Fundado em 16 de abril de 1932

...Ano I Nº 9 - 25 a 31 de março de 2006

Quebrem as grilhetas da dominação

Langstain Almeida*

Qualquer agrupamento humano dispõe de um processo de produção para resolução de suas necessidades materiais. Uma tribo não-contactada da Amazônia assegura a reprodução da vida coletiva pelo uso do processo de produção comunista que engloba os elementos: floresta, colheita, trabalho não-remunerado e apropriação coletiva da produção. Nesse tipo de economia comunista não existe acumulação de riqueza por inexistência do trabalho não-pago, do qual se extrairia a mais-valia. Sem a acumulação do trabalho não-pago, a economia comunista se revela estática, condicionada apenas à reprodução da vida coletiva. Resultado: o hoje sócio-econômico das tribos não-aculturadas, exibe o mesmo figurino de mil anos atrás. A recuperação espontânea da floresta funciona como reinvestimento natural!

Da evolução material das sociedades tribais dos vales férteis do Nilo e das terras fecundas da península itálica, decorreu o processo de produção escravocrata com base no trabalho gratuito e na apropriação individual da riqueza. O sistema econômico escravocrata principiou com o império egípcio e findou com a derrocada do império romano no final do século V.

Do progresso das condições materiais da sociedade escravocrata, originou-se o processo de produção feudal, esteado no trabalho servil que se caracterizava pela gratuidade de 12 dias por mês.

A necessidade de pesados investimentos no sistema de travessia dos oceanos no final do século XV, provocou o surgimento do processo capitalista de produção que vinha sendo gestado no lento entesouramento da economia feudal. Esse modelo de produção veio ao mundo dos negócios com base no trabalho assalariado, na capitalização unilateral da mais-valia e no conseqüente reinvestimento da acumulação no mesmo círculo produtivo.

Sem reinvestimento da capitalização e dos impostos no mesmo sistema social de produção, dar-se-á a negação do processo capitalista, condicionando grande parte do corpo social ao desemprego e à miséria. Nesse caso encontra-se a economia brasileira que desde a Ditadura Militar de 1964, se exerce renegando o processo capitalista soberano.

Não existe processo de produção socialista, nem processo de produção social-democrata e muito menos, o processo de produção comunista, só adotado atualmente pelas etnias indígenas não-contactadas da Amazônia. Só existe um processo social de produção de bens e serviços que é o capitalista, estruturado no trabalho assalariado, na propriedade privada dos meios de produção e na apropriação individual do lucro. Para administrarem esse regime econômico a nível de Estado, existem dois regimes políticos: o elitista e o socialista. O regime político elitista pode ser soberano ou dependente.

A plutocracia econômico-financeira, através da mídia mercenária, chama o processo de produção dependente de regime democrático. No tempo das ditaduras sanguinárias, chamava o processo dependente: de regime anti-comunista. Atualmente no Paquistão ditatorial, a plutocracia chama o regime econômico dependente de regime anti-terrorista. A estratégia desses fazedores de miséria é embaralhar a mente dos povos submissos para continuar tirando proveito de sua ignorância política. De propósito confunde regime econômico com regime político para que os povos submissos suponham que mudando a pessoa do governante, mudará o regime econômico. Esses dominadores deixam crer que a culpa por tanta miséria não é do modelo econômico dependente, mas, da incompetência do governante.

Avisa-se que os povos terceiro-mundianos, desde o final da II Guerra, mudam os governantes de tempo em tempo e a máquina de produzir miséria continua com as mesmas queixadas ostentadas pela hidra de Lerna.

Esclareça-se que o regime político pode ser elitista, governando o processo de produção capitalista soberano em favor das elites econômico-financeiras, conforme os exemplos oferecidos pela Europa, Estados Unidos e Japão. Informe-se também que o regime político pode ser socialista, governando o processo capitalista soberano em favor da sociedade, conforme os exemplos ofertados pela China e por Cuba. Explique-se que o regime político submisso é aquele que administra o processo de produção interno, totalmente subserviente aos interesses das elites econômico-financeiras do Primeiro-Mundo, conforme os exemplos dos países sul-asiáticos, subsaarianos e latino-americanos, com exceção de Cuba.

