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...Ano I Nº 9 - 25 a 31 de março de 2006

Caos no transporte coletivo de Macaé

Moctezuma Pinto

No sábado, 04 de março, foi inaugurado o novo "Sistema Integrado de Transportes Coletivos" de Macaé - SIT. Era um fim de semana de praia, só alguns plantonistas da industria do petróleo foram para os canteiros, estudantes e trabalhadores de folga, o comércio fechando às 14h. Até aí, tudo bem.

Mas na segunda-feira, 06 de março, de manhã cedo, com a concentração de trabalhadores e estudantes saindo ao mesmo tempo para seus destinos, instalou-se o caos na cidade.

Pessoas perdidas, desinformação total, concentração excessiva nos terminais, ponto finais cancelados em alguns bairros populosos, conseguindo colocar toda a população da cidade em fúria.

Verdade que algo já deveria ter sido feito a algum tempo pois o transporte coletivo na cidade estava sucateado e, por falta de investimentos, numa cidade que cresce velozmente, também este setor foi se "favelizando". Era uma anarquia. As linhas eram de um tempo onde alguns bairros de ponta da cidade eram sítios de recreio, com poucos moradores.

A administração anterior mandou fazer um plano de transportes, o tal "Sistema" que agora está sendo implantado. Projeto "feito" iniciou a construção dos terminais rodoviários que servem de base ao "Sistema" e que após vários adiamentos inexplicáveis estão sendo utilizados.

Não adianta tentar pegar a cidade de Curitiba (PR) como modelo e simplesmente copiar o sistema de lá e adaptá-lo aqui. Cada lugar tem as suas peculiaridades. Erraram ao não considerar bairros populosos como Ajuda, Aroeira, Malvina - Botafogo, Nova Holanda retirando as linhas e mantendo 90% dos terminais na região litorânea, no eixo Niterói - Campos ( Amaral Peixoto - rodovia ESTADUAL). Os terminais, pequenos, não suportam tamanha concentração de passageiros, desnecessária e agoniante.

É URGENTE que mudanças e correções sejam feitas para sanar os inúmeros erros de avaliação, de implantação e conseqüentemente de execução desse projeto de transporte urbano que desorganizou a vida da cidade causando enorme prejuízo às pessoas, tanto no bolso pelo aumento abusivo do preço da passagem (de R$ 1,20 para R$ 1,70 = 42%) quanto no tempo de viagem, em alguns casos aumentado em 100% somando-se o percurso e o troca-troca nas intermediações.

Isto sem falar na questão do monopólio de empresas que continuam a não investir em nova frota. Alguns ônibus velhos continuam rodando e a frota não tem a quantidade suficiente mantendo os passageiros em carros abarrotados na maioria dos horários.

Mudança já. A realidade se impõe ao delírio.

Voltaremos ao assunto.

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