Zona Urbana
Caos no transporte - parte II
PREFEITURA REAGE COM NOTA À IMPRENSA E ENQUADRA EMPRESAS
Moctezuma Pinto (*) A Prefeitura de Macaé reagiu com nota à imprensa esclarecendo diversos pontos do contrato com as empresas de transporte coletivo que ganharam a licitação e integram o SIT(*¹) e além de desmentir boatos de um segundo aumento no preço das passagens deu prazo até 20 de abril próximo para que as empresas cumpram diversos itens dos contratos, entre outros, colocar maior número de ônibus em circulação e que sejam NOVOS como reza o que foi contratado.
Foram feitas diversas alterações e correções no projeto para atender locais que foram prejudicados, ainda que sem intenção, por deficiência na avaliação de fluxo de passageiros ou pela própria implantação do SIT(*¹), o que já é uma boa notícia; afinal rever pontos do projeto e corrigir falhas é a função da Prefeitura que "calçou as sandálias da humildade" e agiu rápido devido ao grande impacto causado na cidade.
Foi distribuído ainda um informativo emergencial, produzido pela equipe da SECOM - secretaria de comunicação social da prefeitura, esclarecendo algumas dúvidas, negando o novo aumento e divulgando o horário das novas linhas criadas em caráter emergencial.
Caso as empresas Rápido Macaense (leia-se Viação 1001) e Viação Líder não cumpram o que foi determinado no prazo estipulado será decretada a calamidade pública no transporte coletivo e outras empresas serão incluídas no SIT(*¹) para atender a população. Considere-se que foram feitos sucessivos adiamentos na implantação desse novo Sistema desde julho de 2005.
A Câmara Municipal criou uma comissão especial para acompanhar as mudanças no transporte coletivo e seu impacto na população.
ALGUMAS MUDANÇAS NESCESSÁRIAS:
Nos horários em que trabalhadores e estudantes saem todos ao mesmo tempo, de manhã com retorno ao final da tarde, é preciso criar linha dos pontos mais distantes como Lagomar - Pq de Tubos usando as vias expressas azul e verde com ônibus suficientes sem as trocas que sobrecarregam os terminais e tiram tempo das pessoas. Há trabalhadores acordando às 5 da manhã pra não ter horas de atraso descontadas no seu salário.
Também devem voltar a circular linhas que atendam a bairros populosos de ponta como Ajuda, Nova Holanda e Malvina, direto, usando as mesmas vias respeitando o tempo e a paciência dessas pessoas.
As passagens poderiam ser vendidas também em locais fora dos insuficientes guichês dos terminais como bancas de jornal e com os próprios cobradores nos ônibus o que evitaria filas longas como a do terminal centro que cruza perigosamente o caminho de entrada dos ônibus, havendo perigo de atropelamento.
A Prefeitura precisa criar um canal de comunicação direto com os passageiros, tipo um telefone 0800, para ouvir as reclamações, sugestões e em alguns casos diria mesmo súplicas e assim avaliar melhor onde fazer as mudanças que atendam os usuários do Sistema já que os mesmos não tem escolha.
A confecção de mapas com todas as linhas setorizadas por cores, indicando apenas os números das mesmas e localizando os bairros seria bem melhor do que aqueles informativos com uma enormidade de textos "você quer ir para" de difícil compreensão para alguns e pouco práticos na consulta.
E o preço da passagem, que continua absurdo, considerando as distâncias percorridas e comparando com cidades grandes como o Rio de Janeiro, precisa descer e aguardar que primeiro sejam realmente feitos os investimentos em ônibus novos, eficiência e rapidez que é o mínimo que se espera de um Sistema que causou tanto impacto na cidade.
Quem tem carro ou não utiliza esse SIT(*¹) também é indiretamente prejudicado pois sempre haverá um filho, parente que usa esse transporte, as pessoas que trabalham e zelam pela sua casa, os funcionários na empresa ou comércio que lidam com você, que chegam estressados ao trabalho com uma sensação de impotência e de descrédito em tudo. Isso atinge a todos.
Aguardemos mais mudanças.
(*) Moctezuma Pinto é arquiteto urbanista;
(*¹) SIT - Sistema Integrado de Transportes Coletivos de Macaé |