A Farsa da Dívida Externa ( II )
(1964 / 2006)
A evasão de capital e as dívidas externas dos países pobres são a causa do enfraquecimento das sociedades exploradas, do saque aos investimentos que seriam realizados nas infra-estruturas industrial e agrícola, em setores da saúde, educação, segurança, transporte, comunicação, energia, mineração etc, em benefício das nações endividadas. Prejuízos que se traduzem em analfabetismo, violência, insegurança, alienação de jovens e trabalhadores, inflação, depressão, desemprego, medo do futuro, incerteza de uma vida feliz para os povos oprimidos dos países subjugados.
O pagamento, portanto, do principal e dos juros é ato de pusilanimidade dos que cobram e covardia dos governos que pagam. Depõe contra a intervenção dos que saqueiam e a autodeterminação dos que são saqueados. Atitudes condenadas até no Regimento da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Declaração dos Direitos dos Povos.
Após a Primeira Guerra Mundial, mais de 20 países da Europa, por exemplo, deixaram de pagar empréstimos feitos aos EUA . Entre esses, destacam-se a Inglaterra, a Itália, a França e a própria Alemanha, ré inafiançável no fórum mundial pelo genocídio e hecatombe causados às nações envolvidas nos conflitos da I e II Guerras Mundiais.
Desde a antigüidade, bem antes de nossa era, os juros de empréstimos concedidos, já eram condenados pelo Alcorão de Maomé, por Moisés, Aristóteles e a Igreja da Idade Média.
Manuel Barbosa Filho
Professor Titular aposentado da UFPB
Autor de :
Introdução à Pesquisa 3ª ed
Introducción a la Investigación, editado em Cuba
A Globalização da Miséria na América Latina 3ª ed
Projeto de Pesquisa - Teoria e Prática
Impacto da Extensão Rural – 2ª ed
E-mail – mbarbosafilho@terra.com.br
Outros artigos |