
MANUEL BARBOSA FILHO*
A Farsa da Dívida Externa ( VII )
(1964 / 2006)
Relações de Troca ( 5 )
Por um capcioso artifício malandra como o da raposa contra o pinto, o país pobre receberá do país agiota, um valor menor por volume maior exportado, em relação aos produtos importados. Assim, reduzindo o preço internacional das mercadorias nacionais, avilta, ainda mais, sua economia em benefício da usura do país credor. Estará impondo ao povo, por assim dizer, o sacrifício de Sísifo, sem nunca equilibrar sua economia no inferno da picaretagem imperialista do Primeiro Mundo obscurantista; embora hoje com a queda da produção agrícola do imperialismo, haja saldo comercial no Brasil, pela exportação de produtos primários não industrializados.
Os esforços históricos do brasileiro, contra a especulação monetária, por exemplo, evidenciam-se inúteis desde a independência política de Portugal, com empréstimos em ouro e prata, metais preciosos saqueados do solo brasileiro. Hoje, sob o FMI , "ostenta" uma dívida pública de 800 bilhões de dólares, sem contar os juros pagos há 169 anos dessa nova escravidão econômica. No período 2003 / 2005 o desgoverno atual completará o pagamento de R$ 428 bilhões de juros da dívida pública federal, estadual, municipal e das estatais, aos banqueiros internacionais, contra o povo brasileiro.
Manuel Barbosa Filho
Professor Titular aposentado da UFPB
Autor de :
Introdução à Pesquisa 3ª ed
Introducción a la Investigación, editado em Cuba
A Globalização da Miséria na América Latina 3ª ed
Projeto de Pesquisa - Teoria e Prática
Impacto da Extensão Rural - 2ª ed
E-mail - mbarbosafilho@terra.com.br
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