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'...Macaé, ano I, Nº 37 - 6 a 13 de outubro de 2006
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Americanos criticam construção de muro na fronteira com México

Michael Chertoff satisfeito com decisão do Senado

Muralha da China foi construída com o mesmo objetivo:
afastar o inimigo da fronteira

A construção de um muro duplo na fronteira com o México, aprovada pelo Congresso dos EUA, para frear o fluxo de estrangeiros imigrantes ilegais foi qualificada por grupos a favor de imigrantes como "uma política irreal".

Líderes democratas e de outros setores se juntaram a estas organizações, que lutam por uma reforma de imigração ampla. Eles consideraram que "os muros não são a forma justa de solucionar o problema dos imigrantes ilegais".

No entanto, a liderança da maioria republicana das duas Câmaras do Congresso sustenta que a cerca dupla, cuja construção foi aprovada pelo Senado na madrugada de hoje, é "sumamente vital" para recuperar o controle da facilmente transponível fronteira sul.

O secretário de Segurança Nacional, Michael Chertoff, expressou sua satisfação pela decisão do Senado (80 votos a favor e 19 contra) em aprovar uma lei parecida, que em 14 de setembro recebeu o sinal verde da Câmara de Deputados.

Na opinião de Chertoff, a vigilância fronteiriça requer mais tecnologia e infra-estrutura física, como o muro que terá 1,226 mil quilômetros e um custo de US$ 1,2 bilhão.

Em entrevista à Efe, o líder democrata Howard Dean, presidente do Comitê Nacional Democrata, disse hoje que o muro "é uma despesa inútil de dinheiro que não soluciona o problema dos imigrantes ilegais".

Dean afirmou que o sinal verde a essa obra foi dado pelo Congresso, e os fundos atribuídos pela Câmara Baixa na sexta-feira para sua realização "são atos políticos dos republicanos para ganharem votos nas eleições legislativas de 7 de novembro".

Para Dean, o muro "não terá efeitos positivos contra a entrada de imigrantes ilegais. Não ajudará eficazmente ao objetivo que o Governo se propõe, e pelo contrário, afetará ambos os lados da fronteira sul".

Na opinião do líder democrata, a solução para este problema passa por uma "necessária" reforma de imigração global "que poderia ser conseguida com um triunfo democrata nas eleições legislativas de novembro, nas quais o voto hispânico é muito importante".

À margem da oposição democrata, coalizões e grupos nacionais que defendem uma reforma que substitua o "ineficaz" sistema de imigração atual rejeitaram taxativamente a construção do muro "por suas implicações desumanas".

Cecilia Muñoz, do Conselho Nacional La Raza, declarou à Efe que "os muros não solucionam nada" e que, ao contrário, contribuirão para mais perigos para os estrangeiros que tentam entrar ilegalmente nos EUA, já que estas pessoas buscarão atalhos de alto risco para alcançarem seu objetivo.

A medida legislativa também causou mal-estar no México, onde o chanceler desse país, Luis Ernesto Derbez, advertiu que a construção, por parte dos EUA, de um muro fronteiriço não resolverá o problema migratório, mas sim prejudicará as relações bilaterais.

O Fundo Educacional e de Defesa Legal México-Americano (MALDEF, em inglês) manifestou hoje sua "mais enérgica oposição" ao muro porque é uma obra que "não contribuirá para melhorar o sistema de imigração atual, que está falido"

"Podemos construir o muro mais alto no mundo que ele não consertará nosso sistema falido de imigração" disse em comunicado Harry Reid, líder democrata no Senado, que se uniu ao coro de vozes contra a cerca.

Reid ressaltou que essa barreira "também não reforçará a segurança em nossas fronteiras", e que, para conseguir a segurança nessa área, é necessário "o tipo de reforma integral que foi aprovada no Senado em maio deste ano".

O líder democrata declarou ainda que apóia uma forte segurança fronteiriça, mas que, para resolver a crise de imigração, os EUA precisam de um projeto de lei que combine um reforço seguro e eficaz da fronteira com outras medidas justas de imigração.


Na Flórida, ninguém queria Lula

Quase 3 mil brasileiros votaram em Miami

Se dependesse dos brasileiros residindo em Miami, a eleição para presidente da república já teria sido definida no primeiro turno, com vitória disparada de Geraldo Alckmin do PSDB, que recebeu um total de 1.731 votos, seguido por Luiz Inácio Lula da Silva do PT, com 571 votos. A candidata Heloísa Helena do PSOL recebeu 245 votos. Cristóvão Buarque do PDT recebeu o voto de 153 eleitores.

A candidata do PRP, Ana Maria Rangel teve 29 votos, Luciano Bivar do PSL nove votos, Rui Pimenta do PCO, teve oito votos, e José Maria Eymael do PSDC teve seis votos. O total de votos brancos foi de 49 e de votos nulos 38.

Um total de 2.839 eleitores compareceu no domingo (1) à zona eleitoral instalada pelo Tribunal Superior Eleitoral no Miami Dade College, em Downtown Miami, onde foram colocadas 18 seçôes à disposição dos brasileiros. Só puderam votar aqueles brasileiros que transferiram, dentro do prazo, seu título para o endereço no exterior.

Por determinação da lei eleitoral, os brasileiros vivendo no exterior votam apenas para presidente da república. O eleitor cadastrado para votar no exterior, mas que não pôde comparecer no primeiro turno, ou que não puder comparecer no segundo turno a um local de votação, deverá apresentar, até 60 (sessenta) dias após cada dia de eleição, justificativa eleitoral a um Juiz Eleitoral do Cartório do Exterior. O endereço para envio é SEPN 510 Lote 07, Av. W3 Norte. CEP.: 70 750 522 – Brasília – DF – Brasil.

Quem reside no exterior, mas ainda não está cadastrado para votar em qualquer município do Brasil, deverá encaminhar requerimento de justificativa acompanhado de cópia de documento brasileiro de identificação válido, em prazo de até 60 dias após a eleição para a zona eleitoral onde o eleitor possui título. Os endereços dos cartórios eleitorais em todo o Brasil e os modelos de justificativa podem ser encontrados na internet, no site www.tse.go.br

De acordo com o TSE, o eleitor que deixar de votar e não justificar sua ausência estará em débito com a justiça eleitoral e terá que pagar multa. Quem deixar de votar e justificar a ausência por três vezes consecutivas, terá o título cancelado e ficará impedido de renovar passaporte, regularizar CPF, ter diploma de curso superior emitido, entre outras sanções.


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