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'...Macaé, ano I, Nº 34 - 15 a 22 de setembro de 2006
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Noivos de aluguel vão em cana!

Autoridades prendem 19 "noivos de aluguel"

Americanos recebiam até 5 mil dólares por casamento
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O Departamento de Polícia de Arlington, Virgínia, prendeu 19 pessoas após desbaratar uma rede clandestina que arranjou cerca de 1 mil casamentos falsos na região norte do estado, centenas com brasileiros e brasileiras ilegais, além de pelo menos 300 casamentos com indivíduos naturais de Ghana. As detenções ocorreram no último 7 de setembro e envolveram cidadãos norte-americanos em busca de dinheiro e imigrantes à procura da residência permanente (green card).

Totalmente desconhecidos

Muitos dos casais nunca haviam se visto antes de aparecerem na Corte Municipal para aplicar para suas licenças de casamento, disse o promotor público Chuck Rosenberg. "Geralmente, não damos opiniões em assuntos do coração, mas é seguro dizer que neste caso acreditamos que não se tratava de amor à primeira vista", comentou Rosemberg.

Longa investigação

As prisões aconteceram após uma longa investigação com a duração de 3 anos. Ao todo, 22 pessoas foram autuadas e até o momento 19 delas foram presas, disseram as autoridades. Entre os acusados foram encontrados os "facilitadores" (intermediários) que agendavam os casamentos por valores entre US$ 2.500 a US$ 6 mil para imigrantes ilegais que utilizavam as falsas uniões como forma de adquirir o green card (residência permanente). Os cidadãos norte-americanos recebiam o pagamento inicial de US$ 500 e mensalidades, totalizando US$ 6.000.00 por participação, divulgaram as autoridades.

Centenas de casamentos

O agente do Departamento de Imigração dos Estados Unidos - USCIS, Gregory Cichetti disse que a rede havia arranjado pelo menos 500 casamentos falsos, iniciando em 2002. Mas autoridades acreditam que o número pode chegar a mais de 1.000. Durante as investigações, os agentes descobriram que os "facilitadores" instruíam os casais sobre as perguntas feitas pelos funcionários de imigração para verificar a legitimidade do casamento como, por exemplo, em que lado da cama cada um dormia. Eles também ajudavam os imigrantes a obterem extratos bancários e contas (telefone, gás, luz) para convencer os representantes do Governo da veracidade das uniões.

Uniões legítimas

O USCIS não reconhece casamentos motivados por interesses migratórios, ou seja, o órgão considera somente uniões de boa fé. Em virtude disso, o Governo, através de entrevistas com o casal, averigua a legitimidade e sinceridade da relação entre o estrangeiro e o cidadão norte-americano ou residente permanente. No caso de fraude, ambos os cônjuges são punidos rigorosamente pela lei.

As acusações sobre os 19 presos incluem fraude de imigração e casamento fraudulento, passíveis de 10 e 5 anos de prisão, respectivamente. Os acusados também poderão sofrer penalidades adicionais.


Voz brasileira na ONU


Ana Fernandes durante sua apresentação
em frente ao prédio da ONU, em New York

A cantora brasileira Ana Fernandez realizou show na Organização das Nações Unidas-ONU, em New York. O evento comemorou o Dia da Independência do Brasil, e também teve o objetivo de auxiliar as comunidades de Santo Domingo, capital da República Dominicana, e também da ilha de Dominica. O convite para sua participação partiu da professora brasileira Rosely Saad, considerada por Ana uma referência dos brasileiros para a ONU. Ela era a única artista brasileira presente no evento.

O evento foi um verdadeiro sucesso, e Ana estava felicíssima por participar. "Me senti muito importante em representar o Brasil". Ana cantou bossa nova, bolero e samba, e a aceitação do público foi maravilhosa. "Um russo me confessou que achava que só tinha batuque no Brasil". Ana cantou na ONU pela primeira vez este ano, mas já participou de outros eventos no mesmo local, em anos anteriores. "Os cantores e artistas brasileiros são uma referência importante para a ONU", enfatizou. Nos seus shows, de uma maneira geral, ela garante que ninguém fica parado. "Também canto forró". Morando há 3 anos nos Estados Unidos, ela disse que o seu maior desejo é "trazer as belezas e a cultura do Brasil para cá". Além de cantar, Ana também é coreógrafa e professora de samba. Filha de mãe espanhola e pai negro (neto de escravos e músico), Ana carrega uma raiz brasileira muito grande. Nasceu em Aracaju, Sergipe, mas foi criada em São Paulo. "Sou muito mais paulistana do que nordestina", afirmou.

A cantora está preparando o seu primeiro CD, carregado de muita MPB e bossa nova, além de regravações de grandes sucessos e duas músicas de sua autoria. O CD está semi-pronto. Ana precisou interromper os trabalhos devido a outras propostas recebidas. "Não imaginava que eu teria tantos convites". Segundo ela, o CD já tem 1.000 cópias vendidas. Declarou que os cantores e artistas brasileiros devem mostrar - e muito - o seu próprio trabalho. "Principalmente a mulher brasileira, ela precisa mostrar o seu verdadeiro valor. Somos muitas vezes rotuladas como gogo girls ", lamentou. Ela disse que cantar é uma responsabilidade muito grande. "Não quero somente cantar, mas levar paz e conforto ao mundo, amor e união para o coração das pessoas".


JOVEM DE RIO BONITO MORRE EM CONNECTICUT

O Rebate ON Internacional



Marcelo conhecia bem o esporte
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O brasileiro conhecia bem as técnicas do esporte e sabia que os ventos não estavam favoráveis no dia do acidente.

