| Admirável Mundo Velho
Guto Glória Sardinha
Do nada, formou-se um vácuo. Desse, uma pulsação surgiu. Puf! Puf! Puf! Que foi crescendo, crescendo e absorvendo, até que se transformou em uma energia linda e maravilhosa. Tão maravilhosa, que não se contentou em ser única e se dividiu através de uma grande explosão, formando o universo e os seres vivos, animal e vegetais. Essa energia não se dividiu em 100% e, sim, em 49%. Os outros 51%, continuam intactos, formando uma grande força que chamo de Deus.
Ao surgir do nada, até se transformar nessa linda energia, Deus, muito trabalhou. E após tanto trabalho, teve que se explodir para nos criar, sofrendo um grande impacto. E é mais do que justo que o deixemos descansar. E nós, que façamos agora, as nossas parte. Para isso, nos deu livre arbítrio. Só que, ainda, após milhões de anos de criação, nós, seres humanos, não entendemos e ficamos sempre esperando que Deus nos ajude ainda mais. É claro, que, como um pai, nas horas mais difíceis nos dá proteção, mas, volto a repetir, ele já fez a parte dele quando nos criou. Temos que fazer a nossa, ou seja, amar os nossos semelhantes e proteger a natureza para que tenhamos um mundo melhor. Sem violência e sem catástrofes.
Há muito que vemos o mundo em guerra, em uma disputa desenfreada.Vemos guerras religiosas, racistas, por espaços. Tudo é motivo de guerra. Em hora nenhuma, paramos para pensar que, ao guerrearmos, estamos acabando com o que Deus criou. A natureza e os seres vivos. Matamos Jesus Cristo, que, aqui veio, para nos ensinar. Ignoramos as suas palavras e, após dois mil anos, ainda praticamos os mesmos erros. Será que somos seres inteligentes? Acho que sim e acho que não. Sim, porque, tecnologicamente, estamos, a cada dia que passa mais evoluído. Já fomos a Lua e, daqui a pouco, chegaremos em Marte. Não, porque, com toda essa evolução, estamos indo à direção do precipício sem nos preocuparmos em construir uma ponte de amor para nos salvarmos. Esperando que, Deus, interfira e resolva o problema criado por nós. Assim é muito fácil! Erramos e, após, ajoelhamos para pedir perdão. Sempre jogando a responsabilidade para Deus resolver um erro nosso que, nunca demonstramos em querer aprender.
Há mais de trinta anos, um autor, Aldous houxel, escreveu um livro de ficção científica, Admirável Mundo Novo, onde previu que, a ciência, iria evoluir muito. Inclusive, muita coisa escrita por ele, hoje estamos vivenciando, como a clonagem, por exemplo. Quis amostrar, Aldous, que o homem tem uma capacidade evolutiva muito grande. Tecnologicamente, estamos evoluindo com muita rapidez, os computadores, a cada dia que passa, uma geração diferente. Estamos correndo velozmente para o futuro, com máquinas maravilhosas, robôs, computadores, espaçonaves, estamos já, em um mundo novo. Tudo bem! Não podemos castrar a capacidade evolutiva do homem, mas, também, não podemos esquecer das coisas simples criadas por Deus que aprendemos a ver no mundo velho, como, a combinação de uma semente, terra e água que, magicamente, se transforma em alimento para o nosso sustento e toda a cadeia evolutiva que ocorre naturalmente. Temos que evoluir sim, mas, com equilíbrio. Se observarmos tudo que existe na natureza, o equilíbrio é predominante.
Não quero pregar o apocalipse. Longe de mim o pessimismo, mas, temo pelo que possa acontecer ao planeta terra e à espécie humana. Nada sofreia a atividade predatória do
homem. Claro que não se pode querer que a vida pare, que estanquemos o progresso. Que seríamos, hoje, sem o progresso? Nada, provavelmente. Estaríamos paralisados no tempo e no espaço. Mas o que seremos se a natureza responder com agressão a agressão que praticamos contra ela? Está nos alertando, para que possamos fazer alguns minutos de meditação e mudar, com ventos, furacões, tornados, tsunames.
Às vezes, meu irmão Antonio e vários amigos, ficam me zoando, dizendo que, estou muito repetitivo nesse assunto. Nunca vou me cansar de repetir isso tudo. Sou teimoso. Não desisto das coisas em que acredito. Não me cansam os caminhos longos, os obstáculos de transposição difícil. Nem mesmo me importa pregar no deserto, se for o caso.
Prezados irmãos! Vamos seguir em frente, sim. Mas, como tudo que existe na natureza, com equilíbrio. Vamos para o mundo novo sem esquecer do admirável mundo velho.
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