Anote-se que Hugo Chaves na Venezuela ainda não conseguiu implantar o regime capitalista soberano, se bem que já esteja executando o regime político socialista.

A transformação do regime dependente para o soberano, seria fácil se os povos submissos soubessem decidir politicamente em seu próprio favor. A ignorância política dessa gente aceita de bom grado a enganação da mídia elitista!

A partir das derradeiras décadas do século XV até os dias hodiernos, só existe o processo de produção capitalista. Na Rússia posterior à Revolução de 1917, houve o desmantelamento absoluto da economia feudal com o desapossamento da nobreza e do clero de seus extensos latifúndios. Sobre os escombros desse sistema medieval, foi implantado o processo de produção capitalista de Estado, que se salientava pela estatização do investimento, dos meios de produção e da mais-valia.

O regime político adotado na União Soviética foi o socialista com a finalidade de orientar os investimentos das receitas oriundas do trabalho social. Neste caso a União Soviética dispunha do processo capitalista estatal para produzir bens e serviços e do regime socialista para administrar a arrecadação advinda da mais-valia social.

Mesmo despojado da livre-iniciativa e da livre-concorrência, o governo socialista-soviético ensejou um intenso desenvolvimento material e cultural ao povo russo. Sem transferir para o exterior, a mais-valia extraída do trabalho social; investindo grande parte da receita fiscal na elevação do nível cultural e tecnológico da sociedade, a União Soviética derrotou o exército mais bem armado pelas elites do Primeiro-Mundo, que inegavelmente foi o nazista.

Reinvestindo toda acumulação do processo capitalista estatal na dinamização do mesmo processo, o regime socialista, instalado em 1917, principiou a remover a sociedade russa do atraso medieval para em 72 anos, elevar o país à condição de potência mundial.

A evolução das forças materiais da sociedade russa, exigia no transcorrer da década de 1980, a introdução da livre iniciativa e da livre concorrência, sem que o regime político deixasse de ser o socialista. Essa transição seria lenta e gradual, com a privatização de todos os setores da economia, exceto dos meios de produção ligados aos serviços públicos: água, energia, gás, telecomunicações, transporte ferroviário e o setor de minerais estratégicos.

Com o fracasso do golpe militar contra Mikhail Gorbatchov, assume o poder, Boris Ieltsin que faz acordo com o Fundo Monetário como forma de contar com o apoio das elites estadunidenses em caso de recidiva golpista.

Hoje, por obra e graça do regime socialista que vigorou até 1991 e da honestidade de sua elite política que rompeu com o Fundo Monetário em 1998, a Rússia figura no cenário internacional como uma das grandes forças mundiais. Atualmente firmou acordo com a China objetivando conter a fúria intervencionista das elites ianques. Ainda este ano, fez acordo com Hugo Chaves para fornecimento de armas ao exército venezuelano e aos filhos do povo de 18 a 25 anos, única saída para enfrentar a costumeira invasão das elites estadunidenses.

A China adota o processo de produção capitalista soberano e um regime político socialista com a meta precípua de investir os recursos fiscais tendo o social como centro das decisões de Estado. Sem transferir a mais-valia social para as elites do Primeiro-Mundo; investindo grande parcela da arrecadação oficial na educação de seu povo, a China nestes 20 anos será a 1ª potência mundial, tendo provindo em 1948 de uma economia esfrangalhada pela espoliação das elites do Norte, capitaneadas pelas ianques em mancebia com o governo corruptíssimo de Xan Cai-Xeque.

Com a dissolução da União Soviética em 1991, Cuba adapta seu processo de produção de tipo soviético para o processo capitalista soberano, mantendo constante o regime político socialista. É o país da América Latina que cresce à proporção de 9% ao ano, juntamente com a Venezuela bolivariana.

