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...Macaé, ano I, Nº 22 - 23 a 29 de junho de 2006
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Hipertensão Arterial? E Agora?

Marly Santiago

A hipertensão arterial, mas popularmente chamada de "pressão alta", está relacionada com a força que o coração tem que fazer para impulsionar o sangue para o corpo todo. No entanto para ser considerado hipertenso, é preciso que a pressão arterial além de mais alta que o normal, permaneça elevada. É necessário fazer um controle maior, medindo freqüentemente os níveis da pressão arterial. Apenas quando ela permanecer alta, sem importar com a hora, o dia ou o tipo de atividade desenvolvida, é preocupante e deve-se ter um controle continuo.

É importante observar que não basta ter pressão alta par ser considerado um hipertenso. Dependendo da nossa atividade como: atividades físicas, sono, alimentação, estado emocional ou stress , por exemplo, a pressão pode subir a níveis bem altos, o que não significa que a pessoa seja hipertensa. Essa alta da pressão porém, não dura e no fim do dia os seus valores podem até ter voltado ao normal.

Porque a Pressão é Alta e Porque Tratá-la?

A hipertensão Arterial é uma doença muito comum em todo o mundo e atinge jovens, adultos e idosos, pessoas de ambos os sexos, de todas as raças e de qualquer padrão social.

Algumas vezes ela é provocada por uma outra doença específica, mas na maioria dos casos a Hipertensão parece estar ligada a herança familiar e a hábitos alimentares.

A hipertensão é uma doença que não tem cura mas, pode-se, através de tratamento, manter controlados os níveis da pressão arterial.

Se permanecer alta ou descontrolada, a pressão poderá provocar problemas bastante sérios, como doenças do coração, infarto, perda da visão, paralisação dos rins e derrame, todos com graves conseqüência se de tratamento mais difícil.

É comum a pessoa hipertensa não sentir absolutamente nada, embora isso não queira dizer que a hipertensão não exista ou não precise ser tratada. Tratando-se corretamente você poderá ter uma vida normal e bem mais tranqüila e segura. Não esqueça de que a hipertensão é uma doença "silenciosa"e seu controle pode ser difícil no início do tratamento, mas você conseguirá se tomar os remédios da forma correta e de consultar seu médico regularmente.

Alimentação Correta e o que evitar

O alimento mais relacionado com a Hipertensão Arterial é o sal. Não se sabe perfeitamente porque, mas o fato é que, em sociedades onde o sal é mais consumido, o número de hipertensos é mais alto. Algumas pessoas não se beneficiam com a redução do uso do sal, mas outras sim e por isso sempre vale a pena fazer esse controle. O excesso de sal pode atrapalhar a eficiência dos remédios que você está usando para tratar a pressão alta.

Os alimentos gordurosos também devem ser controlados, além de se dosar periodicamente o colesterol através de exame de sangue.

Bebidas alcóolicas também devem ser usadas com moderação. Em excesso, porém, podem levar a doenças do fígado e pâncreas, além de agredir o cérebro, o estômago e o coração. Não se esqueça de que o álcool tem muitas calorias e pode atrapalhar seu esforço em perder peso.

O fumo não provoca somente doenças pulmonares como o câncer, mas é igualmente nocivo para outros órgãos como o estômago, a garganta e ocoração e as artérias. O fumo provoca o endurecimento das artérias ou arteriosclerose, e com isso força o coração a trabalhar com mais esforço e freqüência, levando ao aumento da pressão. Além disso, o fumo aumenta o risco de infarto no miocárdio e a sua gravidade.

A vida sedentária é comprovadamente um fator de risco. A pessoa mais bem preparada fisicamente, que faz exercícios regulares, tem menor chance de apresentar problemas de coração e pressão alta. A hipertensão não é motivo para se ficar parado, ao contrário, o exercício vai auxiliá-lo a controlará sua pressão e a perda de peso. Mas antes de começar, é preciso consultar seu médico para que lhe indique o tipo de exercício que você poderá praticar.

Um estudo, publicado pela Associação Americana do Coração, nos Estados Unidos, concluiu que o chocolate amargo ajuda a baixar a pressão sangüínea. Segundo a pesquisa, os flavonóides, um tipo de substância encontrada no chocolate, ajudam as veias a trabalhar melhor, reduzindo talvez o risco de surgirem doenças do coração.

"Estudos anteriores indicam que as comidas ricas em flavonóides, entre as quais frutas, vegetais, chá, vinho tinto e chocolate, podem oferecer benefícios cardiovasculares", afirmou Jeffrey Blumberg, da Universidade Tufts (EUA).

"Mas este é um dos primeiros testes clínicos a analisar especificamente o efeito do chocolate amargo na redução da pressão sanguínea entre pessoas hipertensas", afirmou o cientista, que comandou a pesquisa.

Blumberg e pesquisadores da Universidade de L'Aquila (Itália) estudaram dez homens e dez mulheres com pressão alta. Durante 15 dias, metade deles comeu uma barra de 100 gramas de um chocolate amargo especial, rico em flavonóides, enquanto outra metade comeu a mesma quantidade de chocolate branco. Depois, os grupos inverteram a dieta.

"O chocolate branco, que não possui flavonóides, era o alimento de controle perfeito porque contém todos os outros ingredientes e as calorias encontradas no chocolate amargo", disse Blumberg.

"É importante notar que o chocolate que usamos possui uma grande quantidade de flavonóides. A maior parte dos norte-americanos come chocolate ao leite, que não possui uma grande concentração de flavonóides."

Segundo o estudo, ao comer o chocolate amargo, os hipertensos apresentaram uma redução de 12 milímetros de mercúrio (mmHg) na pressão sistólica (o número mais alto na medição da pressão) e de 9 milímetros de mercúrio na pressão diastólica (o número mais baixo). A dieta de chocolate branco não provocou alterações na pressão sanguínea.

O consumo do chocolate amargo também parece ter melhorado o desempenho da insulina, reduzindo em cerca de 10% a concentração da lipoproteína (o colesterol "ruim").

Segundo Blumberg, o estudo não significa que as pessoas devem comer mais chocolate, apenas sugere que os flavonóides do cacau parecem beneficiar as funções vasculares e a sensibilidade à glicose.

Os cientistas ainda não possuem dados suficientes para fazer recomendações específicas para os doentes. E os nutricionistas repetem freqüentemente que as pessoas devem ter cuidado ao consumir chocolate, um alimento que possui bastante gordura, açúcar e calorias.

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