Psicografando II
Guto Glória Sardinha
Há ! Que saudade que tenho do meu povo. Mas não tenho do que reclamar dessa paz celestial. Aqui, estou ao lado da mulher que sempre amei e, hoje, lhe dou a atenção que ela sempre mereceu. Aqui, o que mais fazemos é conversar, é por isso que, os nossos espíritos, evoluem muito mais, pois não há uma disputa entre os homens, conforme aí na terra. É paz mesmo!`
Ontem, a campainha tocou, e o Pedro pediu para abrir a porta. Ao abri-la, uma grande surpresa, era o General Golberi. Mandei-o entrar e chamei o Pedro para recebê-lo. Ficaram, os dois, conversando durante muito tempo. E, após a longa conversa, Pedro solicitou-me que pegasse a chave da suíte 64 para abrigar o Golberi.
Após uma semana, volto a encontrar com o general pelos jardins e, educadamente, o cumprimentei. Após o cumprimento, fomos sentar em frente ao ABC, uma escola de formação de liderança. Começamos a conversar e, claro, por uma questão de educação, não lhe perguntei por onde havia andado, pois o General havia desencarnado a muito mais tempo do que eu, e, só agora, estava chegando. Todos sabem que, Eu e o General, éramos ferrenhos adversários e, que, com as suas grandes estratégias políticas, fui impedido de alcançar o meu grande sonho. Ser presidente do Brasil.
O General iniciou a conversa dizendo que, as portas do céu, só lhe foram abertas, após admitir o seu arrependimento pela a criação do Lula. Com esta afirmativa, o que era dúvida, certeza virou. Sempre falei que, o Lula, era uma criação das forças reacionárias desse país e, que, sua criação, só serviu para dividir a esquerda. Caro Leonel, disse-me o General, vou lhe fazer um relato de como tudo aconteceu:
- Sou obrigado a reconhecer que, o político de esquerda mais inteligente do Brasil era você. Com a sua grande liderança e seus discursos convincentes, se não houvesse uma reação contrária, com certeza, você seria o próximo Presidente do Brasil após o regime militar. E, para que isso não acontecesse, por causa do desgaste do nosso governo, tivemos que idealizar uma grande estratégia e criar uma esquerda fictícia. Criamos o sapo barbudo, ri muito quando soube que você assim o chamou, um sujeito analfabeto, que jamais iria nos incomodar.
- General, se o senhor me acha inteligente acho-o um gênio. Foi com sua capacidade intelectual que o meu sonho de ser Presidente não tornou realidade. Sei que o medo de todos vocês que participaram do golpe de 64 era que, sendo presidente, iria com revanchismo, exilá-los também. General, era um medo sem sentido pois, no meu coração não há espaço para ódio e revanchismo. O meu grande inimigo não era os meus irmãos de pátria e sim, os imperialistas que não nos deixam atingir o desenvolvimento que tanto o nosso povo precisa.
- Brizola, ouvindo-o agora, mais arrependido estou, pois, o Brasil deixou de ter um grande nacionalista como Presidente. Mas, nunca é tarde, vamos aproveitar essa paz celestial e traçar uma estratégia, nós dois, para tirar o nosso povo das garras desse enganador. E o Juscelino, está por aí?
- Está. Mas, Pedro deu-lhe uma bronca por causa da sua mania de grandeza. Você acredita, que o JK quando aqui chegou, veio com aquela idéia de fazer no Céu, cinqüenta anos em cinco? Pedro logo cortou e disse: - Aqui o dinheiro é escasso e não podemos nos endividar. Vamos progredir sempre mas, devagar, bem devagar.
Assim, foi o meu encontro com o General Golberi e, após muitos outros dias de conversas, chegamos à conclusão que, para o bem do Brasil, devemos tirar, democraticamente, este homem que a todos nos enganou e que não sabe de nada. E, para isso, devemos nos manter unidos com o que temos de melhor no momento.
Lupe!! Organize uma coligação de partidos em torno do Prefeito José Serra ou do Governador Geraldo Alckmin com o PDT, PTB, PPS, PFL e PSDB. Não podemos dar chance ao sapo, pois, agora, está armando um salto mais alto. Forme a "coligação pela dor" com o seguinte slogan "Serra, serra, serra a dor, com genérico". O u, como gostaria o General Golberi, "Vamos congelar a corrupção com picolé de chuchu".
Um forte abraço a todos.
Leonel
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