Cuba é o único país latino-americano que exporta saber. Só na Venezuela, existem 20 mil médicos cubanos ensinando aos jovens e medicando a população carente. Na África subsaariana são mais de 80 mil educando especialistas e atendendo aos despossuídos.
Os cubanos dispõem da mesma constituição genética dos latino-americanos. Entretanto se constata que o índice de desenvolvimento humano do cubano é muito mais alto do que o de seus irmãos latinos. Isto se deve ao fenômeno econômico da não-transferência de recursos para as elites setentrionais e também, aos pesados investimentos do governo socialista na elevação cultural da sociedade cubana.

O processo de produção capitalista em Cuba é soberano e seu forte regime socialista não permite a transferência da riqueza social para os cofres das elites do Primeiro-Mundo.

A América Central que desde o início dos anos 1960, mantém uma subserviente relação econômica com as elites ianques, hoje convive com uma taxa macabra de 80% de miseráveis.

A região andina, da Colômbia ao Chile, que conheceu as mais corruptas ditaduras sustentadas pelas elites norte-americanas, convive hoje com índice de miséria em torno de 50%.

O Brasil e os países do Cone-Sul, sujeitos às elites ianques, são mais miseráveis hoje do que há 40 anos atrás.

A sorte de Cuba decorreu do ódio das elites estadunidenses à bravura de Fidel Castro. O bloqueio econômico imposto há 44 anos pela plutocracia norte-americana, obrigou Cuba a se desenvolver com seus próprios recursos materiais e tecnológicos. Não remetendo para as elites do Primeiro-Mundo, a mais-valia social e investindo todos os recursos da sociedade na própria sociedade, Cuba alcançou nível de desenvolvimento humano dos mais elevados do Planeta.

Ao assumir o poder, Hugo Chaves encontrou a Venezuela com 80% de miseráveis e o desemprego beirando a percentagem de 30%. O índice de analfabetismo exibia-se alarmante. A assistência médica ao povo de baixa renda configurava-se quase nenhuma, exceto em tempo de eleição quando se adensava o assistencialismo em troca de votos. Os alimentos necessários à sustentação da vida humana, eram importados numa proporção de 80% das necessidades totais. Até farinha de mandioca se trazia de fora num total acima de 60%. As elites, donas de mais de 80% do território fértil, usavam as terras para especulação imobiliária e para criação de bois, cujas carnes se exportavam para o mercado americano. A renda da poderosa Petróleo de Venezuela S.A, durante toda sua existência, fora atassalhada pela plutocracia financeira, a oligarquia política e a elite industrial.

As sobras desse banquete com o dinheiro do povo, alimentavam uma classe média idiotizada pelo consumismo e cega diante da miséria que crescia agredindo seu patrimônio e sua segurança pessoal.

A dominação das elites político-econômicas sobre o Estado venezuelano não admitia que banqueiro pagasse imposto, enquanto o plantador de coentro pagava imposto ao governador da Província, à prefeitura e ao latifundiário.

No princípio de 2002, Hugo Chaves sanciona leis que desapropriam latifúndios, estatizam os direitos de pesca e aumentam a cobrança sobre permissão de exploração de petróleo. Todos esses dispositivos legais irritaram a plutocracia venezuelana mancomunada com os interesses espúrios da elite especulativa estrangeira. Mas a lei que desesperou pra burro a oligarquia financeira, foi mesmo a que obrigou banqueiro a pagar imposto de renda! Nunca essa gente produtora da miséria do povo venezuelano, havia pago imposto de renda, coisa que todo mês o assalariado venezuelano e brasileiro faz sacrificando até o próprio bem-estar da família.

Desesperada com um governo dedicado à justiça econômica, a plutocracia financeira arregimentou uma quadrilha de generais corruptos e no dia 12 de abril de 2002, invadiu de supetão o Palácio da Presidência seqüestrando Chaves para lugar incerto e não sabido.

