanero de Korda. Lo ha enviado Haydée Santamaría, presidenta de la Casa de las Américas. Buscaba unas fotos del Che y Korda le obsequia dos copias de la foto tomada en 1960.
"En octubre muere el Che y Feltrinelli imprime mi foto en un cartel de un metro por 70. Se dice que vendió un millón de ejemplares en seis meses."
La foto de Korda se convierte en mito. Impresiona por su hieratismo, con su chaqueta verde oliva cerrada, con su boina negra y la estrella dorada. "Se advierte en su mirada la cólera reconcentrada por aquellas muertes, hay una impactante fuerza en su expresión".
Es la foto que se lleva a las manifestaciones, a las protestas, aparece publicada en cientos de artículos, en banderas, en posters.
Korda, quien posee unas 400-500 fotos del Che, viene realizando en los últimos años exposiciones para las cuales ha seleccionado unas 40. "He estado en Europa y América Latina. La más reciente es la de Argentina, en el Museo de la Recoleta, en Buenos Aires".
A partir de septiembre -anuncia- comienzo un nuevo ciclo de exposiciones que me llevarán a Londres, Hamburgo, Berlín, Munich, Marsella, y a ciudades de Bélgica, Italia y Suiza. "En octubre tomaré parte en una gran muestra colectiva de fotógrafos cubanos, de fotografías del Che, que se montará en el Memorial José Martí, en la Plaza de la Revolución de La Habana.
La foto de Ernesto Che Guevara tomada por Korda y que él tituló Guerrillero Heroico es hoy en día una de las más famosas del mundo.
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