A tarde da sexta-feira, 1º de Setembro, terminou em tragédia para o brasileiro Marcelo Carvalho, 27 anos. Ele praticava um esporte chamado Kite Surf, no Seaside Park em Bridgeport, Connecticut, e foi arremessado às pedras devido a uma forte rajada de vento. Marcelo bateu a cabeça duas vezes e foi socorrido imediatamente. Levado ao hospital de Bridgeport, Marcelo não resistiu aos ferimentos e foi declarado morto no sábado, 2. Ele praticava o esporte há 3 anos e era considerado bastante experiente. A família autorizou a doação de seus órgãos. Seu corpo foi cremado.

Alessandro Pim era amigo de Marcelo, com quem praticava o esporte. Ele contou que entre as 6:30pm e 6:45pm daquela sexta, a velocidade do vento era de 25 milhas/hora. "A partir deste horário, o vento começou a ficar mais forte, de 30 a 33 milhas/hora. Eu e outros amigos saímos da água. O Marcelo ficou". Vandro Espúrio, que também conhecia Marcelo, disse que o vento estava muito forte para a prática do esporte. "É muito perigoso praticar o kite surfe com o vento nesta velocidade. O ideal é quando o vento está a 20 milhas/hora". Segundo Alessandro, o vento era Leste, soprando em direção às pedras. Marcelo perdeu a prancha. Foi jogado contra as pedras, onde bateu a cabeça. Ele teve uma fratura na parte da frente e outra na parte de trás da cabeça. "Ele também tomou muita água". Marcelo foi tirado da água pelos amigos, e neste meio tempo o 911 foi acionado (serviço de emergência dos Estados Unidos) chegando rapidamente, transportando o brasileiro até o Hospital de Bridgeport. Marcelo sofreu uma cirurgia. Betânia Carvalho, irmã de Marcelo, teria ligado para Alessandro, na madrugada do sábado, dizendo que ele ainda estava vivo. Marcelo estava ligado a aparelhos. Por volta do meio-dia de sábado, Betânia ligou novamente para Alessandro, confirmando a morte de Marcelo.

Fatalidade

Natural de Rio Bonito, Rio de Janeiro, Marcelo, que estava há cinco anos nos Estados Unidos, tinha todas as noções técnicas do esporte. Ele acessava com freqüência o site brasileiro www.gokite.com.br, interagindo com outros amantes do esporte. Quando Betânia soube que Alessandro havia divulgado a notícia da morte de Marcelo no site, incluindo fotos, pediu que ele retirasse imediatamente. Alessandro atendeu ao pedido. "A Betânia cortou relações comigo, depois da morte do Marcelo. Não sei se ela está revoltada contra o esporte. Mas foi uma fatalidade". Betânia contatou a redação do Rebate Online na Flórida. Bastante irritada, disse que não iria dar entrevista a nenhum jornal. Betânia é casada, e é a única parente de Marcelo nos Estados Unidos.


Mulher americana paga 145 mil dólares por macumba

Em ritual satânico, mãe e filha fazem cliente beber sangue de galo para afastar ex-marido

Satanismo brasileiro assusta comunidade
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A polícia de Stratford, em Connecticut, prendeu a brasileira Maria dos Santos, 52, e sua filha Shirley Iannucci, 30. Elas são acusadas de induzir uma americana, identificada apenas por Deborah, a pagar 145 mil dólares por rituais de magia negra. Segundo informações levantadas, os trabalhos seriam destinados a afastar da vida da vítima o ex-marido, John Tomlinson. No ritual realizado pela dupla, a americana teria que ingerir sangue de galo, além de outros trabalhos que foram exigidos de Deborah, paralelo ao pagamento do serviço. Elas se entregaram na semana passada e responderão por crime de furto e conspiração.

Satanismo brasileiro assusta comunidade

Segundo as informações apuradas pela polícia, o filho de Maria, Willian Rosa, foi o responsável pela aproximação com a cliente, pois ele trabalhava na casa de John. O americano, ao ser interrogado pela polícia, disse que o rapaz lhe havia assegurado que sua mãe era muito espiritual. "Notei, também, que algo estava errado na casa da minha ex-esposa", comentou, salientando que os trabalhos foram feitos durante o processo de separação. "Não havia necessidade de tudo isso", acrescenta.

John afirmou que encontrou cruzes penduradas "de cabeça para baixo", bonecos de voodoo e Deborah estava se trajando somente com roupas roxas e pretas. "Meus dois filhos também estavam se comportando de forma esquisita".

Ele alega não ter chamado a polícia anteriormente porque não tinha percebido motivos concretos. "Mas a mulher possuia uma aparência assustadora", referindo-se a Maria dos Santos.

Deborah acabou sendo convencida por Maria a lhe entregar todos os documentos legais, financeiros e no mínimo 145 mil dólares em dinheiro. Parte desta quantia teria sido enviada ao Brasil. Além disso, fez com que a americana repassasse para ela, um seguro de vida no valor de 200 mil dólares.

As espertas macumbeiras brasileiras afirmaram à polícia que tinham emprestado dinheiro para Deborah e que a quantia recebida seria referente a este empréstimo.

Rituais

Os rituais duraram cerca de três dias e tudo foi realizado na casa de Deborah. Além do sangue de galo, Maria também teria feito Deborah participar em rituais satânicos, a fim de afastar o ex-marido da mulher. No local, foram encontrados animais queimados e um odor insuportável.

Segundo o depoimento do ex marido, a dupla teria feito com que Deborah ingerisse uma espécie de droga. A americana só percebeu a gravidez do problema depois que os rituais foram realizados. "Foi então que decidi chamar a polícia", afirmou o ex-marido.


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