De posse do poder, a banqueirada venezuelana indicou o fantoche Pedro Carmona como ditador, de quem emanou atos de governo que foram uma jóia de elitismo: dissolução do Congresso Nacional; demissão dos juízes do Supremo Tribunal e revogação da lei que fazia banqueiro pagar imposto de renda.

Dois dias depois do putsch no estilo nazista, mais de um milhão de venezuelanos aos gritos: “devolva-se Chaves!” cercou o Palácio do Governo, momento em que um grupo de oficiais patrióticos invadiu as dependências da Casa governamental e prendeu a récua de golpistas.

Hugo Chaves retornou mais forte depois do golpe e muito mais forte ele ficou depois da vitória do referendo revocatório. Tanto poder, ele converteu em benesses para a secularmente ultrajada sociedade venezuelana.

O regime político adotado atualmente na Venezuela é o socialista, com um regime econômico ainda dominado pelo processo de produção dependente, subordinado à famigerada fórmula DMT (dinheiro-mercadoria-transferência de renda para o exterior). Devido ao atraso tecnológico da sociedade venezuelana, Chaves ainda não pôde romper com a fórmula DMT. Com o grande investimento que seu governo está promovendo no setor de tecnologia, crê-se que nestes seis anos, o processo de produção capitalista soberano poderá ser implantado na Venezuela. Este é o grande temor das elites ianques, que por esta razão, tramam um intervenção armada na Venezuela.

Até a ascensão de Chaves à presidência, o povo da Venezuela se achava como o brasileiro: em quem votasse, elegeria um governo elitista que iria governar na conformidade do projeto mercantil da elite econômico-financeira.

Da proclamação da República brasileira em 1889 até hoje, os eleitores nacionais só elegeram governos que governaram contra seu projeto de bem-estar. O atestado dessa verdade histórica se exibe nas feições soturnas dos 80 milhões de miseráveis que se amontoam nas periferias das grandes e médias cidades do Brasil.

Da lista de candidatos a presidente que a mídia mercenária anda a exibir atualmente em suas telinhas e nas páginas de seus jornalões, em quem o eleitorado brasileiro votar, estará elegendo um presidente confeccionado com a mistura ruim de Fernando Henrique com Lula da Silva.

CRIAÇÃO DE UM MODELO DE PRODUÇÃO

Os homens nunca inventaram um modelo de produzir riquezas. O processo de produzir bens e serviços sempre decorreu da transformação material da sociedade. Se os homens pudessem inventar um processo de produção, fá-lo-iam tão individualista que o resultado seria socialmente desastroso. Pois se nunca haviam criado um modelo de produção social, inventaram o primeiro em 1944, na cidade de Bretton Woods nos Estados Unidos.

Dos intestinos da Conferência de Bretton Woods, liderada pelas deslumbradas elites estadunidenses do pós-guerra, foi arrancado a fórcepe a injunção do dólar como base do sistema monetário mundial. No mesmo momento foi conchavado o processo de produção dependente, fundado na fórmula DMT (dinheiro-mercadoria-transferência de renda para o exterior). Da fórmula algébrica DMD que define o processo de produção capitalista soberano, as elites ianques trocaram o último D da fórmula capitalista pelo T do processo de produção inventado por elas. A fórmula DMT seria aplicada nos países meridionais do Planeta, tendo como instrutor o Fundo Monetário Internacional. Os trustes americanos ficariam dispensado de declarar 10% de seus lucros, para que pudessem corromper com esses recursos, os governos mofatrãos do Terceiro-Mundo, seus generais impatrióticos e seus intelectuais venais.

As elites econômico-financeiras, por meio de sua elite política, implantaram na América Latina, a fórmula DMT através das sanguinárias Ditaduras Militares, que assassinaram impiedosamente a fina flor da ideologia da pátria soberana. Enquanto a plutocracia estadunidense atuava sobre os latino-americanos, as elites européias implantavam o processo de produção dependente (DMT) nos países da África subsaariana e na parte sul da Ásia.

