Revolução
Guto Glória Sardinha
Há vários meses, estamos nós, brasileiros, acompanhando pelos jornais, rádios e televisões a bancarrota do partido dos trabalhadores. O povo nas ruas não fala de outra coisa. A maior esperança de dias melhores para o nosso país, foi para a vala, junta, com todo esse mar de lama derramado pelo PT. Partido que jurou acabar com a corrupção, educar o povo e, pelo social, muito fazer. Vemos hoje, que, tudo não passava de discursos demagógicos, com o objetivo único de ganhar as eleições.
Tenho visto pessoas decentes, que não querem acreditar no que estão vendo, usar como argumento de defesa para tudo que está acontecendo que, o Fernando Henrique também foi corrupto e que todos são iguais. Mas não era isso que esperávamos do Lula. Esperávamos sim, exatamente o contrário, que fizesse a diferença. E, o senhor presidente, cínico, declara em alto e bom som que consegue dormir o sono dos justos. Enquanto as pessoas de bem, as que estão atentas, preocupadas e estarrecidas com o que está acontecendo, devem estar recorrendo a auxílios de medicamentos para conciliar o sono.
Para não ser repetitivo, monótono e cansativo não falarei mais nesses escândalos, mas, aproveitar dos mesmos, para dizer que, o exercício do poder exige um sólido alicerce humano e cultural, grande dose de humildade, realismo, experiência e visão do mundo para praticar a ética. E , o nosso presidente, não tem nenhuma dessas prerrogativas. Portanto, o que o povo brasileiro mais precisa, políticos com ética, esse presidente que aí está, não tem condições de dar.
A ética é parte da filosofia que aborda os fundamentos da moral. Será que é tão difícil de se entender o que é ética? Todos que se formam, em qualquer profissão, juram, ao receberem o diploma, exercerem a profissão com ética. Vejam, a grande importância desse significado. E, como todos profissionais, os políticos também deveriam fazer juras da ética, podendo perder os mandatos, através de um julgamento, por um conselho popular e não por um conselho de políticos, se viessem a descumpri-las.
Mais ou menos a cada cem anos, surge uma pessoa que muda a maneira de olharmos para nós mesmos e nosso mundo. Ele, ou ela, dirá algo tão revolucionário, tão novo e inesperado que a princípio parecerá impossível que seja verdade. Porém é corroborado por fórmulas matemáticas e experiências clínicas e laboratoriais, e termina por ser aceito como um fato por todos. Até que surge o próximo revolucionário.
Proponho-me a fazer uma revolução filosófica no mundo político, onde, acabaria com os partidos e criaria um conselho político em cada município. Para se candidatar a membro desse conselho, o cidadão teria que cumprir as exigências estatutárias pré-estabelecidas, para depois, participar de uma eleição onde, os votantes, teriam que ser cadastrados no JME ( Junta Municipal Eleitoral), não analfabetos, e maiores de dezoito anos. O voto seria facultativo, ou seja, o cidadão não teria obrigatoriedade. A campanha eleitoral seria através de comícios, propaganda em rádios e tvs, financiado pelos municípios, onde, todos os candidatos teriam os mesmos direitos. Após a eleição, os doze mais votados, fariam parte desse conselho e, o mais votado entre eles seria o Prefeito e, os outros onze, vereadores. Com a morte ou a desistência de um vereador, o mesmo, seria substituído pelo primeiro suplente. Com a morte ou a desistência do Prefeito, novamente, subiria um suplente e, em uma nova eleição entre eles, escolheriam um novo Prefeito. Assim, seria formado o executivo e o legislativo de cada município.
Para se eleger um governador e um vice-governador, seriam formados um conselho estadual, onde os membros teriam que ser Prefeitos, ou seja, todos os Prefeitos, fariam parte desse conselho e, escolheriam entre eles, seis candidatos a governador. Após a escolha dos candidatos pelos prefeitos, haveria uma eleição direta e, o candidato mais votado seria governador e, o segundo, vice-governador. Para se candidatar a Deputado Estadual, os candidatos teriam que ser vereadores, ou seja, todos os vereadores, desde que quisessem, poderiam se candidatar. A campanha eleitoral seria nos mesmos moldes da do conselho municipal, financiado pelo estado. O número de cadeiras na Assembléia Legislativa seria correspondente ao número de município em cada estado. Ou seja, se um estado tivesse setenta municípios, setenta cadeiras teria a assembléia Legislativa. Assim, cada município teria um representante na Assembléia Legislativa, pois, o voto seria distrital.
Para se eleger um presidente e um vice-presidente, seriam formados um Conselho Federal, onde, os membros teriam que ser governadores, ou seja, todos os governadores, fariam parte desse conselho e escolheriam entre eles, seis candidatos. Após a escolha dos candidatos pelos governadores, haveria uma eleição direta e, o candidato mais votado seria Presidente e, o segundo, Vice-Presidende. Para se candidatar a Deputado Federal, os candidatos teriam que ser Deputado Estadual, ou seja, todos os Deputados Estaduais, desde que quisessem, poderiam se candidatar. A campanha eleitoral seria nos mesmos moldes da do Conselho Municipal, financiada pelo Governo Federal. O numero de cadeiras na Câmara Federal seria de dez cadeiras para cada estado.
Pode parecer estranho no primeiro momento em que tomarem conhecimento da nova reforma política, mas, com certeza, acabaríamos com o câncer que tanto mal faz ao nosso país, que é a corrupção, pois, acabaríamos com os financiamentos das campanhas políticas por parte dos empresários que, investem, para depois, terem algumas facilidades.
Como dizia Platão, o mundo é das idéias e, enquanto essas idéias não são implantadas, devemos escolher políticos com ética. E, nós, macaenses, estamos com sorte, pois, os candidatos que estão despontando para as novas eleições têm demonstrado em suas vidas pública que, o significado da palavra ética, faz parte do seu dicionário e , por Macaé devem se unir em prol de uma cidade melhor.
Guto Glória Sardinha
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