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...Macaé, ano I, Nº 14 - 28 de abril a 5 de maio de 2006
Zona Urbana

Arq. Moctezuma Pinto

RODOVIA AMARAL PEIXOTO - TRECHO MUNICIPAL

A antiga estrada Niterói-Campos que ligava a então capital do antigo Estado do Rio ao norte fluminense passava por pequenas cidades que eram balneários em regiões agrícolas e ou pesqueiras, como os distritos de Barra de São João, Rio das Ostras (agora município) e também por Macaé.

O crescimento desordenado e sem planejamento em algumas dessas localidades deu-se no entorno dessa estrada que passou a ser usada como eixo central e única "avenida" das cidades por onde passa. Não há ligação entre bairros e centro sem ser por essa importante via, exceto se formos usar ruas terciárias, cruzamentos, etc. Mas ligação direta, preferencial, não existe.

Macaé não é exceção. Como a parte do núcleo da cidade (Centro / Imbetiba) não tinha alternativa de ligação municipal com localidades rurais ou de sítios de recreio (Granja dos Cavaleiros, Imboassica, Lagoa) a preferência para expansão do tráfego com a chegada da Petrobras e da indústria do petróleo foi pela rodovia estadual.

Mas a cidade cresceu muito, a Prefeitura fez alguns investimentos na via, após municipalizar a ligação Imboassica - Centro, como duplicação e asfaltamento do trecho Cancela Preta - Lagoa sem esquecer os jardins e a iluminação.

Porém existe uma parte esquecida, abandonada, que necessita da urgente ação do poder público. É a ligação Lagoa - Parque de Tubos (Imboassica) que está totalmente sem iluminação, sinalização vertical e horizontal deficiente e é a parte com apenas uma pista de ida e outra de volta, insuficiente para o volume de tráfego existente.

Na época dizia-se que havia poucos habitantes na região, no Mirante da Lagoa e um núcleo urbano na Imboassica e apenas o parque de tubos (Petrobras) na área industrial.

Essa realidade mudou. Temos, só na parte residencial, o dobro de moradores no próprio Mirante da Lagoa, o novo bairro São Marcos, o imenso Paes Erlacher, condomínios em construção (com mais de 300 casas) com saída pela Fazenda do Mutum (cancela junto à churrascaria Galope), que também tem parte da indústria sempre com muitos funcionários e operários, prédios no loteamento de frente para a entrada do Mirante, a Escola Técnica Federal com muitos alunos atravessando a pista e circulando pelo trecho, muitas empresas à beira da estrada. Temos que considerar também o imenso crescimento de Rio das Ostras cujos moradores em grande parte trabalham ou freqüentam Macaé.

Então torna-se urgente a duplicação daquela pista, sinalização gráfica correta para a segurança dos transeuntes e a iluminação. A presença efetiva da Prefeitura Municipal de Macaé.

A noite está um breu, uma escuridão. O abandono é total. É um desrespeito a tantos moradores que aqui vieram trabalhar, produzir ou viver. E um risco de vida para os motoristas e passageiros que ali circulam. A mesma estrada é totalmente iluminada do trevo de Búzios, passando por Unamar (distrito de Cabo Frio), Barra de São João e Rio das Ostras até Mar do Norte na divisa com a decantada "Capital do Petróleo", onde aí sim, começa o caos, a escuridão e a pouca vergonha.

E tudo feito pelas respectivas prefeituras municipais, todas com muito menos receita ($) do que Macaé.

Tanto a municipalidade reconhece a urgência que colocou UM POSTE com iluminação na entrada do Mirante (com um pardal pra coibir motoristas irresponsáveis) num perigoso cruzamento de entrada do bairro, OUTRO POSTE na subida para o São Marcos e Faculdade Estácio de Sá num perigosíssimo cruzamento em mão-dupla numa curva e iluminou a entrada da Escola Técnica (UED) colocando retentores de velocidade na pista para a segurança dos ali circulam. E mais o Terminal Parque de Tubos do Sistema de Transportes (S.I.T.) com iluminação apenas à sua volta. O resto é escuro mesmo considerando milhares de trabalhadores e também os carros que circulam em mão dupla indo ou voltando de Rio das Ostras, com farol alto um na cara do outro devido à falta total de iluminação na via mais importante de ligação com o centro.

Parece que Macaé só começa quando se chega ao trevo da Lagoa.

CANCELAS

Também há o problema dos cruzamentos da linha férrea em muitos pontos dessa via para acessar áreas industriais (Fazenda do Mutum e Novo Cavaleiros) e residenciais de muito movimento de trânsito (São Marcos, Bairro da Glória) e o trevo da "Cancela Preta" na travessia do Sendas / Mac Donald's. Todos sem sinalização sonora e luminosa como é PADRÃO INTERNACIONAL e apenas com uma placa enferrujada dizendo "cruzamento de linha férrea - pare, olhe e escute". Há também a travessia chamada "linha" (de pedestres) na entrada do Visconde de Araújo, a travessia de ônibus para o terminal centro (em frente à igreja Universal) e as passagens de nível do supermercado ABC (entrada do Miramar) e do final da estação de trem próximo à garagem da empresa Macaense (ônibus).

Esta semana houve um acidente, felizmente sem vítimas, onde a locomotiva arrastou um carro vários metros na entrada do Novo Cavaleiros, pois o sinal existente só considera o transito de carros e caminhões entre a pista principal e o novo cavaleiros. A motorista viu o sinal VERDE e um carro parado à sua frente (esperando o trem passar) e como não escutou a buzina do mesmo, ultrapassou o carro pensando estar enguiçado. Deu-se o acidente. Ela cruzou na frente do trem que só conseguiu frear metros depois. Um belo susto e danos materiais. Poderia ter morrido.

É urgente colocar essas 6 ou 7 cancelas com sinalização sonora e os sinais vermelhos piscando quando o trem passa (preferencial) para a segurança dos motoristas.

É simples, barato e pode salvar vidas.

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