Do término da II Guerra Mundial para o tempo atual, o processo de produção dependente, caracterizado pela transferência de renda para o Primeiro-Mundo (DMT), produziu no hemisfério Sul do globo terrestre, dois bilhões de miseráveis, enquanto o modelo DMD elevou a nível formidável o bem-estar dos povos setentrionais.

A finalidade do processo de produção DMD, decorrente da evolução material da sociedade feudal, é provocar bem-estar em pelo menos 80% da população e barriga cheia em 100% das pessoas.

Memorize toda gente espoliada, que o processo de produção DMT foi uma invenção das elites primeiro-mundianas para roubar os povos meridionais. Se assim foi, é essa monstruosidade econômica que precisa ser destruída nestes vinte anos, para que os povos austrinos possam concretizar seu projeto de bem-estar.

Pela via pacífica, as sociedades latino-americanas precisam eleger candidatos a presidente que se assemelhem a Hugo Chaves. Após a posse dos eleitos, esses povos devem apoiar a implantação do regime socialista que coloque o interesse social muito acima do interesse das elites plutocráticas.

Para implantar o processo de produção capitalista soberano (DMD), sem transferência de renda para o exterior, seria imprescindível reformar todos os militares instruídos pela CIA americana; rearmar os exércitos terceiro-mundianos; treinar e armar os jovens de 18 a 25 anos e implementar a estratégia: em cada casa um fuzil! Com essas providências, os governos poderiam romper com o processo de produção dependente (DMT), o miserabilizante modelo econômico inventado pela raposice das elites primeiro-mundianas na Conferência de Bretton Woods em 1944. E em seguida, com o apoio de pelo menos 80% das sociedades meridionais, plasmar o processo de produção capitalista soberano, governado por um regime político socialista, sustentado por uma politizada sociedade civil.

Sem a vitória da fórmula DMD num Estado de regime socialista, qualquer solução será elitista e só terá efeito paliativo, procrastinatório e enganador.

Depois da dissolução da União Soviética, as elites primeiro-mundianas se afoitaram a espoliar a classe média terceiro-mundiana, empurrando grande porcentagem dela para o plano social onde há séculos a classe operária sofre a exploração mais desabrida.

A união das classes médias latinas com as classes trabalhadoras, poderá virar a mesa da espoliação antes do ano 2025.

A tarefa primeira e mais importante é politizar as gentes latino-americana, subsaariana e sul-asiática. Para edificação dessa obra colossal é imperioso que as pessoas se doem a si mesmas alguns minutos de atividade política por semana. É forçoso principiar por criar associações políticas de rua, de edifício, de bairro!

Com fé na conquista de sociedades justas e solidárias, reunir semanalmente os participantes desses órgãos sociais para comentarem as notícias e as doutrinas dos jornais de esquerda, impressos ou on-line! Apoiar ou fundar partidos políticos com a proposta primordial de derrubada das Repúblicas elitistas que atuam em 98% do hemisfério sul! Conquistar em cada país um canal de televisão de nível nacional, rádioemissoras e tvs comunitárias! Usar a internete exaustivamente...

Praticar esse projeto de poder é inegavelmente a única via política dos povos meridionais que se opõem à haitinização global de suas sociedades!

Se outros povos já quebraram as grilhetas econômicas da dominação, nós também o faremos com inegável e absoluta certeza.

Avante, companheiros! por uma República politicamente socialista governando uma economia capitalista soberana. Siga-se o exemplo da China e Cuba!


*Langstain é autor do romance de combate: A DOMINAÇÃO do Terceiro-Mundo, com venda pelo Portal da editora Alfa-Ômega: www.alfaomega.com.br.

 

Configuração mínima: 800x600
Criação e manutenção Artimanha